quarta-feira, 11 de julho de 2012

Governo distingue festival «Terras Sem Sombra»

Lisboa, 11 Jul 2012 (Ecclesia) – O Festival “Terras Sem Sombra”, projecto da Diocese de Beja que alia a promoção da música sacra à defesa do património e da biodiversidade, foi distinguido pelo Governo como uma “magnifica iniciativa” para o nome de Portugal.

Em declarações reproduzidas pelo gabinete de imprensa do certame, enviadas hoje à Agência ECCLESIA, o secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro considera “um privilégio para o Alentejo e para o país” a existência da iniciativa, que tem vindo a consolidar o seu espaço na programação cultural a nível internacional.

Para Carlos Moedas, este “extravasar de fronteiras” permite não só dar a conhecer a “riqueza” artística, arquitectónica e natural da nação mas “acaba por contribuir também para a economia” portuguesa.

O membro do executivo de Pedro Passos Coelho esteve presente no último sábado em Grândola para entregar o prémio internacional “Terras Sem Sombra” a três figuras que se destacaram pelo seu trabalho em nome da música, do património e da biodiversidade.

Os galardoados da 8.ª edição do festival foram a soprano grega Dimitra Theodossiou, a museóloga e investigadora portuguesa Maria Helena Mendes Pinto e o biólogo espanhol Miguel Ángel Simón.

JCP

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bispo anuncia primeiro sínodo diocesano

Beja, 02 Jul 2012 (Ecclesia) – O bispo de Beja, D. António Vitalino, anunciou hoje que vai constituir a primeira assembleia sinodal da diocese no dia 29 de Setembro, iniciativa que tem estado a ser planeada “nas últimas semanas”.

“A 29 de Setembro, na celebração do habitual dia diocesano, queremos convocar oficialmente o nosso primeiro sínodo”, revela o prelado na nota semanal, enviada à Agência ECCLESIA.

Depois de sublinhar que “há muito a pensar e preparar” até à data de abertura do sínodo, D. António Vitalino acentua que os católicos têm de estar “bem atentos aos sinais dos tempos e ao Evangelho”.

O responsável frisa que a diocese alentejana, sediada 180 km a sudeste de Lisboa, é chamada a “ouvir bem os apelos de um mundo em crise, à procura de soluções, que não são apenas de ordem financeira e económica”, e ao mesmo tempo discernir o que pode ajudar a Igreja a cumprir a sua missão.

A assembleia, que tem estado a ser preparada com “vários encontros a nível arciprestal e diocesano”, pretende provocar a “dinamização dos cristãos, nas paróquias, nos serviços e nos movimentos eclesiais”, aproveitando as “energias” suscitadas pela fé.

A nota apela aos fiéis para serem “cidadãos intervenientes na sociedade actual, em ordem à realização espiritual e plena das pessoas”, e pede-lhes sugestões e colaboração “para melhorar a vida e missão dos cristãos e das instituições eclesiais” da diocese.

A comissão preparatória do sínodo é formada por sete pessoas, referiu D. António Vitalino em texto publicado no mês de maio na página da diocese, onde também pedia a “todos os cristãos da diocese” que rezassem pela assembleia.

Os sínodos diocesanos, que decorrem actualmente em Viseu e Portalegre-Castelo Branco, são assembleias consultivas destinadas a discutir questões importantes das Igrejas particulares.

De acordo com o Código de Direito Canónico (CDC), devem ser convocados pelo bispo quando “as circunstâncias o aconselharem”, depois de ouvido o Conselho Presbiteral, órgão constituído por representantes dos padres.

As sessões sinodais são presididas pelo bispo, que pode delegar o vigário geral ou episcopal para esse ofício.

Ainda segundo o CDC, o sínodo é composto pelos vigários diocesanos, cónegos (quando existam), membros do conselho presbiteral, reitor do Seminário Maior, padres responsáveis e membros dos arciprestados, superiores de congregações religiosas e leigos “a eleger pelo conselho pastoral” das paróquias.

O bispo pode também convidar outras pessoas, incluindo membros de Igrejas ou comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, os quais participam com o estatuto de “observadores”.

As decisões sinodais só podem ser publicadas com a autorização do prelado diocesano.

RJM

Peregrinação a Fátima

No dia 14 de Julho, o Movimento Mensagem de Fátima da Paróquia de Grândola, leva a efeito uma peregrinação a Fátima com o seguinte horário:

06:00 horas – Concentração junto ao edifício da Câmara Municipal
06:30 horas – Partida para Fátima
07:45 - 08:00 horas – Paragem para o pequeno-almoço
09:00 - 09.30 horas – Chegada a Fátima. Via Sacra
11:00 horas – Missa na Igreja da Santíssima Trindade
12:00 horas – Almoço partilhado no Parque do Centro Paulo VI e tempo livre
14:30 horas – Acolhimento dos peregrinos – Movimento da Mensagem de Fátima – Centro Paulo VI
15:00 horas – Assembleia do Movimento no Centro Paulo VI
17:00 horas – Desfile para a Capelinha das Aparições
17:15 horas – Saudação a Nossa Senhora (Capelinha)
18:00 horas – Tempo livre
19:00 horas – Partida de Fátima
20:00 horas – Jantar partilhado no caminho
22:00 - 22:30 horas – Previsível chegada a Grândola

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Prémio Internacional "Terras sem Sombra 2012"


Prémio internacional «Terras Sem Sombra» 2012 entregue pelo secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro


Beja, 29 Jun 2012 (Ecclesia) – O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro vai entregar no próximo dia 7 de Julho o prémio internacional 'Terras Sem Sombra' 2012, promovido pelo  Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA).

