quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Progressos significativos nas negociações entre Israel e a Santa Sé

O encontro de ontem em Jerusalém aconteceu num clima reflexivo e construtivo. Fixada para Junho de 2013 no Vaticano a próxima reunião plenária

ROMA, Quarta-feira, 30 Janeiro 2013

Aconteceu ontem, terça-feira, 29 de Janeiro, em Jerusalém, uma reunião entre Israel e a Santa Sé para continuar as negociações sobre questões económicas e fiscais da Igreja católica na Terra Santa, de acordo com o artigo 10, parágrafo 2 º do "Fundamental Agreement” estipulado entre os dois Estados em 1993.

De acordo com um comunicado conjunto, a Comissão bilateral permanente de trabalho “tomou nota do fato de que houve progressos significativos e deseja uma rápida conclusão do acordo”.

A reunião foi presidida pelo Sr. Daniel Ayalon, MK, Vice-Ministro das relações exteriores e por Mons. Ettore Balestrero, Sub-Secretário para as Relações com os Estados. A delegação da Santa Sé agradeceu o Vice-Ministro pela sua contribuição para as negociações e desejou-lhe sucesso em seus novos compromissos.

As negociações aconteceram num clima “reflexivo e construtivo” e as partes chegaram a acordo sobre os próximos passos e fixaram a próxima reunião plenária em Junho de 2013, no Vaticano.


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Porque escolher aula de religião católica nas escolas?

Pais e alunos da Itália são chamados a fazer suas escolhas

ROMA, Terça-feira, 29 Janeiro 2013

Apresentamos o texto do Monsenhor Raffaello Martinelli, bispo de Frascati, que resume alguns dos principais motivos para a escolha da aula de religião católica. Nos próximos dias, os pais e alunos da Itália são chamados a fazer suas próprias escolhas sobre isso.
Por que escolher aula de religião católica nas escolas?

Pelo menos sete motivos:
  1. aprofundar a especificidade, originalidade, singularidade da religião católica, através da Bíblia e das propostas específicas da escola;
  2. conhecer melhor Jesus Cristo, que veio para que "todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10), Aquele que  “revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime”. (Gaudium et spes, 22).;
  3. desenvolver ainda mais a dimensão religiosa, inata e complementar às outras dimensões, de modo a desenvolver uma personalidade completa, feliz e livre;
  4. buscar respostas profundas para as questões fundamentais da existência, ao "porquê" das pessoas e do mundo;
  5. entender melhor a cultura do passado e do presente, especialmente a italiana e europeia, que há na fé cristã a matriz e a chave de leitura;
  6. haver um diálogo sereno e fundamentado com as outras religiões;
  7. usufruir, no caminho formativo, de um serviço qualificado, de uma oportunidade preciosa, oferecida pelo Estado, pela Escola e a pela Igreja Católica.

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A dra. Janice Shaw Crouse, mulher do ano e Ignacio Arsuaga como "Homem do Ano na defesa da família"

Prémios do Congresso Mundial das Famílias

Redacção
MADRID, Terça-feira, 29 Janeiro 2013

As associações, fundações, membros do Congresso Mundial das Famílias, elegeram Ignacio Arsuaga, presidente de HazteOir.org como "Homem do Ano na defesa da família natural". O prémio de "Mulher do Ano" foi dado à doutora Janice Shaw Crouse, do Beverly La Hayw Institute, o grupo pensante de Concerned Women of América. Os prémios, instituídos pela primeira vez em 2012, são dados a aquelas pessoas extraordinárias na difusão e na compreensão da centralidade da família natural para a sociedade e a civilização.

As indicações para os prémios foram entregues no mês de Dezembro passado pelas 37 organizações internacionais do Congresso Mundial das Famílias e incluíam líderes, activistas, académicos, autores, parlamentares, advogados e investigadores de quatro continentes. A selecção final foi realizada por um grupo de vinte e dois reconhecidos líderes mundiais pró-família.

Ignacio Arsuaga é presidente e fundador da HazteOir.org, associação que promove a participação activa dos cidadãos na vida pública em defesa do direito à vida, à liberdade religiosa e de consciência, à educação e o governo limitado. O movimento HazteOir.org está formado por mais de 325 mil cidadãos activos.

Em 2012, HazteOir.org foi a entidade organizadora do VI Congresso Mundial das Famílias, celebrado no Palácio Municipal de Congressos de Madrid, Espanha, entre o dia 25 e o 27 de maio, com mais de 3200 participantes de 72 países.

Arsuaga disse, ao conhecer a concessão do prémio: "Este é um prémio que necessariamente tenho que compartilhar com a excelente equipe humana que fez possível o VI Congresso Mundial das Famílias. Sem eles, não teria sido possível”.

"A defesa da família é fundamental para sair da profunda crise humana que sofremos em todo o mundo – acrescentou Arsuaga -. Por isso a partir de HazteOir.org vamos continuar trabalhando para que se reconheçam os direitos da família natural, da infância, dos pais na educação dos seus filhos, etc. Arriscamos o futuro e este passa necessariamente pela família”.

