quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Programa de actuações nos concertos de Natal


1. Dia 15 de Dezembro - Igreja do Lousal - 21:00 horas
  • Grupo Coral de Azinheira dos Barros e do Lousal
  • Grupo Coral "Vozes de Grândola"
  • Grupo de Violas de Azinheira dos Barros e do Lousal
  • Quarteto Barroco Litoral
  • Grupo Coral da Paróquia de Grândola
2. Dia 20 de Dezembro - Igreja de Melides - 21:00 horas
  • Grupo Coral da Paróquia de Grândola
  • Grupo Coral e Etnográfico COOP
  • MorenitaóTuna, Tuna Infanto-Juvenil da Paróquia de Grândola
  • Grupo "Falta Um"
3. Dia 22 de Dezembro - Igreja de Azinheira dos Barros - 21:00 horas
  • Grupo Coral de Azinheira dos Barros e do Lousal
  • MorenitaóTuna, Tuna Infanto-Juvenil da Paróquia de Grândola
  • Grupo de Violas de Azinheira dos Barros e do Lousal
  • Grupo Coral da Paróquia de Grândola
4. Dia 28 de Dezembro - Igreja de Santa Margarida da Serra - 21:00 horas
  • Grupo Coral e Etnográfico COOP
  • Quarteto Barroco Litoral
  • Grupo de Violas da Paróquia de Grândola
  • Grupo Coral da Paróquia de Grândola
5. Dia 05 de Janeiro - Igreja Matriz de Grândola - 21:00 horas
  • Tuna da Universidade Sénior de Grândola
  • Grupo Coral da Paróquia de Grândola
  • Grupo Coral e Etnográfico COOP
  • MorenitaóTuna, Tuna Infanto-Juvenil da Paróquia de Grândola


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Democracia e participação


A Democracia na sua génese é um regime que se baseia na convicção de que o povo é o verdadeiro detentor do poder, competindo-lhe a ele e apenas a ele estabelecer as regras, escolher a forma de governo, e eleger aqueles que hão-de dar corpo a projectos que tornem possível a realização do bem comum, contribuindo assim para o surgimento e consolidação de autênticas sociedades onde todas as pessoas estejam integradas, e se sintam defendidas nos seus justos direitos e, simultâneamente, comprometidas nos seus recíprocos deveres.

São Tomás de Aquino, no Século XII, não tinha dúvidas quanto à nobreza e importância da Política, pelo que afirmava, sem hesitação, que a ela se deveriam dedicar "os melhores". Como necessitaríamos hoje, em Portugal e no Mundo, de meditar nestas sábias palavras!

A Democracia apoia-se no princípio da livre escolha pelos cidadãos daqueles que nos hão-de governar, os quais deverão, depois de cada ciclo eleitoral, sujeitar-se de novo ao juízo dos eleitores. E esta é uma das virtualidades da Democracia, mesmo sabendo que, às vezes, a escolha não é entre o melhor e o pior, mas entre o menos mau e os ainda piores... Talvez, por isso, tenhamos de descobrir, inventar, novas formas de devolver o poder ao povo, de modo que os eleitos representem, de facto, o povo que os elegeu e defendam as suas legítimas aspirações, e não se limitem a proteger os interesses dos partidos que os apresentam, tantas vezes perante um total desconhecimento dos eleitores. Nesta sequência de desencontros entre eleitores e eleitos, podemos chegar ao caricato de virem a assumir cargos pessoas que os eleitores não conhecem, que não escolheram e que, se soubessem, nunca teriam votado neles. Ouve-se, por isso, em variadíssimos sectores da sociedade portuguesa, uma sensação crescente de desencanto com os partidos políticos, com os quais os cidadãos se sentem cada vez menos identificados, e, talvez por isso, as elevadíssimas taxas de abstenção. É claro que a construção de verdadeiras Democracias implica o compromisso e a participação dos cidadãos, a qual não se resume a colocar o voto na urna, no dia das eleições, embora esse seja um dos princípios fundantes da Democracia. É desejável ainda que nas nossas sociedades se multipliquem as formas de envolver as pessoas, as instituições, as famílias, as associações, as quais funcionam frequentemente como pequenas democracias, pela proximidade em que vivem da realidade. Exige-se também, e por outro lado, um verdadeiro espírito de missão, sacrifício e entrega por parte daqueles que exercerão os cargos públicos e isso é muitas vezes incompatível com a "profissionalização" da Política, onde a tentação é a de se servir e não servir, e o carreirismo quase se tornou um modus vivendi.

