sábado, 23 de fevereiro de 2013

CNE: Milhares de escuteiros e voluntários promovem «boa acção colectiva»

«Maratona» de solidariedade este sábado e domingo vai permitir realizar projectos em todo o país e apoiar mais de 20 mil pessoas


Lisboa, 23 Fev 2013 (Ecclesia) – Cerca de 6000 mil escuteiros e 1200 voluntários de todo o país vão estar envolvidos este sábado e domingo numa “maratona” de solidariedade integrada na comemoração dos 90 anos do Corpo Nacional de Escutas.


A iniciativa, que também pretende honrar a memória do fundador do maior movimento juvenil católico, Robert Baden-Powell, vai permitir a crianças, jovens e adultos desenvolverem “voluntariado junto dos outros e para os outros”, numa espécie de “boa acção coletiva”, realça o chefe nacional Carlos Pereira, numa mensagem veiculada através da internet.


O coordenador do CNE espera que o evento se afirme como “uma grande manifestação de escutismo” numa ocasião “de acção de graças” e que os grupos envolvidos possam “contribuir para a felicidade dos outros”.


As “48 horas de Voluntariado” contam com a participação dos elementos da 4.ª secção do CNE, os Caminheiros, com idades entre os 18 e os 22 anos, acompanhados pela respectiva direcção de agrupamento.


Com o apoio dos voluntários inscritos, “os escuteiros católicos vão intervir em áreas de apoio social, património, ambiente, cultura, educação e saúde” e esperam beneficiar mais de 20 mil pessoas.


Entre os projectos a implementar vão estar trabalhos de recuperação em escolas, mercados e outras infraestruturas, a colaboração na limpeza de matas e criação de trilhos e ainda o apoio a instituições sociais na recolha e distribuição de bens aos mais carenciados.


iniciativa decorre em todos os locais onde o CNE está implantado, de norte a sul de Portugal continental e também nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, com o objectivo de “evidenciar a diversidade de âmbitos” que podem constituir o “serviço à comunidade” e “valorizar os escuteiros enquanto escola de voluntariado”.


Carlos Pereira classifica a iniciativa como uma “atividade simples mas mobilizadora que, nas diversas comunidades locais, vai dar sentido a dois dos pensamentos mais marcantes de Baden-Powell: deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos e só se é feliz contribuindo para a felicidade dos outros”.


Corpo Nacional de Escutas, nascido do movimento mundial escutista fundado em 1907 pelo inglês Robert Baden-Powell (1857-1941) encontra-se actualmente implantado nas 20 dioceses católicas do país, com cerca de 1100 agrupamentos locais, somando um total de aproximadamente 70 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos.  


Em cada agrupamento funcionam, regra geral, quatro unidades, cada qual respeitando a uma faixa etária concreta: lobitos (6 aos 10 anos), exploradores/moços (10 aos 14 anos), pioneiros/marinheiros (14 aos 18 anos) e caminheiros/companheiros (18 aos 22 anos).


JCP

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O Agrupamento 670 do Corpo Nacional de Escutas, com sede em Grândola, também participa nesta actividade nacional, com uma responsabilidade acrescida porquanto organiza-a para toda a diocese de Beja, estando prevista a participação de aproximadamente 400 jovens escuteiros da região escutista de Beja.

Uma actividade que entre outras acções envolve a realização da missa dominical da paróquia de Grândola que se realizará pelas 11:30 horas, num dos pavilhões do Parque de Exposições e Feiras de Grândola, que será retransmitida no canal de televisão da paróquia Meo 446864.

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Beja: Bispo diocesano vai pedir coadjutor ao Vaticano

D. António Vitalino diz que precisa de ser ajudado nas "tarefas pastorais"


Beja, 22 Fev 2013 (Ecclesia) – D. António Vitalino deseja pedir ao Papa um bispo coadjutor para o ajudar nas “tarefas pastorais” e suceder-lhe como responsável pela Igreja na diocese de Beja, informa o jornal diocesano na edição desta semana.

Segundo o “Notícias de Beja”, a vontade do bispo de Beja foi comunicada na Sé local no fim da missa que celebrou no primeiro domingo da Quaresma (dia 17 de Fevereiro).

Para D. António Vitalino, o bispo coadjutor é necessário para o “ajudar nas tarefas pastorais, mormente no acompanhamento do Sínodo Diocesano”, e para lhe suceder “aos completar 75 anos”, informa o semanário diocesano.

“D. António Vitalino deseja louvavelmente que, ao deixar a diocese, o seu sucessor seja conhecedor dos problemas pastorais do Alentejo e das pessoas que vão ser confiadas ao seu múnus episcopal”, refere o director do jornal, Alberto Batista.

Segundo o semanário, a nomeação do bispo coadjutor é esperada ainda este ano.

