sábado, 15 de dezembro de 2012

Furor nas redes sociais

Bento XVI somou num dia quase dois milhões de seguidores no Twitter

Actualizado 14 Dezembro 2012

ReL

A 24 horas de ter lançado a sua primeira mensagem no Twitter, o Papa Bento XVI multiplicou os seguidores nos seus oito perfis linguísticos da rede social até superar os 1.700.000 seguidores.

Na véspera, ao finalizar a audiência geral das quartas-feiras e ante mais de 4.500 pessoas na Aula Pablo VI do Vaticano, o pontífice em pessoa enviou o tuit inicial logo confundindo-se ao manejar o tablet pelo que se aproximaram os sues colaboradores.

Nas horas seguintes enviou outras seis mensagens, através das quais respondeu a três perguntas que lhe enviaram igual número de membros da rede social utilizando a etiqueta #askPontifex.

A primeira interrogação foi: “Como podemos viver melhor o Ano da Fé no nosso dia-a-dia?”, a segunda “Como viver a fé em Jesus Cristo num mundo sem esperança?”, e a terceira “Que nos aconselha para rezar mais no meio das nossas obrigações profissionais, familiares e sociais?”.

Essas sete mensagens dispararam as adesões de “followers” nos perfis linguísticos de Bento XVI, cuja somatória esta quinta-feira ao meio dia dava como resultado: um milhão 702 mil 417.

A conta mais seguida era a inglesa com um milhão 37 mil 571, seguida pela espanhola com 376 mil 34, a italiana com 153 mil 374, a portuguesa com 41 mil 755, a alemã com 31 mil 613, a francesa com 36 mil 980, a polaca com 16 mil e a árabe com 12 mil 84.

O desembarque do pontífice no Twitter este 12 de Dezembro teve um sabor mexicano, não só porque teve lugar no mesmo dia da festa da Virgem de Guadalupe mas sim porque durante o envio do primeiro tuiteo, o pontífice esteve acompanhado por uma mexicana.

“Ás vezes as pessoas tem uma ideia negativa com respeito à velocidade a que vai a Igreja, mas a nós não nos deixam respirar”, disse Gustavo Entrala, director da agência espanhola 101, responsável do desenvolvimento do perfil do Papa na rede social.


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O presépio do Papa tem boi e mula

Conta com uma centena de estátuas de terracota

Está colocado nos Sassi (casas escavadas na rocha)

Redacção, 13 de Dezembro de 2012 às 17:29

O Presépio de Belém em tamanho natural que instala o Vaticano no centro da praça de São Pedro terá, como é tradição, as figuras do boi e o burro, os dois animais por antonomásia que a iconografia cristã sempre colocou no lugar onde nasceu Jesus.

O presépio, que este ano está colocado nos Sassi (casas escavadas na rocha) de Matera, cidade da região sul italiana de Basilicata, foi apresentado hoje no Vaticano pelo secretário-geral do Governatorato (governo que gere o pequeno estado), Giuseppe Sciacca, que confirmou a presença do boi e do burro, assim como das ovelhas, que tampouco faltam nos presépios.

O facto de que Bento XVI recordara no seu recente livro "A infância de Jesus" que no Evangelho "não se fala de animais" no lugar onde nasceu Jesus", deu aso a todo o tipo de interpretações.

E isso que o mesmo papa no livro acrescenta que tratando-se de uma manjedoura, "o lugar onde comem os animais", a iconografia cristã captou de imediato esse motivo e "preencheu essa lacuna" e nenhuma representação do Presépio de Belém renuncia ao boi e ao burro.

A oferta do Presépio por parte da região de Basilicata permitirá ao Vaticano poupar o custo do mesmo, depois de que um arcebispo denunciara que em anteriores períodos natalícios a montagem do nascimento chegou a custar 550.000 euros.

Este ano, o presépio, segundo disse o presidente da região de Basilicata, Vito De Filippo, presente no acto custará 90.000 euros, pagos por empresas italianas.

Sciacca acrescentou que o Vaticano só pagará 21.800 euros, que é o custo da mão-de-obra dos empregados do Vaticano.

O secretário do Governatorato negou que a oferta de Basilica esteja relacionada com as críticas aos custos dos presépios de anos anteriores.

