quarta-feira, 12 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Reponsável pelo património da Diocese de Beja condecorado no Brasil
Medalha Barão de Studart distingue investigação de José António Falcão sobre laços do Ceará com o Alentejo
Lisboa, 04 Set 2012 (Ecclesia) - O director do Departamento do Património Histórico e Artístico (DPHA) da Diocese de Beja, José António Falcão, foi condecorado com a Medalha Barão de Studart, a mais alta distinção científica e cultural do Estado do Ceará, no Brasil.
A distinção, atribuída pelo Instituto do Ceará, reconhece o
contributo do historiador de arte para “o conhecimento do fundador deste
estado brasileiro, o capitão-mor Martim Soares Moreno”, refere um
comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Os estudos sobre Martim Soares (c. 1586-1648), natural do Alentejo,
têm permitido destacar “um fenómeno ainda pouco estudado, a presença de
alentejanos no período da expansão territorial do Brasil, onde
desempenharam, nos séculos XVII e XVIII, as mais diversas atividades”.
“Soares e Moreno são apelidos frequentes na região; quando se ajustam as peças do puzzle, tendo por fundo o Alentejo anterior ao Liberalismo, tornam-se percetíveis as intensas ligações com o Brasil, destino privilegiado para muitos alentejanos de então”, refere José António Falcão.
A investigação do diretor do DPHA surgiu na sequência do trabalho de levantamento dos arquivos da Diocese de Beja “na busca de pistas para esclarecer a existência de monumentos de ‘torna-viagem’”, realizados em Portugal por artistas do Brasil.
OC
“Soares e Moreno são apelidos frequentes na região; quando se ajustam as peças do puzzle, tendo por fundo o Alentejo anterior ao Liberalismo, tornam-se percetíveis as intensas ligações com o Brasil, destino privilegiado para muitos alentejanos de então”, refere José António Falcão.
A investigação do diretor do DPHA surgiu na sequência do trabalho de levantamento dos arquivos da Diocese de Beja “na busca de pistas para esclarecer a existência de monumentos de ‘torna-viagem’”, realizados em Portugal por artistas do Brasil.
OC
sábado, 1 de setembro de 2012
7 Maravilhas - Praias de Portugal®
A maior festa de sempre das praias
portuguesas!
A sua praia deu-lhe tanto. Dê-lhe
agora a sua homenagem, ao marcar presença na Declaração Oficial das
7 Maravilhas - Praias de Portugal®! Uma noite única, que nos
reporta para as nossas recordações na praia e a importância da
preservação ambiental deste património que nos distingue a nível
turístico e económico.
A Declaração Oficial das 7
Maravilhas - Praias de Portugal® tem lugar a 8 de Setembro, em Tróia, e vai ter o primeiro palco do mundo inteiramente composto
por esculturas gigantes em areia. Momentos artísticos
surpreendentes, onde músicos e cantores de renome nacional se unem
a alguns dos melhores bailarinos, acrobatas e performers
portugueses. O espectáculo conta ainda com a participação especial
da Aurea e dos Expensive Soul.
Com a produção da TAVOLANOSTRA -
Eventos Globais, o espectáculo é composto por 7 actos, complementados
com imagens das 21 finalistas, em cada uma das 7 categorias em que
se inserem: Praias de Rios; Praias de Albufeiras e Lagoas; Praias
Urbanas; Praias de Dunas; Praias de Arribas; Praias Selvagens; e
Praias de Uso Desportivo.
Catarina Furtado e José Carlos
Malato apresentam o espectáculo, com emissão em directo na RTP1, RTP
HD, RTP Internacional e RTP África.
Esta é a noite em que o segredo
mais aguardado pelos portugueses é revelado pela
PricewaterhouseCoopers & Associados - S.R.O.C. Lda (PwC). As 7
praias mais votadas são reveladas após a auditoria à votação, a
qual termina no dia anterior ao espectáculo. Cada uma das praias
vencedoras vai receber um troféu, peça exclusiva criada e produzida
pela SPAL.
Marque presença. Reserve já o seu
lugar!
Mostre que a sua praia é
Portugal!
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O verão e as Festas
O verão é o período do ano mais profusamente fértil em Festas, para todos os gostos e expressões. As razões podemos decerto encontrá-las no regresso temporário dos portugueses da diáspora, no acréscimo de turistas em solo luso, e, é óbvio, nas férias.
Como o tema é demasiado vasto, limitar-me-ei a traçar apenas algumas pinceladas, a partir da minha pena de cristão atento à realidade circundante.