Natural de Vila Verde (Braga), D. António Vitalino completa 72 anos em Novembro próximo; ordenado bispo em 1996, foi auxiliar de Lisboa até 1999, ano em que foi nomeado para Bispo de Beja.

PR

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Sino da capela da Penha

Muitos tem sido os contactos recebidos pela paróquia, sobre um eventual desaparecimento do sino da capela de Nossa Senhora da Penha.

Efectivamente, o sino foi temporariamente retirado, a fim de que a sua base em madeira fosse restaurada, nas oficinas da Câmara Municipal, em virtude de se encontrar muito degradada.

Uma imagem do mesmo após o restauro:


Dia Mundial da Juventude



sábado, 9 de fevereiro de 2013

Alteração de conteúdos

Por razões e organização e dinâmica deste espaço, ele volta a dedicar-se em exclusivo, tal como o seu nome indica, a notícias/informações da Vida Paroquial.

Todas as restantes mensagens de Informação geral, Conversões, Papa Bento XVI, etc., passarão a estar disponível no espaço Igreja em Movimento.


A maior vitória pública dos activistas pró-vida: a revista Time reconhece a sua influência

Apesar do Governo Obama

A archi-famosa publicação dedica a sua capa à sentença que legalizou o aborto nos EUA: «Os abortistas estão perdendo desde então», reconhece.

Actualizado 1 Fevereiro 2013

Sara Martín / ReL

Possivelmente não era o que pretendiam, mas a capa de 14 de Janeiro da revista Time é todo um reconhecimento ao trabalho dos activistas pró-vida nos EUA. «Há quarenta anos, os activistas pelo direito ao aborto ganharam uma batalha épica com Roe&Wade. Estão perdendo desde então», disse literalmente a capa. O artigo reconhece que abortar hoje em dia nos Estados Unidos é complicado graças à luta dos activistas pró-vida, que conseguiram por um limite atrás de outro para tentar defender o direito à vida dos não-nascidos: «Conseguir abortar nos Estados Unidos é, em alguns lugares, mais difícil hoje em dia que em qualquer outro momento desde que se converteu num direito constitucionalmente protegido há 40 anos».

Uma derrota inequívoca
Vitória a vitória, os activistas pró-vida vão ganhando batalhas. No momento, estados como Dakota do Norte e do Sul, Mississippi e Arkansas tem já só uma clínica abortista, e o Texas acaba de dar luz verde para cortar o financiamento às clínicas da Planned Parenthood, tal com fez o norte do condado de Michigan. Entre 2011 e 2012 já são mais de 135 as leis que se promulgaram para restringir o acesso ao aborto.

«Pode parecer que os últimos triunfos eleitorais de Barack Obama e os democratas no Congresso sentaram as bases para uma inversão desta tendência», explica a revista mundialmente famosa. De facto, «a campanha do Presidente mobilizou os votantes democratas e as mulheres em redor do tema dos ´direitos reprodutivos´. Mas, dado que o direito ao aborto é regulado por uma lei federal, é da competência dos Estados decidir quem pode aceder a este serviço e debaixo que circunstâncias. E no âmbito estatal, os activistas do direito ao aborto estão perdendo de maneira inequívoca», admite.

«A causa pró-escolha está em crise»
Para a revista Time, a intromissão da ciência é outro obstáculo ao direito a abortar: permite escutar o batimento do coração de um bebé e ver rapidamente o seu corpo. Além disso, os prematuros, que hoje em dia sobrevivem em taxas cada vez mais altas, põe em tela de juízo até que ponto a Lei tem razão. «Nesta era de ultra-sons pré-natais e sofisticada neonatologia, uma considerável maioria dos estadunidenses apoia restrições ao aborto tais como períodos de espera e leis de consentimento parental», explica a revista.

Os seus homólogos pró-escolha, enquanto tanto, «optaram por seguir com a sua mensagem central desde há muito tempo, de que o Governo não deveria interferir em absoluto com as decisões das mulheres que concernem a sua saúde, uma postura que parece não escutar a realidade actual», reconhece. «A causa contra o aborto viu-se favorecida pelos avanços científicos que complicaram as atitudes estadunidenses sobre o aborto».

De facto, desde a revista entrevistam Frances Kissling, activista pró-aborto desde há muitos anos, e ex-presidente da Catholics for Choice (Católicos pelo Direito a Decidir), admite que «a posição pró-escolha — que na essência significa que o aborto deve ser legal, um assunto privado entre uma mulher e o seu médico, sem restrição nem regulação mais além do estritamente necessário para proteger a saúde da mulher — há 50% da população que se encontra extremadamente incomodada e pouco disposta a associar-se connosco».

Mais ainda, a publicação chega a reconhecer, literalmente que, «a medida afasta-se da recordação das mulheres que morreram por abortos ilegais antes da sentença Roe&Wade, a causa pró-escolha está em crise».