A doutora Janice Shaw Crouse exerce o seu trabalho docente e de pesquisa no Beverly LaHaye Institute, o think tank das Mulheres organização cívica Concerned Women for America.

É uma autoridade mundial em questões como o tráfico sexual, Nações Unidas e política interior dos Estados Unidos (EUA). Por duas vezes foi delegada do presidente dos EUA ante as Nações Unidas e formou parte de cinco grupos de trabalho nacionais centrados no tráfico sexual, na violência às mulheres, na obesidade infantil, nos direitos humanos, e na liberdade religiosa.

É autora de vários livros, entre eles “O matrimónio é importante: Perspectivas sobre a prioridade e importância pública do matrimônio” (2012).

Os prémios serão entregues durante a celebração do VII Congresso Mundial das Famílias, que se realizará em Sydney, Austrália, do 15 ao 18 de Maio.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ateia, de família sem fé e do país mais ateu da Europa, Zdenka enamorou-se de Jesus Cristo





Assis: Eleição do sucessor de São Francisco

Amanhã encontro com os jornalistas na sala de imprensa do Sacro Convento

ASSIS, Segunda-feira, 28 Janeiro 2013

Depois de dez dias de oração, considerações e verificações dos seis anos passados, os 99 frades franciscanos provenientes de 45 países vão eleger o sucessor de São Francisco. Amanhã, às 14:30 (Itália)  na Sala de Imprensa do Sacro Convento de Assis, o novo Ministro Geral OFM vai atender aos meios de comunicação, na presença do Guardião do Sacro Convento de Assis, padre Giuseppe Piemontese, e do Director da Sala de Imprensa, Padre Enzo Fortunato.

O capítulo geral, em sua 200° reunião, é o encontro mais importante da família franciscana conventual que reúne 99 religiosos de cinco países. Os frades menores estão presentes em 65 países com cerca de 4.300 religiosos que trabalham em todo o mundo ao lado dos últimos e mais necessitados.


A Ordem dos Frades Menores Conventuais carrega 800 anos de história. A data de fundação remonta a 1209 e diz respeito à aprovação oral que o Papa Inocêncio III concedeu a São Francisco quando veio a Roma com seus primeiros 12 companheiros que se reuniram em torno dele no casebre abandonado de Rivotorto de Assis.


Padre Enzo recorda e solicita a vossa presença na apresentação da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Cultura a ser realizada dia 31 de Janeiro, às 11h30 na Sala de Imprensa da Santa Sé.


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É possível um relativismo absoluto?

Reflexões sobre o actual ateísmo relativista

Pe. Anderson Alves

ROMA, Segunda-feira, 28 Janeiro 2013

Em um texto anterior[i], nos perguntávamos se fosse possível conciliar o relativismo e o ateísmo. E víamos que, segundo três famosos ateus (Nietzsche, Adorno e Horkheimer) o ateísmo, ao negar a origem do conhecimento e ao tomar como verdade a inexistência de Deus, cai numa contradição insuperável[ii]. De fato, quem nega a existência da verdade, não poderia coerentemente afirmar que Deus não existe. Entretanto, sabemos que há quem se esforce muito por conciliar relativismo e ateísmo, colocando um ateísmo indiscutível e dogmático como fundamento do relativismo e construindo um sistema de pensamento no qual se parte da negação de Deus e, a partir dessa verdade quase “divina”, afirma-se um relativismo moral e cognitivo radical.

Um pensador que colocou em íntima relação o ateísmo com o tema da verdade foi F. Nietzsche, autor que se considerava «ateu por instinto». De fato, seu ateísmo voluntarista tinha como consequência a afirmação de um forte relativismo e a verdade era considerada como «um exército de metáforas, metonímias», «ilusões das quais se esqueceu a sua natureza ilusória», «moedas nas quais as imagens foram consumidas»[iii]. Em outro texto famoso, ele fazia uma interessante observação: «receio que não possamos nunca afastar-nos de Deus porque ainda acreditamos na Gramática»[iv]. Desse modo, o ateísmo radical deveria conduzir a uma sociedade sem ciências, sem explicações últimas, na qual o homem só seria capaz de conhecer seus próprios estados de ânimo. Porém, tudo isso parte de uma afirmação com valor de verdade absoluta: «Deus morreu, Deus continua morto, nós o matamos»[v]. O “teomicídio” seria, pois, o ato supremo de uma vontade que busca uma autonomia absoluta, e não de uma demonstração racional. E aquele gesto traria consigo um relativismo radical, mas não certamente absoluto.

É certo que hoje muitos pensam que o relativismo seja o fundamento do ateísmo, mas isso se deve a um modo superficial de examinar o problema. Se o relativismo é total, se não há nenhuma verdade, jamais pode ser verdade que Deus não exista. De modo que, surpreendentemente, o ateísmo mesmo coloca limites ao relativismo. Em outras palavras, pode existir um ateísmo relativista, ou seja, um ateísmo a partir do qual se deduz o relativismo, mas não um relativismo ateu.