É preciso, por isso, sangue novo, gente nova, animada de um espírito novo, para que a Política recupere a nobreza que lhe é inata, e para que deixemos de ouvir o eterno estribilho do desencanto dos cidadãos, sempre que mudam os partidos do arco do poder: mais do mesmo!

A Democracia possui virtualidades que a tornam não apenas um sistema, mas um processo que pode renovar-se, regenerar-se e repropor-se. Como diria o saudoso Papa João Paulo II, é necessário encontrar caminhos e propostas para melhorar as nossas Democracias, para que elas retornem á sua essência da Democracia é um regime no qual os cidadãos se sintam representados, identificados, comprometidos, e onde aqueles que governam não se esqueçam que foram eleitos para dar corpo à realização da Res Publica.

Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 247, 09 de Novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Que diz a Igreja sobre o reiki?


A Rede Iberoamericana de Estudo das Seitas (RIES) continua com as suas colaborações no portal católico Aleteia, fazendo assessoria em torno do fenómeno da nova religiosidade e as suas diversas expressões culturais. Nesta ocasião o que questiona a pergunta “Que diz a Igreja sobre o reiki?” é Roberto Federigo, especialista argentino em seitas e membro da RIES.

Resposta global

A Igreja não apoia a prática do reiki, em primeiro lugar porque da fé cristão não faz parte a cosmovisão espiritual orientalista, e em segundo lugar por considera-la uma técnica que não pode demonstrar a sua eficiência cientificamente.

Referências

1. O reiki se apresenta como um método de cura através de energias e parte da base de que todo o existente é energia.

O reiki, criado no Japão por Mikao Usui (1865-1926), diz ser um método de cura que utiliza a “energia universal de vida” e uma cinjunção de duas energias muito poderosas. A primeira energia seria guiada por uma consciência superior que alguns chamam “Rei” (Deus) ou seu próprio “ser superior”, quer dizer, não seria produzida pelo curador mas pelo mesmo ser superior. A outra energia, a pessoal, a que moveria o ser humano, é chamada “Ki”.

Quem pratica reiki considera que tudo o existente é energia, desde o pensamento até aos elementos e nós seríamos por fim uma irradiação dessa energia. Segundo esta concepção, o “campo electromagnético” que produz a energia que nos rodeia está composto por várias capas que nos envolvem e ao longo das nossas vidas se alimentando de traumas e problemas emocionais que ficam presos nele como numa rede, produzindo bloqueios no fluxo da energia universal de vida. Esta energia supostamente essencial para a vida, e inclusivamente mais importante que o ar e a água, se estabilizaria mediante a cura reiki, que ajuda o fluxo da mesma a desbloquear os problemas energéticos que seriam os indicadores da enfermidade física.

O reiki tem cinco princípios que aparecem como um suposto guia para os “canais” (reikistas) e foram estabelecidos por Mikao Usui e outras pessoas como o Dr. Hayashi e a sra. Takata. São estes:

1 Só por hoje, não te irrites.

2 – Só por hoje, não te preocupes.

3 – Honras os teus pais, professores e anciães.

4 – Ganha a tua vida honradamente.

5 – Demonstra gratidão a todos os seres viventes.

2. O tratamento consiste na colocação das mãos sobre o corpo humano para que a energia flua, cure e inclusive faça a ligação com guias espirituais.

Ao colocar as mãos sobre o corpo do paciente, o reikista permitiria que a energia passe entre duas ou mais pessoas com o único propósito de partilhar a cura. O reiki também pode auto-aplicar-se. Perante uma zona considerada de interesse, podem-se manter as mãos sobre ela durante o tempo que se considere necessário.

Os sistemas variam de acordo com o reikista, mas maioritariamente trabalha-se numa primeira sessão chamada “limpeza dos 21 dias”, durante os quais se supõe que a energia trabalha limpando os chakras (centros de energia imensurável situados no corpo humano, segundo algumas culturas da Ásia) começando pelo chakra raiz e culminando pelo da coroa. Esta energia fluiria três vezes através dos chakras nos decurso de três semanas e depois efectuar-se-ia um “alinhamento” no qual a energia trabalharia a um nível maior.

Alguns reikistas consideram que além de curar, o reiki ajuda a ligarmo-nos com os nossos “Guias Espirituais”.

3. Baseia-se numa cosmovisão espiritual orientalista panteísta e está influenciado por diversas religiões e práticas.

Antes da chegada da filosofia budista ao Japão, existia nessas ilhas um tipo de religiosidade primitiva, similar a outras de distintos povos arcaicos, que se denominou sintoísmo no século VIII para diferenciá-la do budismo. Surgiu do culto da natureza das religiões populares. Isto reflecte-se em cerimónias que invocam os poderes misteriosos da natureza. Em 1945, o sintoísmo estatal (que acreditava ser o imperador descendente do deus Sol) perdeu o seu posto oficial e na actualidade o culto é privado.

