sexta-feira, 15 de março de 2013

Obrigado papa Bento XVI


 anúncio da renúncia do papa Bento XVI, feito na primeira pessoa, surpreendeu muitos, entre defensores e detractores, e tornou-se assunto de primeira página em grande parte da comunicação social.

Apesar desta possibilidade constar no Código de Direito Canónico, poucos imaginariam que ela fosse posta em prática, e logo por este papa. Na verdade, a falta de objectividade de tantas notícias, associada a outras razões e interesses, mais ou menos velados, transmitiu deste homem uma imagem pouco positiva, que o tempo e alguns gestos ao longo do seu pontificado foram redimensionando, revelando-se então o verdadeiro rosto deste homem tímido e humilde, mas firme e decidido de timoneiro da “barca de Pedro”.

Os Homens são todos diferentes e os papas não fogem à regra. Entre Bento XVI e João Paulo II havia muitas diferenças, mas unia-os o grande amor pela Igreja e pela Humanidade, e o desejo de uma profunda renovação da Igreja, para poder cumprir com autenticidade a sua missão de ser sinal do amor de Deus por nós seres humanos. Uma outra tónica comum foi o compromisso de trabalharmos juntos para tornar mais humano, justo e fraterno o Mundo em que vivemos.

Apesar da brevidade deste pontificado (menos de oito anos), ele deixa marcas profundas que a história, se no presente lhe não for feita justiça, confirmará: a aposta no diálogo com crentes e não crentes; a confiança na razão e no diálogo entre esta e a fé; a renovação das estruturas da Igreja e a firmeza no combate aos erros e desvios, etc.

Em pouco tempo este digno sucessor de Pedro fez muito, sem nunca se deixar deslumbrar pela tentação do poder, antes reconhecendo e afirmando sempre a sua condição de servo, que veio para servir, pelo que, sentindo ser ingente a renovação da Igreja e poucas as forças para tão hercúlea missão, com humildade e grandeza de alma, entendeu ter chegado a hora de passar o testemunho.

Obrigado papa Bento XVI pela sua ousadia e clarividência.
 

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário

segunda-feira, 11 de março de 2013

Concerto da Páscoa


Realiza-se no próximo dia 06 de Abril de 2013, pelas 21:00 horas, na Igreja Matriz de Grândola, um Concerto da Páscoa, com a participação de:
  • Coro da Paróquia de Grândola
  • Júlia Coelho
  • MorenitóTuna
Não falte!

sexta-feira, 8 de março de 2013

A grandeza de um gesto


A minha estima e admiração pelo Papa Bento XVI cresceu exponencialmente com a notícia da sua renúncia. Na verdade, só um homem da estatura, mas também da simplicidade, de Josef Ratzinger nos poderia desarmar e surpreender com este gesto que causou, decerto, desconcerto e desconforto em tantos, mesmo entre aqueles que constantemente inventavam factos para o denegrirem. Para mim ficou claro que quem assim agia não conhecia a magnanimidade da alma deste homem. A história se encarregará de lhe fazer justiça, disso não tenho dúvida. É isto que, infelizmente, sucede tantas vezes, mesmo noutros âmbitos da vida: criam-se imagens que não correspondem à verdade, e a partir daí não há a preocupação de mostrar a realidade, antes se constrói a partir de preconceitos. Quando os fins justificam os meios, entra-se na lógica do "vale tudo" e deixa de haver limites: é tudo subjectivo, é tudo relativo!

De entre os muitos comentários que li na sequência deste gesto, houve um que me impressionou em especial e que dizia desta forma incisiva: "O papado perdeu em divindade e ganhou em humanidade''. Na verdade, o Papa não é nem um Anjo nem um Santo, mas antes um homem que Deus chamou e a quem foi conferida a missão maior de guiar a Igreja e de ser garante da comunhão desta grande comunidade espalhada pelos cinco Continentes. Cada Papa é diferente, vive num tempo naturalmente diferente, tem características próprias que o distinguem e identificam, e conduz a Igreja com um carisma igualmente específico, embora sempre animado pelo Espírito Santo.

O pontificado de Bento XVI, apesar de breve, deixa traços profundos na Igreja e no Mundo que vale a pena, mesmo que de forma sintética lembrar: o diálogo inter-religioso; o diálogo entre cristãos (ecumenismo); a valorização da razão no diálogo com os não crentes; a renovação da Igreja; continuação do processo de universalização da Igreja e das suas estruturas; firmeza no combate aos excessos dentro e fora da Igreja; afirmação da centralidade da Doutrina Social da Igreja como meio evangelizador e insubstituível na sua acção pastoral, etc.

Voltando ao gesto do Papa, penso poder dizer com todo o realismo, que esta sua atitude manifesta a opção radical de quem veio para servir e não para ser servido. De facto, só quem tem como valor primeiro o bem e o serviço dos outros pode agir como o Papa Bento XVI fez, não se deixando deslumbrar pelo poder, nem procurando nele permanecer até perder as capacidades e/ou "cair da cadeira". A noção perfeita das nossas capacidades e limitações é fundamental para exercermos bem a nossa missão, qualquer que ela seja e, às vezes, não é uma questão de idade, é antes a expressão de uma grande lucidez e, naturalmente, sinal de humildade, a qual segundo a expressão de Sta Teresa de Ávila "é a verdade".

As decisões importantes, quer se trate da nossa vida quer de qualquer outro âmbito, devem, de facto, ser tomadas enquanto temos capacidade de discernimento e decisão.