O organismo católico instituiu a distinção em 2011, com o objectivo de “homenagear anualmente personalidades ou instituições que se tenham salientado nas três categorias que compõem o triângulo de acção do Festival 'Terras Sem Sombra' – a música, o património e a biodiversidade”.

Na cerimónia de entrega do prémio, marcada para as 18h30 no Auditório Municipal de Grândola, vão ser distinguidas a soprano grega Dimitra Theodossiou, na categoria de Música; a conservadora de museus e investigadora portuguesa Maria Helena Mendes Pinto, no âmbito do Património Cultural; e o biólogo espanhol Miguel Ángel Simón, que recebe o prémio da Salvaguarda da Biodiversidade. 

Segundo o director-geral do 'Terras sem Sombra', José António Falcão, “estes prémios distinguem a carreira de três grandes figuras da cultura e da ciência europeias, cuja acção teve uma influência muito significativa nas áreas que o festival tem vindo a promover ao longo dos seus quase dez anos de existência”.

"Pretendemos chamar a atenção para a importância da persistência e da qualificação técnica em serviços do maior relevo para a sociedade, no seu todo; o exemplo pode revelar-se, aqui, decisivo", acrescenta o director do DPHA, em declarações publicadas na página do festival na internet.

OC



O Concílio e o Sínodo

O papa Bento XVI convocou a Igreja para um “Ano da Fé”, a iniciar em 11 de Outubro deste ano, para assinalar os 50 anos da Abertura do Concílio Vaticano II, e os 20 anos da promulgação do Catecismo da Igreja Católica.

O Concílio é, sem dúvida, o mais importante acontecimento eclesial dos nossos tempos, pela renovação interna operada na Igreja e pelo estabelecimento de uma nova e construtiva relação entre Igreja e Mundo.

Vem esta introdução a propósito do Sínodo que, em boa hora, o bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas, entendeu propor a toda a Igreja Diocesana.

À semelhança do Concílio, este Sínodo deve ajudar a Igreja de Beja a renovar-se internamente e, em simultâneo, a estabelecer uma nova e mais frutuosa relação com o Alentejo. Para tal, julgo que a Igreja de Beja, tal como aconteceu na Igreja Universal com o Vaticano II, se deve colocar na atitude humilde de quem também quer ouvir e aprender com a sociedade alentejana, acolhendo os desafios que ela lhe coloca.

Esta postura creio não ser fácil, mas julgo ser a mais verdadeira e eficaz, pois é grande a tentação, no Alentejo e em todo o Mundo, da Igreja se fechar sobre si própria, falar uma linguagem codificada, dirigida predominantemente aos “praticantes”, exercer uma pastoral de “manutenção” e não de “evangelização”, que não tenha em conta, como diria o papa João Paulo II, “o homem concreto, real, histórico”.

A missão da Igreja, à semelhança e continuidade com a acção de Jesus, não deve excluir ninguém, mesmo os aparentemente mais distantes. Há muita gente, apelidada pelo papa João XXIII de “pessoas de boa vontade”, que, pela verdade da existência que vivem e dos valores que incarnam, têm muito a dar e a receber da Igreja. Um dos maiores apóstolos, S. Paulo, antes de se converter perseguia cristãos.

Espero e desejo, por isso, que o Sínodo seja uma ocasião autêntica de renovação da Igreja de Beja, chamada a ser Sal e Luz neste Alentejo.

Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, n.º 1575, 29 de Junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Entrega de Prémios Festival Terras Sem Sombra 2012

Entrega do Prémio Internacional TSS 2011 | Biodiversidade - Mário Ruivo
Prémio Internacional Terras Sem Sombra

A organização do Festival – Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA) - instituiu em 2011 o Prémio Internacional «Terras Sem Sombra», destinado a homenagear anualmente personalidades ou instituições que se tenham salientado nas três categorias que compõem o triângulo de acção do Festival Terras Sem Sombra – a música, o património e a biodiversidade. No ano da sua criação, o «Terras sem Sombra» distinguiu duas personalidades internacionais e uma nacional, tendo a homegem recaído sobre Cheryl Studer (Soprano EUA) na categoria Música, a Academia Pontifícia Romana de Arqueologia na categoria Património Cultural, e Mário Ruivo com o prémio Biodiversidade.

Este ano, a cerimónia decorrerá no dia 7 de Julho, no Cine Granadeiro - Auditório Municipal, em Grândola, com início marcado para as 18h30.