segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Peregrinação Paroquial a Fátima


Realiza-se no próximo dia 20 de Outubro, uma Peregrinação dos vários movimentos paroquiais a Fátima, com o seguinte programa:

06:00 horas - Concentração junto à Câmara Municipal.

06:30 horas - Partida. Paragem no caminho.

09:15 horas - Via Sacra em Fátima.

11:00 horas - Eucaristia na Capela de Sto Estêvão (45 minutos).

12:00 horas - Almoço partilhado em Aljustrel. Visita às Casas dos Pastorinhos.

14:00 horas - Chegada ao Santuário e tempo livre.

15:00 horas - Concentração junto à Basílica da Santíssima Trindade. Breve visita exterior passagem e talvez por dentro. Passagem pela Capelinha das Aparições e entrega de um arranjo de flores. Breve momento de oração. Passagem sem visita pela Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

16:00 horas - Partida para o Mosteiro da Batalha.

16:30 horas - Chegada e visita à Igreja.

17:30 horas - Partida para Grândola. Paragem no caminho para lanche ajantarado.

20:30 horas - 21:00 horas - Chegada a Grândola.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mais um ano lectivo


O ano escolar marca o ritmo de qualquer país, pois o futuro de uma sociedade depende da aposta que ela faz na educação. Este facto merecia por si só um amplo e transversal consenso entre todas as forças políticas e a inteira comunidade educativa, de modo a que as opções feitas ou a fazer não se limitassem a uma mera legislatura, mas se prolongassem por um leque de tempo suficientemente vasto que permitisse programar reformas a médio e longo prazos.

Há, ainda, duas questões que me preocupam e que gostaria de ver afrontadas com clareza e decisão.

É quase um refrão que se entoa com diferentes tonalidades e acentos que há cada vez menos alunos na escola. Mas porquê? Há uma causa que na minha opinião não tem sido enfrentada com a verdade que deveria: a quebra da taxa de natalidade! Há décadas que a sociedade portuguesa e a Europa em geral caminham para um inverno demográfico de consequências ainda imprevisíveis, mas que vários estudos consideram uma autêntica hecatombe. Mas que fazer? Quem deverá tomar a iniciativa?  O Estado, as famílias, a sociedade civil, a Igreja? A ordem não sei qual deverá ser, mas que algo tem de ser feito não há dúvida. Todos não somos de mais para darmos o nosso contributo e encontrarmos caminhos de solução e de esperança, e sem crianças, sem a inversão de uma mentalidade que parece temer a vida humana enquanto se entretém com questões secundárias, não há futuro. As pessoas não são coisas, nem números, nem meios.

Outra questão que me deixa particularmente preocupado é a desertificação do interior do nosso país. A teimosia em extrair, amputar tudo aquilo que é sinal de vida, e a escola é um desses sinais, está a ter consequências dramáticas no esvaziamento, na morte anunciada, de uma parte significativa de Portugal? Não será tempo de parar, reflectir e inverter a marcha? Aprendamos também com as boas práticas de alguns países europeus!

Apesar de tudo, creio que ainda há lugar para a esperança!

Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, n.º 1589, 05 de Outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ecos da visita da imagem de Nossa Senhora da Penha ao lugar da Muda


I
Eu comi e bebi
Até que já não tinha
Vivam todos quantos estão
E viva a nossa Santinha

II
Viva a nossa Santinha
Vá sempre nesse teor
Vivam todos quantos estão
E viva o Senhor Prior
 
III
E viva o Senhor Prior
Assim é que é
Vivam todos quantos estão
E viva o Tozé
 
IV
Viva o Tozé
E Deus é que manda
Viva toda a sociedade
E viva a dona Fernanda
 
V
Viva a dona Fernanda
Deus lhe dê muita saúde
Agora façam vocês o resto
Que eu já fiz o que pude
 
Autora: Ermelinda Maria

Na visita de Nossa Senhora da Penha
ao lugar da Muda
 
22 de Maio de 2012





terça-feira, 2 de outubro de 2012

Sínodo para redescobrir a fé

Beja, 02 Out 2012 (Ecclesia) – A primeira assembleia sinodal da Diocese de Beja, com abertura marcada para 1 de Dezembro, tem como principal objectivo envolver todas as comunidades católicas num caminho de redescoberta da fé.

Em entrevista concedida hoje à Agência ECCLESIA, o bispo responsável por aquela comunidade alentejana, D. António Vitalino, sublinha que “a prática cristã na região tem vindo a decrescer, sobretudo ao nível dos sacramentos” e passou progressivamente a ser vista como “uma coisa das mulheres e crianças”.

“É preciso ajudar os alentejanos a redescobrirem a proposta da fé, que não é só para um conjunto de eleitos ou para o clero mas é também para eles. O grande desafio é que todos aqui sintam alegria por serem membros da Igreja e de a testemunharem e partilharem com os seus contemporâneos”, aponta o prelado.

Com o lema “A verdade libertará”, o Sínodo Diocesano de Beja coincide no tempo com dois acontecimentos marcantes para a Igreja Católica: A abertura do Ano da Fé, com início previsto para 11 de Outubro, e a celebração do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Surge ainda numa altura em que a hierarquia eclesial procura soluções para implementar uma “nova evangelização” e para atender à crise económica que afecta a sociedade.

