quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Concertos de Natal 2012


Já estão definidas as datas dos Concertos de Natal de 2012, que este ano abrangem também a Paróquia de Melides:

Dia 15 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja do Lousal;

Dia 16 de Dezembro, 15:00 horas: Festa de Natal da Paróquia (seguida de lanche no Salão Paroquial);

Dia 20 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja de Melides;

Dia 22 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja de Azinheira dos Barros;

Dia 28 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja de Santa Margarida da Serra;

Dia 29 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto da Júlia Coelho na Igreja Matriz de Grândola;

Dia 05 de Janeiro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja Matriz de Grândola.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Acções acompanhadas pelo Secretariado Nacional da Pastoral Social

Acções cujas entidades promotoras são directa ou indirectamente acompanhadas pelo Secretariado Nacional da Pastoral Social e que decorrerão durante o próximo mês de Novembro:

3 de Novembro
Conferência «PORTUGAL: O PAÍS QUE QUEREMOS SER»
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian – Auditório 2
Promotor: Comissão Nacional Justiça e Paz
Informação e inscrição em www.ecclesia.pt/cnjp

8 de Novembro
Conferência «CATEQUESE E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA» Cecília Buckle
Lisboa, Igreja do Sagrado Coração Jesus - Salão
Promotores: Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, IDFC
Informação em www.idfc.com.pt

9-10 de Novembro
I Jornadas de Pastoral da Deficiência «UM TESOURO A DESCOBRIR»
Lisboa, Universidade Católica Portuguesa – Anfiteatro A1
Promotores: Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, FT e ICS da UCP
Informação em www.ecclesia.pt/snpsocial

23-25 de Novembro
Semana Social 2012 «ESTADO SOCIAL E SOCIEDADE SOLIDÁRIA»
Porto, Casa de Vilar
Promotores: Conferência Episcopal Portuguesa/CEPS e UM, Diocese do Porto
Informação em www.semanasocial.pt

domingo, 14 de outubro de 2012

Nove perguntas sobre o Ano da Fé

1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?

Inicia-se a 11 de Outubro de 2012 e terminará a 24 de Novembro de 2013.

3. Porquê nessas datas?
Em 11 de Outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de Novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Porque é que o Papa convocou este ano?"
Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objectivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".

5. Que meios assinalou o Santo Padre?
Como expôs no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?
Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo"

7. Onde encontrar indicações mais precisas?
Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.

Aí se propõe, por exemplo:
  • Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
  • Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
  • Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
  • Ler o reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
  • Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
  • Promover transmissões televisivas ou radiofónicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
  • Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
  • Fomentar o apreço pelo património artístico religioso.
  • Preparar e divulgar material de carácter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
  • Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
  • Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
  • Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
  • Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.
8. Que documentos posso ler por agora?
  • O motu proprio de Bento XVI "PortaFidei"
  • A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
  • O Catecismo da Igreja Católica
  • 40 resumos sobre a fé cristã
9. Onde posso obter mais informação?
Visite o site www.annusfidei.va


sábado, 13 de outubro de 2012

Voltar a Acreditar – Nova Evangelização

Monsenhor Xavier Morlans é um sacerdote diocesano de Barcelona que leva já muitos anos afinando um método de evangelização e acolhimento para pessoas afastadas da fé: "Tornar a Creure" ("Voltar a Crer"). Provou-o nas suas paróquias barcelonesas e logo o adaptou a encontros em casas, à evangelização em Solsona, que é uma diocese rural, e a formar líderes laicos e sacerdotes evangelizadores na diocese de Sant Feliu, adjacente à de Barcelona.

Religión en Libertad consultou-o, como assessor do Conselho Pontifício de Laicos, acerca das intuições que cabe esperar do Sínodo sobre a Nova Evangelização que se celebra em Roma este mês.

Deus o fez primeiro
Antes de falar de metodologia há que falar de pedagogia e de pedagogia divina: a revelação do Deus cristão para poder ser a transmissão de uns conteúdos doutrinais foi primeiro um acto de aproximação quente de Deus à humanidade na pessoa do seu Filho feito homem que quis conviver com os humanos como amigos (Juan 1, 14; Dei Verbum 2)", recorda monsenhor Morlans.

"A transmissão desta mesma revelação ao longo da história e a cargo da Igreja deve ser também gradualmente uma aproximação quente e credível às pessoas, uma proposta do anúncio de Cristo Ressuscitado e, se se gera a fé em primeiro lugar, a iniciação na doutrina, a liturgia e a moral cristã. Todo o método que se inspire nesta sequência matriz é válido e necessário", assinala.