Segundo Sciacca, o Governo regional ofereceu ao Vaticano colocar o Presépio num anexo da praça de São Pedro e o Governatorato lhe propôs que o instalassem no centro e assim conseguia-se também uma poupança para os cofres do Vaticano.

O actual núncio da Santa Sé nos EUA e ex-secretário geral do Governatorato, o arcebispo Carlo María Viganó, denunciou em várias cartas enviadas ao papa a "corrupção e má gestão" na administração do Vaticano.

Numa missiva, revelou que a Fábrica de São Pedro, que se encarrega da manutenção dos edifícios do Vaticano, apresentou uma conta "astronómica", de 550.000 euros, pela construção do presépio de Belém colocado na praça de São Pedro em 2009.

Estas missivas aparecem no livro "Sua Santidade", do italiano Gianluigi Nuzzi, que denunciou o escândalo "Vatileaks" do roubo e filtração de documentos reservados do Pontífice e da Santa Sé.

O ex-mordomo do papa, Paolo Gabriele, foi condenado a 18 meses de prisão como autor do roubo e filtração dos documentos, e o informático que trabalha no Vaticano Claudio Sciarpelletti, a dois meses, com pena suspensa, por encobrimento de Gabriele.

O Presépio de Belém, que se está já instalando como é tradição diante do obelisco que há no centro da praça de São Pedro, está colocado nos Sassi (casas escavadas na rocha) de Matera e ocupa uma extensão de 150 metros quadrados.

Os Sassi, que formam a cidade velha de Matera, foram declarados em 1993 património da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O presépio conta com uma centena de estátuas, que medem entre 35 e 50 centímetros e estão fabricadas em terracota.

São obra do prestigioso mestre italiano Francesco Artese, de 55 anos, e as suas roupas estão inspiradas na tradição de Basilicata.

Junto ao presépio - que será inaugurado no dia 24 à tarde - já se colocou o tradicional abeto, que este ano foi oferecido pela região sul italiana de Molise, vizinha de Basilicata.

O abeto, que se iluminará amanhã, 14 de Dezembro, mede 24 metros de altura.

Além deste presépio, o estado mexicano de Michoacán ofereceu outros dois, colocados nessa zona mexicana. Um foi colocado na Aula Pablo VI, onde o papa celebra as audiências às quartas-feiras, e outro nos Museus do Vaticano, visitados todos os dias por mais de 20.000 pessoas. (RD/Agencias)

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Igreja/Cultura: Arte sacra do Baixo Alentejo no Palácio Nacional de Belém

Exposição de Natal do Museu da Presidência tem contributo do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja 


Beja, coleção particular | Sacra Conversação, por
Francisco Vieira Lusitano. Séc. XVIII (terceiro quartel).
Lisboa, 14 Dez 2012 (Ecclesia) - O Palácio Nacional de Belém inaugura hoje uma exposição de Natal centrada na arte sacra do Baixo Alentejo, iniciativa do Museu da Presidência da República e do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA).

A exposição vai ser aberta pelo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e pode ser visitada até ao dia 14 de Janeiro, refere o DPHA, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A iniciativa tem como título 'E um Filho nos foi dado', apresentando quase uma centena de obras de arte, provenientes de museus, igrejas e colecções particulares, as quais permitem “traçar uma panorâmica da riqueza patrimonial do actual território da diocese de Beja, a segunda mais vasta do país”.

Segundo o director do DPHA da Diocese de Beja e comissário da exposição, José António Falcão, esta mostra “dá a primazia à vivência comunitária da devoção ao Deus Menino, sinal da identidade de uma região que se orgulha das suas tradições natalícias, mas propõe uma reflexão mais alargada em torno do diálogo da cultura com a religião”.

Segundo os responsáveis da instituição católica, a arte sacra do Alentejo meridional "tem sido, nas últimas décadas, alvo de um ousado projecto para o seu resgate, numa luta difícil contra o abandono e os furtos, mas já com provas dada".

"Hoje constitui um dos valores patrimoniais mais apreciados da região e tornou-se, inclusivamente, uma alavanca ao serviço do desenvolvimento local", acrescenta a nota de imprensa.