Para o bispo de Beja, a “melhor forma” de encarar estas duas realidades é reforçando o sentimento de pertença dos fiéis a uma “verdade, que é Jesus”, que “ajuda a viver os grandes dinamismos da Igreja” e ao mesmo tempo “cura e liberta a pessoa humana de muitas crises, mesmo que estas sejam de ordem mais temporal e terrestre”.

Através das reflexões que irão ser propostas durante a assembleia sinodal, pretende-se “envolver os cristãos na descoberta daquilo que é a sua realização plena, tendo em conta o contexto em que vivem”, salienta D. António Vitalino.

Citando o apelo deixado pelo Papa na mensagem apostólica com que convocou o Ano da Fé, o responsável católico desafia as paróquias e comunidades de Beja a “não terem medo” de abrir a “porta da fé” que também é este Sínodo.

O prelado exorta ainda os católicos a emprestarem a sua “criatividade” à realização daquela grande assembleia diocesana, na certeza de que “muitas maravilhas se irão concretizar”.

Os sínodos diocesanos, que decorrem actualmente em Viseu e Portalegre-Castelo Branco, são assembleias consultivas destinadas a discutir questões importantes das Igrejas particulares.

De acordo com o Código de Direito Canónico (CDC), devem ser convocados pelo bispo quando “as circunstâncias o aconselharem”, depois de ouvido o Conselho Presbiteral, órgão constituído por representantes dos padres.

A assembleia sinodal de Beja deverá decorrer até 8 de Dezembro de 2015, data simbólica que pretende assinalar o 50.º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.

JCP

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Peregrinação à Terra Santa

A Paróquia de Grândola tem prevista para Julho de 2013, a realização de um peregrinação à Terra Santa.

No âmbito da preparação dessa peregrinação não podemos deixar de divulgar este filme que apesar de não incluir a região de Belém, por a mesma estar incluida na área pertencente á Autoridade Palesteniana.

Esta peregrinação é uma resposta ao apelo do Papa Bento XVI, para o Ano da Fé, para que se visite os lugares santos e de significado para os cristãos.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Festas, Feiras e Romarias

O Verão é o período predilecto para Festas, Feiras e Romarias, que enchem de alegria as nossas gentes do Norte ao Sul do país, aproveitando muitas vezes a presença dos nossos migrantes, que regressam para matar saudades e se fortalecerem nas suas raízes lusas.

A complexidade deste fenómeno, no qual o pagão e o cristão se misturam e entrecruzam, tornando difícil a destrinça das fronteiras, desaconselha análises simplistas e leituras precipitadas. O tema é, aliás, demasiado vasto para poder ser abordado em todos os seus aspectos, nem será essa a minha pretensão, mas, tão só, tecer algumas considerações sobre aquilo que me parece importante, a partir da perspectiva cristã. 

Como muitas vezes o que é notícia é a não-notícia, o negativo, eu, como cristão, acredito, como diz o provérbio, “que há mais árvores a crescer do que a cair, na floresta”, pelo que, gostaria de me centrar, sobretudo, nos aspectos positivos.

O Cristianismo teve ao longo dos séculos a preocupação de não negar, nem apagar, mas tentar cristianizar as tradições dos povos pagãos onde a fé cristã foi chegando, talvez nem sempre o tenha feito da forma mais correcta, nem mais eficaz, mas esse é um trabalho de sempre, logo, também de hoje. Não podemos, por isso, fazer “tábua rasa” das tradições e das manifestações religiosas, frequentemente sincretistas, que encontramos por todo o nosso país. Temos sim, na minha opinião, que respeitar, valorizar e explicar o sentido, sem esquecer que a fé se propõe e nunca se impõe. Como diz a Bíblia, “não se pode apagar o que ainda fumega”.

Se posso falar um pouco das minhas experiências em pregações por esse Alentejo fora, posso testemunhar que encontrei muito desconhecimento dos Santos padroeiros das nossas localidades e festas, pelo que, sempre tenho tido a preocupação de dar a conhecer a vida e obra daqueles que, muitas vezes, ilustres desconhecidos.Tem sido uma experiência altamente gratificante.

É missão da Igreja dar o sentido, aproveitar as virtualidades de todos estes festejos, sabendo que nem sempre é fácil, pelo peso das tradições avessas à mudança e actualização. É bom, contudo, não esquecer que Cristo também não encontrou só facilidades na sua acção apostólica, o mesmo sucedendo com os Apóstolos.

Às vezes é mais fácil, mas menos cristão, esgrimir argumentos do género,“nâo há nada a fazer”, "não vale a pena"; "parece que não estão interessados". O que diria Cristo se ouvisse os seus seguidores falar desta forma?! S. Paulo, o grande Apóstolo a quem a Igreja tanto deve. encontrou muitíssimas dificuldades e adversidades e nunca desistiu, convencido de que a ele competia-lhe, plantar, outro regaria, e Deus faria frutificar. Mas se a semente não for lançada, como podemos esperar que daí algo nasça?

Para além destes aspectos, não esqueçamos tantos outros cheios de virtualidades, pois estes acontecimentos proporcionam a congregação de pessoas e comunidades, geram dinamismos de vitalidade e de empreendedorismo, criam riqueza, fomentam a sã competição, preservam tradições e expressões de identidade, que permanecem escondidas ao longo do ano, semeiam a esperança, tão necessária nestes tempos em que a palavra crise é omnipresente e omnipotente.
Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 245, 14 de Setembro de 2012