O budismo foi fundado por Gautama (563-483 a. C.) e é uma religião filosófica, ainda que em sentido estrito é mais uma filosofia, porque Gautama negou a utilidade de qualquer divindade. Baseia as suas crenças em que o sofrimento (dukkha) é causado pelos desejos e necessita-se eliminar o desejo para eliminar o sofrimento. Isto se conseguiria mediante a finalização das sucessivas reencarnações através da óctupla caminhada e a sua culminação no nirvana (desatar) ou a libertação espiritual.

A cosmovisão espiritual orientalista (hinduísmo e budismo) é panteísta. O panteísmo é uma doutrina que ensina que Deus é a substância de todas as coisas, ou seja que “tudo é Deus” (imanência). A síntese desta doutrina aplicada às religiões orientais citadas é a crença no Atman ou alma espiritual do homem e o Brahman, Deus sem forma ou espirito do mundo. Quer dizer, que para o conceito religioso orientalista, Deus seria uma energia e nós mesmos parte, reflexo ou pedaços materiais dessa energia cósmica.

Tanto nos upanishad hinduístas como na crença vajrayāna, tântrica ou esotérica do budismo tibetano, menciona-se e crê-se na existência dos seis pontos energéticos localizados em diferentes partes do nosso corpo chamados chakras (círculos). Estes formariam parte de um corpo de energia subtil e seriam mais subtis que o corpo físico. O seu estado de equilíbrio se reflectiria na nossa saúde física e mental e a energia reiki estabilizaria esses centros energéticos.

Mikao Usui não foi alheio às influências destas religiões e práticas, e além disso foi um “monge cristão”. A utilização da técnica reiki como sistema de cura pode ter as suas origens na época em que o Japão vivia a abertura cultural e na influência das religiões orientais já citadas mais as do “novo pensamento” ocidental (entre outras) que promoveram a criação de muitos novos movimentos religiosos japoneses (shinshūkyō) já desde fins do século XIX.

4. O reiki não é uma ciência: o seu conhecimento alcança-se mediante uma certa forma de iluminação. Se apresenta como uma maneira para curar enfermidades físicas, mas o seu tratamento não é comprovável.

O conhecimento científico resume-se em três qualidades: geral, social e legal. A geral refere-se à validade da experiência, que pode repetir-se e nutrir-se de conhecimentos gerais e não individuais.

A social faz referência a que esse conhecimento pode ser comunicado de maneira que qualquer pessoa com capacidade e empenho pode aceder a ele. Esta característica distingue a ciência tal como se conhece no Ocidente dos conhecimentos que integram as doutrinas esotéricas, como o yoga ou o zen, os quais não poderiam comunicar-se através da linguagem, mas somente alcançar-se mediante uma certa forma de iluminação.

A terceira qualidade do conhecimento científico, a legal, faz referência às leis que integram as ciências e a aplicação prática das ciências que constituem a técnica. Seguramente alguns reikistas e seus “pacientes” não atribuem ao reiki o carácter de ciência, mas afirmam que cura enfermidades físicas, e desde a ciência só o podem fazer as médicas.

O reiki não é uma ciência, não é factual, não pode diagnosticar, o seu tratamento não é comprovável, não previne e não apresenta provas nem pode refutar outros resultados obtidos pela ciência. Pela sua carga orientalista, possui determinismo filosófico, já que determina que as consequências são causais (causa-consequência) e nada aconteceria por acaso.

Um ponto mais a destacar é o seu sobrenaturalismo, porque considera na sua prática a mediação de forças não pertencentes ao âmbito científico, o que o faria sair do seu campo pretendido.

5. É uma prática mágica curadora e como tal está aferrada na superstição e os seus efeitos são inexistentes.

O ser humano primitivo alcançou uma etapa em que acreditou, mediante diferentes práticas, poder apaziguar e controlar as forças da natureza através da magia ou teurgia (feitiçaria). O reiki diz administrar e dominar uma “energia universal de vida” que provém de uma consciência cósmica (a que muitos chamariam Deus) e que bem utilizada pode curar enfermidades físicas.

No estudo da mente religiosa primitiva será útil pontualizar que em ocasiões se equipara religião e magia ao não haver evidências realmente demonstradas para determinar uma dissociação entre esse conceito religioso primitivo e a mesma magia.