Muitas das nossas Festas têm frequentemente na base, qual “cabeça de cartaz”, um Santo Padroeiro, que acaba por ser, no geral, um ilustre desconhecido. Nos programas, é evidente o sincretismo, e é tal a mistura entre o cristão e o pagão, que se torna tarefa hercúlea a destrinça de fronteiras. Este fenómeno não pode ser nem ignorado, nem combatido, antes constitui um desafio a que a Igreja deve responder, sob pena de perder mais um púlpito de onde pode, à semelhança de S. Paulo no Areópago de Atenas, falar às multidões de hoje.
O fenómeno não é, por isso, novo, pois o Cristianismo teve ao longo dos seus dois mil anos de história de se adaptar e enfrentar muitos e diversificados cenários nos Continentes e Povos onde se foi implantando. A resposta passou pela inculturação da fé, objetivo sempre desejado embora nem sempre atingido com sucesso.
Mas, voltemos ao nosso País. As Festas constituem uma ocasião soberana para congregar pessoas e comunidades, fortalecer sinergias, fomentar a sã competição, gerar dinamismos de vitalidade e de empreendedorismo, criar riqueza, preservar tradições e expressões de identidade, semear a esperança e combater as crises. Para a Igreja elas constituem ainda um desafio, a que podemos justamente incluir no âmbito da Nova Evangelização.
Por tudo isto, é desejável que reine um clima de diálogo e entendimento construtivo entre as comissões que promovem estes festejos e as Paróquias, pois as pessoas que se pretende atingir são, na maior parte dos casos, as mesmas. Se assim for, todos beneficiamos.
Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, n.º 1584, 31 de Agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Feira de Agosto, Turismo e Ambiente em Grândola
Iniciou-se hoje a Feira de Agosto, Turismo e Ambiente que decorre no Parque de Feiras e Exposições de Grândola, de 22 a 27 de Agosto.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Os fins não justificam os meios
Esta frase é sobejamente conhecida, o seu conteúdo
explícito e incisivo, as suas exigências comprometedoras, e a sua
actualidade sempre indiscutível.
Ao olhar para as nossas sociedades, não apenas para a portuguesa, é impossível não ficar espantado com a facilidade com que se ilude a verdade e se criam "as nossas verdades", se inventam razões para justificar o injustificável, e se encontram argumentos para atacar quem pensa de forma diferente, mesmo que esteja certo. Chega mesmo a dar a impressão que a verdade está sempre do lado dos mesmos, os quais nunca reconhecem que se enganam, mesmo quando, perante as evidências dos factos, são justamente julgados e condenados.
O bem ou o mal, é preciso dizê-lo, não têm donos exclusivos, embora seja tão fácil escorregar no maniqueísmo. A verdade do ser humano é que todos podemos errar e todos deveríamos, de igual forma, reconhecer o erro e tentar mudar. Condenar o outro antes da justiça se manifestar, criticar o outro só porque pensa de forma diferente, mentir ou alterar a verdade dos factos, são procedimentos que deveriam ser banidos do nosso agir quotidiano. Talvez muitos de nós nos lembremos de uma telenovela que passou há anos na televisão e que tinha o sugestivo título de "vale tudo". Mas, será que vale mesmo?
Embora ao escrever tenha presente a minha matriz cristã, creio não estar equivocado, ao pensar que qualquer pessoa, rectamente formada, não deixará de subscrever a verdade desta afirmação: "Os fins não justificam os meios". Pelo contrário, para fins rectos só deveriam ser utilizados meios igualmente rectos. Quando se abre a porta às excepções, torna-se depois missão quase impossível querer fechá-la. Se queremos, pois, construir sociedades justas e fraternas, estabelecer relações sólidas e autênticas entre as pessoas e as comunidades, quaisquer que elas sejam, comecemos pelo mais básico, pelos alicerces e não pela cobertura. Tudo o que não tem consistência cedo ou tarde cairá. Os exemplos são imensos... e bastante actuais.
É claro que fazer tudo correctamente leva tempo e exige esforço, tenacidade, sacrifícios, e a mentalidade que se pretende difundir é caracterizada pelo imediatismo, sem grandes compromissos, de modo a ter-se já, ou melhor, ontem, tudo aquilo que queremos obter, para poder ser. Os exemplos, infelizmente, saltam todos os dias à frente dos nossos olhos, basta querer ver.
A força da frase que dá o tema a esta reflexão, deveria envolver-nos a todos, logo, também à Igreja, ou se me é permitido, em primeiro lugar à Igreja, porque a mensagem de Jesus, de que ela é depositária e tem a missão de transmitir a toda a humanidade, vai exactamente neste sentido.