LFS/OC


Para que a solidariedade não seja palavra vã


proxima-se mais um Natal, já se sente o seu cheiro intenso no ar, embora este ano, devido à crise, ele não será, decerto, vivido da mesma forma em virtude dos múltiplos dramas que, entretanto, se abateram sobre tantas pessoas, famílias e comunidades. Apesar de não haver tanto dinheiro, nem tanta exuberância, e às vezes desperdício, em contraponto, parece que quanto maior é a crise mais generosa é a resposta dos portugueses. A atestá-lo o aumento das recolhas do Banco Alimentar e as milhentas iniciativas de solidariedade que fervilham no nosso país, de Norte a Sul, passando pelas Ilhas. Tudo isto são sinais reveladores de um Portugal profundo, autêntico, que, apesar da embriaguez e cegueira de um materialismo, transversal nas suas manifestações, teima em manter-se fiel à sua matriz humanista, solidária e cristã. Natal é sempre que o homem quer..., lá reza a canção.

A crise pode até ser ocasião propícia para despertarem em nós anti-corpos, que nos permitam reforçar as defesas perante as ilusões que nos querem vender os novos mercadores do "exilir da felicidade = ter", e levar-nos a fazer apostas mais decididas em projectos que coloquem o Homem no centro, qualquer que seja a sua língua, cor da pele, raça ou credo. Este é também o verdadeiro espírito do Natal.

Este tempo de per si exorta-nos a sair do nosso comodismo e a partilhar, e é sempre tempo de o fazermos e de sentirmos que a felicidade não está só no receber, mas também no dar, pois, quando damos, crescemos como pessoas e combatemos eficazmente alguns inimigos que nos tentam, endurecem e arrefecem o coração: insensibilidade, individualismo e egoísmo.

A superação da crise não passa apenas pelos projectos de carácter conjuntural e estrutural, programados, "de cima" por quem governa, mas também por pequenos gestos, multiplicados, que podem fazer a diferença e transformar por completo uma comunidade e as pessoas que nela habitam.

O Natal é, por isso, um tempo cheio de oportunidades para experimentarmos como o amor e a partilha para com os mais necessitados e frágeis podem mudar o coração e dar sentido a tantas vidas vazias e incrédulas perante o futuro, abrindo-nos a novos horizontes de esperança. Quem sabe se amanhã não seremos nós a necessitar de ajuda?

Como cristão não posso esquecer as palavras de Jesus: não podemos servir a dois senhores, entenda-se, Deus e o dinheiro. A servidão de muitos e a manipulação de muitos mais ao Ter, conduziu à ilusão de que pelos bens materiais se resolveriam todos os problemas da humanidade. Basta olhar à nossa volta e verificar como é falsa esta premissa. A Igreja, pelo contrário, continua a defender e a chamar, como no-lo confirmou, de forma clara e profética o Papa Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate: o Homem deve estar no centro do processo de desenvolvimento. Já antes o Papa Paulo VI o tinha defendido de forma clarividente: o desenvolvimento deve ter como objectivo "o homem e todo o homem".

Porque não tentar colocar o Homem no centro? Vale a pena tentar!

Um Santo Natal.
Padre Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 248, 14 de Dezembro de 2012


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A minha oração no final do ano!!!



Benção das Grávidas 15 de Dezembro, às 18h30, em Lisboa

Benção das Grávidas

15 de Dezembro, às 18h30, na Igreja do Santíssimo Sacramento.
Presidida por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa.


Um dos momentos mais altos do Presépio na Cidade.
É uma bênção especial às grávidas e seus bebés, bem como às suas famílias...


INSCREVA-SE!  ou simplesmente apareça.

 


Interpreta Thorin Oakenshield, filho dos reis anãos

Richard Armitage, de «O Hobbit», destaca o sentido «católico e cavalheiresco» da obra de Tolkien
O actor inglês crê que esse cristianismo se vê na «sua nobreza, que se expressa através da gentileza e da piedade».

Actualizado 12 Dezembro 2012

Pablo Ginés/ReL

Richard Armitage, o actor que interpreta em "O Hobbit" Thorin Oakenshield, herdeiro do Reino dos Anãos da Montanha Solitária, declarou na recente conferência de imprensa de apresentação do filme em Nova Iorque que "uma das coisas que encontro quando olho o livro é um sentido do catolicismo de Tolkien, do seu cristianismo, não necessariamente de uma forma confessional, mas sim em termos da sua visão cavalheiresca do mundo, sua nobreza, que se expressa através da gentileza e da piedade. Está presente na maioria das suas personagens e o encontro inspirador".