Se manifestou que religião e magia são mesmo, e que a dualidade magia-religião é posterior a um período mais primitivo no qual ambas práticas se achavam envolvidas. Frazer susteve que a magia seria mais antiga que a religião e alegou que aquela é um fenómeno mágico e não religioso. Assim, a religião envolve o homem num vínculo de reciprocidade desigual com a divindade, manifestação própria do feito religioso, enquanto que a magia não se detém na adoração de nenhum ser. A influência orientalista (budista) no reiki retira toda a deidade substituindo-a com essa força ou energia cósmica, essa consciência que se diz que actua mediante o reiki.

O reiki não se diferenciaria demasiado de uma prática “xamânica” ou “druídica”, exceptuando que não utiliza nenhuma medicina ou bebida alucinogénia. Assim mesmo diz não ser nem querer substituir a medicina tradicional ou alópata. A medicina alópata é a terapêutica cujos medicamentos provocam no organismo saudável fenómenos distintos dos que caracterizam as enfermidades em que são empregados e é científica porque é conhecimento verdadeiro das coisas pelos seus princípios e causas (corpo de doutrina ordenado e formado com sujeição a um método que constitui um ramo particular do saber humano).

Considerando que não é e diz tampouco querer substituir a medicina tradicional ou alópata e carecer de sustentação científica (ainda que afirme curar e considerar-se terapia alternativa) nem tampouco uma religião (apesar de que atribua os seus resultados a uma energia sobrenatural a qual alguns conheceriam como Deus ou seu próprio “ser superior”), se conclui que o reiki encaixaria então na definição de uma prática mágica curadora. O reiki diz administrar e transmitir uma suposta energia sobrenatural para um benefício, e o suposto controlo de uma força de igual natureza para diversos fins se conhece como magia.

A magia é concebida no pensamento do homem primitivo e das crianças. Encontra.se aferrada na superstição popular e ainda que seja levada à prática e acreditada por algumas pessoas, os seus efeitos são inexistentes.

6. O seu pretendido efeito curativo dista muito do conceito cristão de cura pela graça, por imposição sacramental ou pela oração.

O aproximar-se à prática do reiki induz ao abandono da adoração a Deus. A magia é superstição e esta é alheia à fé (e à ciência) desviando a crença por um caminho equivocado.

Sobre o pretendido efeito de cura do reiki, o conceito cristão de “cura pela graça divina”, por imposição sacramental ou pela oração, também dista muito da “energia universal de vida” que diz administrar o reiki de maneira individualista e confusa sobre a proveniência dessa suposta energia.

A superstição nasce da ignorância e essa ignorância também pode levar ao afastamento da “cura por poderes naturais” (medicina tradicional) podendo a pessoa utilizar o reiki não só como terapia alternativa complementar, mas como terapia única, pondo em risco (quiçá ainda mais) a sua saúde. Vários bispos da Igreja disseram que o reiki “não seria apropriado para as instituições católicas”.
Fonte: Aleteia


Jornada Henriquina



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Melhorar a democracia




quase um refrão repetido até à exaustão o do distanciamento entre eleitos e eleitores, ou, se quisermos, entre cidadãos e partidos políticos, o que estará na base, segundo algumas leituras, do aumento crescente da abstenção e do descrédito generalizado da política e da actividade partidária.

Talvez precisemos de nos lembrar que a actividade política e a democracia exigem a participação dos cidadãos, a qual não se resume ao voto nos actos eleitorais, mas supõe outras formas complementares e inovadoras de fazer política. As democracias, apesar de todas as suas limitações, podem ser aperfeiçoadas e é missão de todos nós, de forma individual ou organizada, darmos o nosso contributo.

Por outro lado, talvez necessitemos de uma nova geração de políticos, que, animados de um espírito novo, movidos por ideais nobres, e empenhados na defesa e construção do bem comum, se entreguem com generosidade e sentido de serviço ao bem das pessoas.

Não podemos deixar o campo da política entregue aos “profissionais” e depois ou criticamos, dizendo que é “mais do mesmo”, ou baixamos a cabeça e desinteressamo-nos, e passivamente deixamos que decidam por nós e hipotequem o nosso futuro.

No distante século XIII, S. Tomás de Aquino não tinha dúvidas em afirmar a nobreza e a crucial importância da política, pelo que a ela se deveriam dedicar “os melhores”. Como necessitaríamos hoje, em Portugal e no mundo, de meditar nestas sábias palavras!

