segunda-feira, 18 de março de 2013

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Festival Terras Sem Sombra 2013

O Festival Terras Sem Sombra para 2013 já mexe, embora ainda não se conheça o programa na íntegra, já se sabe que:
  • No dia 04 de Maio, teremos um concerto na igreja matriz de Grândola.
  • No dia 05 de Maio teremos uma acção de promoção ambiental nas redondezas de Grândola.
Ficamos a aguardar mais pormenores, mas convidamos desde já os nossos visitantes a reservarem estes dias nas suas agendas, pois serão certamente, actividades com a superior qualidade com que o Festival Terras Sem Sombra nos tem brindado nos últimos anos.

domingo, 17 de março de 2013

Actividades religiosas na próxima semana

20 de Março - Quarta-feira - Missa na Aldeia do Pico, 16:30 horas;

20 de Março - Quarta-feira - Celebração Penitencial, 21:00 horas, Igreja Matriz (Grândola);

22 de Março - Sexta-feira - Celebração penitencial para os mais novos, 18:00 horas, Igreja Matriz.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Obrigado papa Bento XVI


 anúncio da renúncia do papa Bento XVI, feito na primeira pessoa, surpreendeu muitos, entre defensores e detractores, e tornou-se assunto de primeira página em grande parte da comunicação social.

Apesar desta possibilidade constar no Código de Direito Canónico, poucos imaginariam que ela fosse posta em prática, e logo por este papa. Na verdade, a falta de objectividade de tantas notícias, associada a outras razões e interesses, mais ou menos velados, transmitiu deste homem uma imagem pouco positiva, que o tempo e alguns gestos ao longo do seu pontificado foram redimensionando, revelando-se então o verdadeiro rosto deste homem tímido e humilde, mas firme e decidido de timoneiro da “barca de Pedro”.

Os Homens são todos diferentes e os papas não fogem à regra. Entre Bento XVI e João Paulo II havia muitas diferenças, mas unia-os o grande amor pela Igreja e pela Humanidade, e o desejo de uma profunda renovação da Igreja, para poder cumprir com autenticidade a sua missão de ser sinal do amor de Deus por nós seres humanos. Uma outra tónica comum foi o compromisso de trabalharmos juntos para tornar mais humano, justo e fraterno o Mundo em que vivemos.

Apesar da brevidade deste pontificado (menos de oito anos), ele deixa marcas profundas que a história, se no presente lhe não for feita justiça, confirmará: a aposta no diálogo com crentes e não crentes; a confiança na razão e no diálogo entre esta e a fé; a renovação das estruturas da Igreja e a firmeza no combate aos erros e desvios, etc.

Em pouco tempo este digno sucessor de Pedro fez muito, sem nunca se deixar deslumbrar pela tentação do poder, antes reconhecendo e afirmando sempre a sua condição de servo, que veio para servir, pelo que, sentindo ser ingente a renovação da Igreja e poucas as forças para tão hercúlea missão, com humildade e grandeza de alma, entendeu ter chegado a hora de passar o testemunho.

Obrigado papa Bento XVI pela sua ousadia e clarividência.
 

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário

segunda-feira, 11 de março de 2013

Concerto da Páscoa


Realiza-se no próximo dia 06 de Abril de 2013, pelas 21:00 horas, na Igreja Matriz de Grândola, um Concerto da Páscoa, com a participação de:
  • Coro da Paróquia de Grândola
  • Júlia Coelho
  • MorenitóTuna
Não falte!

sexta-feira, 8 de março de 2013

A grandeza de um gesto


A minha estima e admiração pelo Papa Bento XVI cresceu exponencialmente com a notícia da sua renúncia. Na verdade, só um homem da estatura, mas também da simplicidade, de Josef Ratzinger nos poderia desarmar e surpreender com este gesto que causou, decerto, desconcerto e desconforto em tantos, mesmo entre aqueles que constantemente inventavam factos para o denegrirem. Para mim ficou claro que quem assim agia não conhecia a magnanimidade da alma deste homem. A história se encarregará de lhe fazer justiça, disso não tenho dúvida. É isto que, infelizmente, sucede tantas vezes, mesmo noutros âmbitos da vida: criam-se imagens que não correspondem à verdade, e a partir daí não há a preocupação de mostrar a realidade, antes se constrói a partir de preconceitos. Quando os fins justificam os meios, entra-se na lógica do "vale tudo" e deixa de haver limites: é tudo subjectivo, é tudo relativo!

De entre os muitos comentários que li na sequência deste gesto, houve um que me impressionou em especial e que dizia desta forma incisiva: "O papado perdeu em divindade e ganhou em humanidade''. Na verdade, o Papa não é nem um Anjo nem um Santo, mas antes um homem que Deus chamou e a quem foi conferida a missão maior de guiar a Igreja e de ser garante da comunhão desta grande comunidade espalhada pelos cinco Continentes. Cada Papa é diferente, vive num tempo naturalmente diferente, tem características próprias que o distinguem e identificam, e conduz a Igreja com um carisma igualmente específico, embora sempre animado pelo Espírito Santo.

O pontificado de Bento XVI, apesar de breve, deixa traços profundos na Igreja e no Mundo que vale a pena, mesmo que de forma sintética lembrar: o diálogo inter-religioso; o diálogo entre cristãos (ecumenismo); a valorização da razão no diálogo com os não crentes; a renovação da Igreja; continuação do processo de universalização da Igreja e das suas estruturas; firmeza no combate aos excessos dentro e fora da Igreja; afirmação da centralidade da Doutrina Social da Igreja como meio evangelizador e insubstituível na sua acção pastoral, etc.

Voltando ao gesto do Papa, penso poder dizer com todo o realismo, que esta sua atitude manifesta a opção radical de quem veio para servir e não para ser servido. De facto, só quem tem como valor primeiro o bem e o serviço dos outros pode agir como o Papa Bento XVI fez, não se deixando deslumbrar pelo poder, nem procurando nele permanecer até perder as capacidades e/ou "cair da cadeira". A noção perfeita das nossas capacidades e limitações é fundamental para exercermos bem a nossa missão, qualquer que ela seja e, às vezes, não é uma questão de idade, é antes a expressão de uma grande lucidez e, naturalmente, sinal de humildade, a qual segundo a expressão de Sta Teresa de Ávila "é a verdade".

As decisões importantes, quer se trate da nossa vida quer de qualquer outro âmbito, devem, de facto, ser tomadas enquanto temos capacidade de discernimento e decisão.

Obrigado Papa Bento XVI pela sua pessoa e acção pastoral, e pela sua ousadia e clarividência.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 251, 08 de Março de 2013