Uma guerra que se leva à margem da realidade
O artigo da revista Time não esconde cruas histórias de mulheres que necessitam abortar junto com discrições de médicos abnegados e clínicas abortistas lutadoras no meio de um ambiente hostil. Ainda assim, reconhece nas conclusões do seu artigo: «A guerra aborto, tal como muitas outras lutas políticas, se leva em grande parte à margem da realidade. Uma revisão das políticas que avivaram o debate nacional, poderá supor facilmente que os abortos tardios e os realizados a menores de idade ou mulheres grávidas por violação ou incesto constituem a maior parte das gravidezes terminadas. Mas na realidade, são uma pequena parte (´meros estilhaços´) da história do aborto na América. E em geral, há pouco desacordo público em tais casos: a maioria dos estadunidenses apoiam o acesso ao aborto em casos de violação ou incesto ou quando a vida da mãe está em perigo, junto com uma série de restrições estatais comuns de aborto».

De facto, uma sondagem realizada pela Gallup demonstra que 79% dos estadunidenses pró-escolha acreditam, de qualquer modo, que o aborto deveria ser ilegal no terceiro trimestre da gravidez e 60% estaria a favor de períodos de reflexão de 24 horas e do consentimento dos pais para as menores.

Para finalizar, o artigo cede a palavra de novo a Kissling, que se opõe às leis estatais específicas impulsionadas pelos activistas pró-vida, mas disse que os esforços do movimento pró-escolha para «normalizar o aborto» são contraproducentes, e reconhece assombrosamente o seguinte: «Quando as pessoas nos ouvem dizer que o aborto não é mais que outro procedimento médico, reagem com surpresa. O aborto não é como sacar-se um dente ou o apêndice. Trata-se da terminação de uma forma inicial de vida humana. Isso merece um pouco de seriedade». Definitivamente, uma grande prenda na forma de artigo para a causa pró-vida.



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O Papa Bento XVI é um grande teólogo, um dos maiores

Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Doutrina da Fé
"Sofremos um secularismo pelo que o homem perdeu o rumo da vida"

José Manuel Vidal, 31 de Janeiro de 2013 às 13:50


José Manuel Vidal).- Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Doutrina da Fé, o dicastério mais importante da Cúria romana, impõe pela sua estatura e seduz pela sua proximidade e amabilidade. Esteve em Madrid para participar na festa de São Tomás da Universidade São Dâmaso e, antes de pronunciar a sua conferência, atendeu durante uns minutos à RD e à 13TV.

Num bom espanhol, o arcebispo alemão respondeu a umas poucas perguntas. Outras, muitas, ficaram-se pelo tinteiro. Assegura que Bento XVI é "um dos maiores teólogos" de todos os tempos, denuncia o "secularismo" e diz que a Espanha "necessita teólogos jovens".

Que significado tem o pensamento de Bento XVI para a cultura ocidental no momento histórico no qual nos encontramos?


O Papa Bento XVI é um grande teólogo, um dos maiores. É o grande teólogo de hoje para os homens do nosso tempo, e também para o futuro, porque o Papa, como teólogo e filósofo, conhece toda a história da teologia, da filosofia, da cultura que temos no Ocidente; e isto parece-me muito importante para as perguntas existenciais que temos hoje sobre a paz, a liberdade religiosa, a justiça social... Para todos os valores e os princípios da ética individual, mas também da ética social, a qual necessitamos tanto.

Também é um grande teólogo da relação do homem com Deus, que é o fundamento da existência humana, e que é muito importante neste mundo no qual sofremos um secularismo pelo que o homem perdeu o rumo da vida e do desenvolvimento da personalidade humana. Por isso é fundamental sublinhar esta relação que temos com Deus, nosso criador e salvador.

Pode fazer-nos uma breve síntese da sua conferência da abertura da Jornada de São Tomás, que versa sobre a liturgia?


O primeiro volume das obras do Santo Padre é sobre a liturgia, e foi assim por própria decisão do Papa, porque ele disse que a liturgia é a fé realizada, vivida. Quer dizer, que a fé não é só uma teoria sobre Deus, um conjunto de ideias ou pensamentos. A relação com Deus é a vida da Igreja que se realiza primariamente na liturgia. Mas a liturgia não está isolada, mas sim está unida ao martírio e à diaconia. São as três dimensões da vida da Igreja, das que a liturgia é o núcleo da existência do cristiano.

Monsenhor, como se vê desde a Congregação para a Doutrina da Fé a situação da fé em Espanha?


Em Espanha temos boas faculdades e universidades de Teologia, mas necessitamos também jovens teólogos que se comprometam totalmente com os homens de hoje, e com a relação entre fé e razão. A intelectualidade da fé é muito importante, não só para a Igreja, mas sim para toda a sociedade (de Espanha e da Europa), para um bom desenvolvimento e um bom futuro.




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