A democracia possui virtualidades que a tornam não apenas um sistema, mas um processo que pode renovar-se, regenerar-se e repropor-se. Como diria o saudoso Papa João Paulo II, é necessário encontrar caminhos e propostas para melhorar as nossas democracias, para que elas retornem à sua essência e a essência da democracia é um regime no qual os cidadãos se sintam representados, identificados, comprometidos, e onde aqueles que governam não se esqueçam que foram eleitos para dar corpo à realização da res publica.

Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, n.º 1593, 02 de Novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Halloween: como devolver-lhe o sentido cristão?


A verdade sobre a festa que as crianças comemoram por influência anglo-saxônica

Por Nieves San Martín

MADRID, terça-feira, 30 de Outubro de 2012 (ZENIT.org) - A grande tradição da Festa de Todos os Santos remonta a séculos. A celebração da comemoração dos fiéis defuntos, no dia seguinte, é mais recente. As duas celebrações cristãs, fundidas em uma, acabaram se transformando numa festa em que hoje cabe um pouco de tudo e que, no entanto, se esqueceu das suas origens: o Halloween.

A festa de Todos os Santos já era celebrada na Igreja de Roma e foi fixada pelo papa Gregório III (731-741) no dia 1º de Novembro. Gregório IV (827-844) estendeu a festa a toda a Igreja.

O costume de recordar e rezar pelas pessoas falecidas é mais antigo do que a Igreja: ele existia também em muitas culturas pré-cristãs. Já a festa litúrgica em memória dos fiéis defuntos remonta ao dia 2 de Novembro do ano de 998, quando foi instituída por Santo Odilon, monge beneditino e quinto abade de Cluny, no sul da França. No século XIV, Roma adoptou a prática e a festa foi gradualmente se estendendo a toda a Igreja.

O nome Halloween é a deformação popular da expressão, usada na Irlanda, All Hallows' Eve, ou simplesmente Vigília de Todos os Santos. Esta antiquíssima festa chegou aos Estados Unidos com os imigrantes irlandeses e se enraizou rapidamente na nova nação. Depois de sofrer uma radical transformação, a festa fez o caminho de volta até o velho continente, graças à influência de todas as tendências do gigante norte-americano em todo o mundo. A velha Europa adoptou as abóboras iluminadas e passou a animar festas infantis que misturam Carnaval com os pedidos de doces que já eram feitos pelas crianças das tradições latinas. Aliás, quando os meus pequenos vizinhos vêm à minha casa pedir guloseimas vestidos de bruxas e diabinhos, eu os faço antes cantar uma cantiga natalina.

Em muitos países, o Dia de todos os Santos e o dia seguinte, o dos mortos, são jornadas em que a família visita o cemitério e relembra os seus entes queridos. Na Espanha, as famílias costumam fazer doces para presentear às crianças, em especial um marzipã recheado chamado “huesos de santo” [ossos de santo]. As crianças ganham doces e vão se familiarizando, com naturalidade, com a ideia de que a vida terrestre não é eterna. A outra vida é que é.

No México, onde a festa dos mortos tem origem pré-hispânica e era celebrada em outras datas, o festejo abrange actualmente tanto o dia de Todos os Santos quanto o dia dos fiéis defuntos. A data é celebrada neste mesmo formato também em outros países da América Central e do Sul, assim como em muitas comunidades hispanas dos Estados Unidos. Para os mexicanos, o Dia dos Mortos é a parte mais popular do festejo. Enquanto alguns levam flores aos cemitérios, outros dedicam a jornada à memória das pessoas próximas que já partiram, começando de madrugada a montar um altar doméstico: alguns altares são verdadeiras obras de arte. A forma mais simples de fazer esse altar é preparar em casa uma mesa coberta com um manto e expor nele fotografias da pessoa ou das pessoas falecidas, adornadas com flores e lembranças.

O que certamente o Halloween não é: uma festa ocultista, por mais que haja quem queira transformá-la nisto.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Concertos de Natal 2012


Já estão definidas as datas dos Concertos de Natal de 2012, que este ano abrangem também a Paróquia de Melides:

Dia 15 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja do Lousal;

Dia 16 de Dezembro, 15:00 horas: Festa de Natal da Paróquia (seguida de lanche no Salão Paroquial);

Dia 20 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja de Melides;

Dia 22 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja de Azinheira dos Barros;

Dia 28 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja de Santa Margarida da Serra;

Dia 29 de Dezembro, 21:00 horas: Concerto da Júlia Coelho na Igreja Matriz de Grândola;

Dia 05 de Janeiro, 21:00 horas: Concerto de Natal na Igreja Matriz de Grândola.