O papel de Thorin Oakenshield, um anão nobre e guerreiro, descendente de reis e líder de uma quadrilha de entusiastas seguidores com os quais pretende recuperar o seu reino, é a maior aventura cinematográfica de Richard Armitage, actor inglês que em Espanha temos visto em anúncios do Banco Santander e em Inglaterra interpretando o malvado Guy de Gisburn na moderna série televisiva sobre Robin Hood.

Lealdade, honra, coração...
Milhões de pessoas viram já em cinemas e na Internet o trailer de "O Hobbit", a primeira de três películas de Peter Jackson baseadas na novela que o escritor católico inglês J.R.R. Tolkien publicou em 1937. A voz de Thorin ressoa solene no anúncio: "Conto com todos e cada um destes anãos para o melhor exército: lealdade, honra, um coração voluntarioso, que mais se pode pedir?" A frase - como tantas outras no filme, parece - não é do livro, não é de Tolkien, mas sim dos guionistas, mas recolhe essa "visão cavalheiresca" a que se refere o actor.

A ideia de "cavalheirismo" em Tolkien é real mas complexa. Como especialista em literatura e língua medieval, escreveu tanto das virtudes como dos defeitos do cavalheirismo, com as suas limitações e as suas glórias.

Por exemplo, numa carta ao seu filho Michael, sobre o cavalheirismo aplicado ao amor romântico, escreveu:

"Ainda na nossa cultura ocidental, a tradição do cavalheirismo romântico é forte, ainda que como produto da cristandade (que não é de nenhuma maneira o mesmo que a ética cristã) os tempos são-lhe hostis. Idealiza o “amor”... E isto até onde alcança pode ser muito bom, já que toma em conta algo mais do que o prazer físico e goza, se não da pureza, ao menos da fidelidade, de igual modo que o auto-sacrifício, o “serviço”, a cortesia, a honra e o valor."

Nesta enumeração de Tolkien de virtudes cavalheirescas que propõe (sacrifício, fidelidade, serviço, cortesia, honra e valor) a frase dos guionistas do trailer e do actor encontram o seu eco.

Não sou religioso, mas...
Quando um jornalista insistiu com Armitage sobre essa sensibilidade católica, o actor inglês respondeu: "Eu só sabia que tinha essa fé. C.S. Lewis escreveu alegoria religiosa, sem dúvida, e eram amigos próximos. Creio que liam o trabalho um do outro e influenciavam-se mutuamente. Há temas na sua obra que os olhas e pensas: porque isto ressoa assim? Eu não sou religioso, mas sentes que é um momento sagrado".

Logo, dá um exemplo de "frase assombrosa", ainda que não saiba se é de Tolkien ou da guionista, Phillippa Boyens (e, efectivamente, é da guionista). Se pronuncia quando o mago Gandalf entrega a Bilbo a sua primeira espada, Dardo. "A verdadeira coragem é aprender quando há que conservar uma vida mais do que em tomá-la". E Armitage afirma: "poderia isso ser mais católico, cristão, da fé que seja?"

Fazer os deveres: ler O Silmarillion
Na mesma entrevista, o actor explica que antes da rodagem na Nova Zelândia dedicou-se a ler obras de Tolkien: os Apêndices de O Senhor dos Anéis (umas duzentas páginas), "O Silmarillion" e "O Livro dos Contos Perdidos". Não releu "O Senhor dos Anéis" que tinha lido na adolescência.

"Vi muitas biografias sobre Tolkien porque queria entender porque havia escrito O Hobbit e o que o influenciou. Escreveu muito sobre anãos e o seu aspecto nórdico e a sua fascinação pela linguagem e as etimologias. Todas essas coisas interessaram-me", afirma Armitage, que interpreta a terceira personagem mais importante da película, despois do hobbit Bilbo Bolsón e o mago Gandalf.
Uma personagem que aprende no final
Há que dizer que Thorin não é sempre uma personagem positiva: a sua própria nobreza se escurece no livro com bastante orgulho e muita avareza.

No final, o que aprecia mais de Bilbo, tem que ver com outros dons: "Se muitos de nós dessem mais valor à comida, à alegria e às canções que ao ouro entesourado, este seria um mundo mais feliz", declarará o anão de estirpe real ao hobbit.


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