Se todos procurássemos pôr mais em prática a verdade, o realismo e as exigências desta frase, talvez a nossa vida fosse mais autêntica e justa, e se evitasse o cortejo de histórias, muitas delas de dor, sofrimento e morte, que entopem os nossos tribunais e fazem as delícias de certa imprensa.
Outra das implicações desta frase é que ela nos desperta para a centralidade da pessoa humana, que nunca pode ser meio, mas sempre fim e um fim primeiro e prioritário. Porque este período do Verão, apesar de todos os condicionalismos, pode ser propício à reflexão sobre estas questões, que não são objecto da nossa atenção todos os dias, aproveitemos esta oportunidade, para darmos densidade e ainda mais verdade à nossa vida, não esquecendo,
como nos diria Antoine de Saint-Exupéry, “o essencial é invisível aos
olhos”.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Os fins não justificam os meios
Este título é sobejamente conhecido, o seu conteúdo explícito e incisivo, as suas exigências comprometedoras, e a sua actualidade sempre indiscutível.
Ao olhar a realidade que nos envolve, à luz deste princípio, facilmente descobriremos: esquemas ardilosos para iludir a verdade, razões para justificar o injustificável, argumentos para atacar quem pensa de forma diferente.
Se queremos, porém, construir sociedades justas e fraternas, estabelecer relações sólidas e autênticas entre as pessoas e as diferentes comunidades, comecemos pelo mais básico, pelos alicerces, e este é um deles.
Afirmar que os fins não justificam os meios é ainda reconhecer que há uma hierarquia de valores e objectivos, e que nunca o ser humano pode ser considerado meio, mas sempre fim, a respeitar e defender. Viver a vida nesta perspectiva supõe tempo e exige esforço, tenacidade, sacrifícios, enquanto a mentalidade que se pretende difundir é caracterizada pelo imediatismo, e pelo hedonismo, sem grandes compromissos, e tantas vezes, sem verdade.
É óbvio que para mim, enquanto cristão, entendo que deve ser sempre assim, e a Igreja afirmar-se como protagonista e timoneira na difusão desta grande verdade, que é exigente, comprometedora, e se encontra no coração da mensagem de Jesus.
Mesmo quando na práxis de muitos na Igreja isto não acontece, não devemos baixar os braços, mas antes trabalhar para que, dentro dela (Igreja) se viva e respire segundo este princípio.
Creio, porém, poder concluir que qualquer pessoa, que procure pautar a sua vida por autênticos valores humanos, seguindo a rectidão da sua consciência, não deixará também de a subscrever. Proponho, por isso, aos nossos leitores que aproveitem o período do verão, apesar de todos os condicionalismos, para uma reflexão sobre as nossas diferentes realidades e a nossa própria vida, na certeza de que, como nos diria Antoine de Saint-Exupéry, “o essencial é invisível aos olhos”.
Ao olhar a realidade que nos envolve, à luz deste princípio, facilmente descobriremos: esquemas ardilosos para iludir a verdade, razões para justificar o injustificável, argumentos para atacar quem pensa de forma diferente.
Se queremos, porém, construir sociedades justas e fraternas, estabelecer relações sólidas e autênticas entre as pessoas e as diferentes comunidades, comecemos pelo mais básico, pelos alicerces, e este é um deles.
Afirmar que os fins não justificam os meios é ainda reconhecer que há uma hierarquia de valores e objectivos, e que nunca o ser humano pode ser considerado meio, mas sempre fim, a respeitar e defender. Viver a vida nesta perspectiva supõe tempo e exige esforço, tenacidade, sacrifícios, enquanto a mentalidade que se pretende difundir é caracterizada pelo imediatismo, e pelo hedonismo, sem grandes compromissos, e tantas vezes, sem verdade.
É óbvio que para mim, enquanto cristão, entendo que deve ser sempre assim, e a Igreja afirmar-se como protagonista e timoneira na difusão desta grande verdade, que é exigente, comprometedora, e se encontra no coração da mensagem de Jesus.
Mesmo quando na práxis de muitos na Igreja isto não acontece, não devemos baixar os braços, mas antes trabalhar para que, dentro dela (Igreja) se viva e respire segundo este princípio.
Creio, porém, poder concluir que qualquer pessoa, que procure pautar a sua vida por autênticos valores humanos, seguindo a rectidão da sua consciência, não deixará também de a subscrever. Proponho, por isso, aos nossos leitores que aproveitem o período do verão, apesar de todos os condicionalismos, para uma reflexão sobre as nossas diferentes realidades e a nossa própria vida, na certeza de que, como nos diria Antoine de Saint-Exupéry, “o essencial é invisível aos olhos”.
Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, n.º 1580, 03 de Agosto de 2012
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