Então, é impossível um relativismo absoluto? Coloquemos de outro modo a questão: pode ser verdade que não existe nenhuma verdade? Só há duas respostas possíveis: “sim, é verdade que não existe nenhuma verdade”. Ora, quem diz isso, assume, talvez inconscientemente, que há alguma verdade; e se alguém disser “não, não pode ser verdade que não exista a verdade”, certamente estaria usando melhor a sua razão e teria encontrado a resposta lógica. De modo que, com uma resposta ou outra, a conclusão é sempre a mesma: não pode existir um “relativismo absoluto”, a verdade sempre faz parte do nosso pensamento e discurso.

A consequência disso é, que por incrível que pareça, o relativismo só pode ser relativo, uma vez que só pode ser parcial. Isso porque é sempre necessário aceitar que há alguma verdade, que algo pode ser conhecido. Certo tipo de relativismo pode ser aceito para as opiniões, que são afirmações de algo pouco fundamentado, de modo quando se opina se há receio de que a afirmação contrária seja a verdadeira. Mas nem tudo na nossa comunicação é simples opinião.

Aristóteles dizia que como a verdade é uma realidade primeira do nosso pensamento, quem nega a verdade, afirma a verdade. Ou seja, quem nega que ela exista, sabe já o que ela seja e supõe que é verdade a sua não existência, o que é uma contradição em termos. Outro modo de fugir ao compromisso com a verdade seria assumir a posição céptica, ou seja, aquela postura de certos pensadores que dizem não ser possível nem afirmar, nem negar a verdade. Quem assume essa posição, certamente se livra da linguagem e da “Gramática”, mas isso traz consigo uma consequência nefasta: não negar nem afirmar algo, faz o ser humano se tornar semelhante a uma planta, com quem não é educado discutir.

O relativismo só pode, pois, ser relativo, ou seja, só pode ser aplicado a algumas afirmações e nunca a todas. A verdade não pode jamais ser excluída da vida e da linguagem humana, a menos que alguém se conforme em viver como uma planta. F. Nietzsche só pôde dizer que a verdade é «um exército de metáforas», uma «ilusão», uma moeda sem valor porque sabia perfeitamente o que é uma metáfora, uma ilusão, uma moeda com valor. Negar a verdade implica sempre aceitar a verdade, assim como negar Deus implica pressupor a sua existência.

Então, temos que colocar agora a incómoda questão: afinal de contas, o que é a verdade? Platão dizia que «verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são, falso o que diz como as coisas não são»[vi]. E Aristóteles afirmou algo tão simples quanto essencial: «Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é a verdade»[vii]. A verdade se dá quando o nosso discurso expressa o que as coisas realmente são.

Em que sentido então pode ser aceito o relativismo? Já iniciamos aqui a resposta, mas a aprofundaremos numa outra ocasião. O que importa agora é deixar clara a conclusão a que chegamos: o relativismo não pode ser absoluto, só pode ser, por incrível que pareça, relativo.

Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.




[ii] M. HORKHEIMER e Th.ADORNO, Dialettica dell’illuminismo, Einaudi, Torino 1966, p. 125: «Percebemos “que também os não conhecedores de hoje, nós, ateus e antimetafísicos, alimentamos ainda o nosso fogo no incêndio de uma fé antiga dois milénios, aquela fé cristã que era já a fé de Platão: ser Deus a verdade e a verdade divina”. Sendo assim, a ciência cai na crítica feita à metafísica. A negação de Deus implica em si uma contradição insuperável, enquanto nega o saber mesmo».

[iii] Cfr. F. NIETZSCHE, Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral, ed. Hedra, São Paulo 2007.

[iv] Cfr. Idem, Crepúsculo dos Ídolos, ed. Companhia das Letras, São Paulo 2006.

[v] Idem, A Gaia ciência, ed. Hemus, Curitiba 2002, p. 134.

[vi] PLATÃO, Crátilo 385 b; cfr. também Sofista, 262 e

[vii] ARISTÓTELES, Metafísica, IV, 7, 1011 b 26 e segs.


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O Patriarca RaÏ prepara os textos para a via sacra da sexta-feira santa

Os textos serão preparados por dois jovens libaneses e seguirão o esquema tradicional das 14 estações

CIDADE DO VATICANO, Segunda-feira, 28 Janeiro 2013

O Santo Padre, recordando a recente viagem ao Líbano e convidando toda a Igreja para rezar pelo Oriente Médio, pelos seus problemas e pelas comunidades cristãs naquelas terras, convidou, por meio do Cardeal Secretário de Estado, o Patriarca Card. Béchara Boutros RaÏ para redigir os textos da Via Sacra da Sexta-feira Santa no Coliseu. De acordo com transmitido pela Assessoria de Imprensa vaticana, os textos serão preparados, sob a orientação do Patriarca, por dois jovens libaneses e seguirão o esquema tradicional das 14 estações.



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