Saber acolher com eficácia
Mas quando um afastado da fé se aproxima da Igreja nas paróquias espanholas, encontra comunidades preparadas para acolher afastados? "Estamos ante um grande desafio", admite Morlans. "Necessitamos todos redobrar os esforços para que qualquer pessoa afastada que se acerque das nossas comunidades cristãs receba um quente acolhimento e, se assim o desejar, na oferta adequada à sua situação, quer dizer, um itinerário de renovação da fé ou, dito mais tecnicamente, de reiniciação cristã de adultos".

Paróquias e movimentos, em equipa
Para este sacerdote "as paróquias – através do arciprestado ou unidade básica pastoral – e os movimentos – clássicos e novos, através da sua capilaridade na vida social - devem oferecer junto a um primeiro anúncio de Jesus Cristo permanente, esses itinerários de reiniciação cristã de adultos".

"O laico comum é o protagonista principal da nova evangelização pois é quem está no meio do mundo e quem com o seu testemunho de vida e a sua palavra leva o anúncio de Jesus Cristo ressuscitado ao coração de muitas pessoas que logo se aproximaram das paróquias e movimentos para prosseguir a sua iniciação cristã".

Por isso, conclui Morlans, "espero que este Sínodo marque directrizes sobre a importância do primeiro anúncio e dos itinerários de (re-)iniciação cristã de adultos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O regresso às aulas, algumas questões

O início de um novo Ano Escolar marca o ritmo de qualquer país, o nosso incluído, isto apesar das nuvens que se levantam no horizonte e que afectam impreterivelmente pais, alunos, professores, no fundo, toda a sociedade. A educação é precisamente um desses sectores nucleares que, pela sua importância estratégica no delinear do futuro de qualquer país, mereceria um acordo transversal entre todas as forças políticas, e a inteira comunidade educativa, de modo a que as opções feitas ou a fazer não se limitassem a agradar apenas a uma parte da população, nem se restringissem a um mero ciclo eleitoral conjuntural. O que está em causa é demasiado importante para se cair em facilitismos, populismos ou demagogia.

Há, contudo, duas questões que gostaria de aflorar neste breve texto e que me parecem pouco referidas e ainda menos reflectidas.

É uma evidência que há cada vez menos alunos nas nossas Escolas, Politécnicos, Universidades, e isto tem consequências no imediato, mas com tendência a agudizar-se nos próximos anos e décadas. Mas porquê? Para além de outras questões em que não entrarei, há uma que não tem sido devidamente equacionada: a quebra da taxa de natalidade! Com um crescimento negativo, como acontece há décadas em Portugal, não há escola que resista, ou melhor, não há sociedade que resista. Será que quem governa, governou e/ou governará, está verdadeiramente consciente desse facto? Que medidas têm sido tomadas para inverter esta situação? Não estaremos diante duma hecatombe demográfica do Continente Europeu e de Portugal, perante uma capa de silêncio e cumplicidade?

Os estudos e as previsões são claras, basta querer ver e perceber que, apesar de tudo, ainda é possível inverter esta situação, embora sejam necessárias medidas urgentes e mais algumas décadas, porque o problema não é de hoje e não é de fácil solução. Mas quem deverá dar o primeiro passo: o Estado ou as Famílias? Umas vezes parece que a mentalidade que nos envolve é contrária à vida, outras vezes parece que as famílias desejam ter filhos, mas capitulam perante as dificuldades que o Estado cria e que tornam quase impossível a paternidade. Quem deverá iniciar a mudança e inverter esta lógica sem futuro?

A Igreja, como é óbvio, procura dar o seu contributo e é sabido que na sua doutrina se incentivam os casais a acolherem o dom da vida de forma generosa e responsável, na certeza de que cada filho é um dom que se deve agradecer, e todas as vidas são uma riqueza inestimável que se deve acolher e amar.

Uma outra questão que nos deveria preocupar a todos, e a mim deixa-me particularmente preocupado, é a desertificação do Interior do país, que se reflecte também nas opções que são feitas a nível da educação. Retirar do Interior tudo aquilo que é sinal de vida e de esperança, e a Escola é um desses sinais, é condenar ao deserto e à morte inegável uma parte significativa do nosso Portugal. Qual será o panorama do nosso país se se continuarem a esvaziar os nossos Montes, Aldeias, Vilas e Cidades mais pequenas? Será que não basta já de sangria? Não será tempo de olhar para os processos de inversão já em curso noutros países europeus, com resultados francamente animadores?

No início de mais um Ano Escolar aqui deixo as preocupações de alguém que acredita que o futuro de qualquer país depende da aposta que se faz na Educação e, a Educação, são fundamentalmente pessoas, não números!

Para quem é cristão a mensagem de Cristo não deixa margem para dúvidas: a pessoa deve ser o centro de tudo!
Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 246, 12 de Outubro de 2012