Obrigado Papa Bento XVI pela sua pessoa e acção pastoral, e pela sua ousadia e clarividência.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 251, 08 de Março de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

CNE: Milhares de escuteiros e voluntários promovem «boa acção colectiva»

«Maratona» de solidariedade este sábado e domingo vai permitir realizar projectos em todo o país e apoiar mais de 20 mil pessoas


Lisboa, 23 Fev 2013 (Ecclesia) – Cerca de 6000 mil escuteiros e 1200 voluntários de todo o país vão estar envolvidos este sábado e domingo numa “maratona” de solidariedade integrada na comemoração dos 90 anos do Corpo Nacional de Escutas.


A iniciativa, que também pretende honrar a memória do fundador do maior movimento juvenil católico, Robert Baden-Powell, vai permitir a crianças, jovens e adultos desenvolverem “voluntariado junto dos outros e para os outros”, numa espécie de “boa acção coletiva”, realça o chefe nacional Carlos Pereira, numa mensagem veiculada através da internet.


O coordenador do CNE espera que o evento se afirme como “uma grande manifestação de escutismo” numa ocasião “de acção de graças” e que os grupos envolvidos possam “contribuir para a felicidade dos outros”.


As “48 horas de Voluntariado” contam com a participação dos elementos da 4.ª secção do CNE, os Caminheiros, com idades entre os 18 e os 22 anos, acompanhados pela respectiva direcção de agrupamento.


Com o apoio dos voluntários inscritos, “os escuteiros católicos vão intervir em áreas de apoio social, património, ambiente, cultura, educação e saúde” e esperam beneficiar mais de 20 mil pessoas.


Entre os projectos a implementar vão estar trabalhos de recuperação em escolas, mercados e outras infraestruturas, a colaboração na limpeza de matas e criação de trilhos e ainda o apoio a instituições sociais na recolha e distribuição de bens aos mais carenciados.


iniciativa decorre em todos os locais onde o CNE está implantado, de norte a sul de Portugal continental e também nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, com o objectivo de “evidenciar a diversidade de âmbitos” que podem constituir o “serviço à comunidade” e “valorizar os escuteiros enquanto escola de voluntariado”.


Carlos Pereira classifica a iniciativa como uma “atividade simples mas mobilizadora que, nas diversas comunidades locais, vai dar sentido a dois dos pensamentos mais marcantes de Baden-Powell: deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos e só se é feliz contribuindo para a felicidade dos outros”.


Corpo Nacional de Escutas, nascido do movimento mundial escutista fundado em 1907 pelo inglês Robert Baden-Powell (1857-1941) encontra-se actualmente implantado nas 20 dioceses católicas do país, com cerca de 1100 agrupamentos locais, somando um total de aproximadamente 70 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos.  


Em cada agrupamento funcionam, regra geral, quatro unidades, cada qual respeitando a uma faixa etária concreta: lobitos (6 aos 10 anos), exploradores/moços (10 aos 14 anos), pioneiros/marinheiros (14 aos 18 anos) e caminheiros/companheiros (18 aos 22 anos).


JCP

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O Agrupamento 670 do Corpo Nacional de Escutas, com sede em Grândola, também participa nesta actividade nacional, com uma responsabilidade acrescida porquanto organiza-a para toda a diocese de Beja, estando prevista a participação de aproximadamente 400 jovens escuteiros da região escutista de Beja.

Uma actividade que entre outras acções envolve a realização da missa dominical da paróquia de Grândola que se realizará pelas 11:30 horas, num dos pavilhões do Parque de Exposições e Feiras de Grândola, que será retransmitida no canal de televisão da paróquia Meo 446864.

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Beja: Bispo diocesano vai pedir coadjutor ao Vaticano

D. António Vitalino diz que precisa de ser ajudado nas "tarefas pastorais"


Beja, 22 Fev 2013 (Ecclesia) – D. António Vitalino deseja pedir ao Papa um bispo coadjutor para o ajudar nas “tarefas pastorais” e suceder-lhe como responsável pela Igreja na diocese de Beja, informa o jornal diocesano na edição desta semana.

Segundo o “Notícias de Beja”, a vontade do bispo de Beja foi comunicada na Sé local no fim da missa que celebrou no primeiro domingo da Quaresma (dia 17 de Fevereiro).

Para D. António Vitalino, o bispo coadjutor é necessário para o “ajudar nas tarefas pastorais, mormente no acompanhamento do Sínodo Diocesano”, e para lhe suceder “aos completar 75 anos”, informa o semanário diocesano.

“D. António Vitalino deseja louvavelmente que, ao deixar a diocese, o seu sucessor seja conhecedor dos problemas pastorais do Alentejo e das pessoas que vão ser confiadas ao seu múnus episcopal”, refere o director do jornal, Alberto Batista.

Segundo o semanário, a nomeação do bispo coadjutor é esperada ainda este ano.

Natural de Vila Verde (Braga), D. António Vitalino completa 72 anos em Novembro próximo; ordenado bispo em 1996, foi auxiliar de Lisboa até 1999, ano em que foi nomeado para Bispo de Beja.

PR

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Sino da capela da Penha

Muitos tem sido os contactos recebidos pela paróquia, sobre um eventual desaparecimento do sino da capela de Nossa Senhora da Penha.

Efectivamente, o sino foi temporariamente retirado, a fim de que a sua base em madeira fosse restaurada, nas oficinas da Câmara Municipal, em virtude de se encontrar muito degradada.

Uma imagem do mesmo após o restauro: