sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Passeio à Grècia em 2015

Programa Provisório * JULHO de 2015

GRÉCIA – Passos de S. Paulo

Visitando: Atenas, Corinto, Micenas, Epidauro, Delfos, Kalambaka, Veria, Tessalónica, Filipos, Kavala, Cruzeiro às Ilhas Aegina, Hydra e Poros

1º Dia: Lisboa / Atenas
Saída de Grândola em hora a indicar. Assistência nas formalidades de embarque pela representante Travel VilaMorena e partida do avião com destino a Atenas, fazendo escala numa cidade europeia. Chegada, desembarque, assistência prestada pelo nosso guia local e transporte ao hotel 4*. Instalação, jantar e alojamento.

2º Dia: Atenas / Corinto / Micenas / Epidaurus / Atenas
Pequeno-almoço no hotel. De manhã, saída para visita de dia inteiro com destaque para o Canal de Corinto. Continuação ao longo da costa até chegar à antiga cidade de Corinto: Visita à Acrópole e Ruínas, recordação de S. Paulo
(Act 18; Cartas aos Coríntios: a teologia de Paulo), sua história e civilização. A presença de Paulo na região e importância da Comunidade de Coríntio. Continuação para Micenas, que no segundo milénio A.C., foi a capital da civilização micénica. Visita ao Túmulo de Agamenon, Palácio e Porta dos Leões. Almoço em restaurante local. De tarde, continuação da viagem para Epidauros: visita ao Teatro, o mais bem conservado da Grécia e famoso pela sua notável acústica, o Santuário de Esculápio, deus da medicina: a importância deste santuário na cultura grega. Ao fim da tarde, regresso a Atenas. Jantar e alojamento no Hotel.

3º Dia: Atenas / Delfos / Kalambaka
Pequeno-almoço no hotel e saída em direcção a Delfos, santuário fundado no 2º milénio A.C. O seu oráculo veio a ser o mais importante da Grécia Clássica, tendo-se mantido em funcionamento até ao século IV d.C. Almoço num restaurante local. De tarde visita do conjunto arqueológico de Delfos, com destaque para o Templo de Apolo, o Teatro, Estádio, Capelas dos Tesouros de Atenas e Esparta e a Praça do Mercado. No Museu, destaque para o Condutor de Carro de Bronze, da autoria de Sótades (séc. IV a.C.). Contemplação do ambiente maravilhoso que rodeia Delfos e suas paisagens. Depois viagem para Kalambaka, conhecida mundialmente pelos seus mosteiros construídos no topo das montanhas de Meteora, num conjunto de rara beleza, considerado pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade. Chegada ao hotel, instalação, jantar e alojamento.

4º Dia: Kalambaka / Veria / Tessalónica
Após o pequeno-almoço, saída para visita de dois dos mosteiros de Meteora em direcção a Veria, local marcado pela presença de São Paulo. Breve visita panorâmica e prosseguimento para Tessalónica. Almoço durante o percurso. Chegada, instalação, jantar e alojamento no hotel.

5º Dia: Tessalónica / Filipos / Kavala / Tessalónica
Pequeno-almoço no hotel. De manhã viagem para Filipos, importante cidade da mesma época, centro de uma região então próspera pelo ouro e prata, cidade onde S. Paulo dirigiu a primeira carta na Grécia. Seguimos para Kavala, antiga capital da região da Macedónia, de onde se destaca o anfiteatro e o seu bonito porto de mar, porta de entrada de São Paulo na Europa, acompanhado por Silas e Timóteo. Almoço num restaurante local. Regresso a Tessalónica. Jantar e alojamento no hotel.

6º Dia: Tessalónica / Atenas
Pequeno-almoço no hotel e visita desta importante cidade. Visita à igreja de S. Demétrio, Museu Arqueológico, recordação de Filipe II “Pai de Alexandre Magno”, Rotunda de S. Jorge com os seus magníficos mosaicos e que, segundo a tradição, foram construídos em locais onde S. Paulo pregou. Importância das Cartas aos Tessalonissences. Saída em direcção a Atenas, com paragem para almoço durante o percurso. Chegada a Atenas ao fim da tarde. Instalação, jantar e alojamento no hotel.

7º Dia: Atenas – Cruzeiro Ilhas Aegina, Hydra e Poros
Após o pequeno-almoço, partida para o porto de Pireus para embarque num cruzeiro, com almoço incluído, pelas Ilhas gregas Aegina, Hydra e Poros, que pertencem ao grupo das ilhas Argo-Sarónicas. Chegada a Aegina, este bonito porto natural. Visita ao Templo de Aphea. Em hora a determinar embarque e partida para Hydra. Chegada a esta sofisticada e pitoresca ilha e tempo para visitas a gosto pessoal. Embarque e saída para Poros. Chegada a este pitoresco porto depois de cruzar o estreito do Peloponeso e Poros. Visita de cidade. Regresso ao porto de Pireus. Chegada, desembarque e transporte ao hotel. Jantar e alojamento.

8º Dia: Atenas / Porto ou Lisboa
Pequeno-almoço no hotel e início da visita da cidade antiga e moderna, com destaque para o Estádio Olímpico, Palácio Real, Academia, Universidade, Museu Nacional (exterior), Templo de Zeus, Teatro Dionísios. No sopé da Acrópole podemos ver o local onde se encontrava o Areópago, onde S. Paulo teve aquele eloquente discurso, ao anunciar ao povo ateniense a Boa Nova, tendo convertido o areopagista Dionísio, mais tarde padroeiro da cidade. Subida à Acrópole, um dos lugares mais famosos de toda a cultura universal, onde se podem admirar e visitar as maravilhosas construções: o Partenon, o Erecteion, o Templo de Atena Nike, Teatro de Dionísio e o Propileu, a monumental entrada da Acrópole. Almoço em restaurante local. De tarde visita ao novo Museu da Acrópole de grande valor histórico e importante espólio. No final, transporte ao aeroporto. Assistência nas formalidades de embarque e partida em voo regular com destino ao Porto ou a Lisboa, com mudança de avião numa cidade europeia. Chegada, desembarque. Transporte para Grândola. Fim dos nossos serviços.


Travel Vila Morena – Viagens e Turismo Unipessoal Lda.
Contribuinte nº 509 997 929 * RNAVT 3079 * Capital Social 25.000.00 Euros 
Rua Dom Nuno Alvares Pereira nº 150 Loja A, 7570 239 Grândola
Tel. 269 184 288 Fax 269 184 289 Tlm 964046564
geral@travelvilamorena.com * soniaoliveira@travelvilamorena.com


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Férias: solidariedade e esperança


mbora não seja notícia de primeira página, a verdade é que ano após ano cresce o número, sobretudo de jovens, que prefere viver as férias numa dimensão de gratuidade e serviço ao próximo, dentro do nosso país ou noutro, preferencialmente de língua portuguesa. Não é a maioria, nem será uma multidão, mas para mim é um sinal convincente daquilo que o ser humano é capaz quando descobre a riqueza do dar e do dar-se.

Dir-me-ão que estes gestos são uma gota de água num oceano e talvez seja verdade, mas também não é menos verdade que, muitas gotas, multiplicadas, poderão dar origem a um pequeno riacho donde pode brotar vida nova. Quantas vezes, simples pessoas e pequenos gestos inverteram o curso da história?

Não posso, por isso, concordar com os pessimistas, que afirmam termos entrado numa espiral de egoísmo e individualismo incontroláveis, pelo que, não há razões para a esperança. Também não posso alinhar no diapasão daqueles que continuam a insistir no EU, no consumo, na diversão, no culto dos bens materiais, como a única realidade que nos preenche e para os quais vale a pena viver.
 
Como homem e como cristão costumo repetir para mim próprio, antes de mais, a afirmação de S. Francisco de Assis: “É dando que se recebe, é amando que se é amado, é perdoando que se é perdoado.” O egoísmo não traz verdadeira felicidade, nem os bens materiais, por mais importantes e necessários que sejam, bastam para preencher o coração humano e dar resposta às inquietações mais profundas que nele habitam e que anseiam por respostas.

Não duvido que será esse o resultado da experiência que centenas de jovens portugueses farão neste verão e que, decerto, os tornará pessoas diferentes, melhores, mais sensíveis ao próximo, mais conscientes da importância do serviço autêntico e genuinamente voluntário e desinteressado. Para os povos visitados, esta missão é um sinal de esperança, semente dum amanhã melhor, de um futuro mais risonho.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, nº 1683, 25 de Julho de 2014



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Obras na Casa do Ermitão da Capela do Viso

Desde 2012 que a Casa do Ermitão junto à Capela do Viso tem estado a sofrer obras de recuperação de forma tornar possível que se constitua como um centro nevrálgico de apoio às actividades religiosas desenvolvidas na capela, mas também num espaço activo para actividades comunitárias, religiosas e associativas.

No ano de 2014 foi dado mais um passo nessa recuperação com a forra interior dos tectos das várias salas.

Ficam algumas imagens do progresso das obras de recuperação:



Obras na Igreja Matriz de Azinheira dos Barros

Com o objectivo de preparar a Igreja para as Festas que este ano decorrerão particularmente no dia 17 de Agosto, iniciaram-se neste mês de Julho algumas intervenções que passamos a discriminar: substituição de tábuas no tecto da Igreja; pintura de todo o tecto; reboco e pintura dentro e fora da Igreja; revisão dos telhados.

A Câmara Municipal, na sua carpintaria, está a trabalhar no novo guarda-vento que deverá ser instalado até ao dia 17 de Agosto. Bem haja por mais esta excepcional colaboração do nosso Município. Seguir-se-á o guarda-vento da Igreja de S. Jorge, no Lousal.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Papas Nossos Contemporâneos


Depois de ter escrito sobre os Papas João XXIII e João Paulo II, a propósito da sua canonização sinto-­me na obrigação de dizer também algumas palavras sobre os outros Papas nossos contemporâneos, a saber: Paulo VI, João Paulo I e, claro, Francisco.

Tal como aconteceu com João XXlll, o meu conhecimento de Paulo VI é fruto das leituras e do estudo que fui fazendo ao longo dos anos, e a verdade é que, quanto mais o conheço, mais o admiro. Este grande homem nasceu numa família de convictas tradições democráticas e, por isso, sofreu (o seu pai em particular) as agruras da ditadura de Benito Mussolini (ltália). A sua estrutura democrática trouxe-lhe a incompreensão de algumas ditaduras dentro e fora da Europa, Espanha e Portugal incluídos. A ele devemos a condução da Igreja durante o Concílio Vaticano II (1963) até 1978, período marcado por autênticas mutações da Sociedade e da Igreja, em praticamente todos os sectores. Tentar aplicar o Concílio Vaticano II, projecto difícil e complexo, valeu-lhe muitas incompreensões, sofrimentos e críticas, quer por parte de sectores vanguardistas, quer pelos ultraconservadores. A sua actuação, porém, caracterizou-se sempre por um grande equilíbrio, por uma hábil diplomacia mista de diálogo e abertura, pela firmeza das decisões, pela amplitude da sua visão, pela clareza e profundidade do seu pensamento. Os documentos saídos da sua pena são disso clara expressão. Por tudo isto e muitíssimo mais, creio que este extraordinário homem deverá ser mais estudado, direi mesmo reabilitado, em nome da verdade em que viveu, defendeu e anunciou.

De João Paulo I, infelizmente, não tenho muito para dizer, pois o seu pontificado foram apenas 33 dias. É claro que um pontificado tão breve mereceu logo dos profissionais dos mistérios e intrigas palacianas, motivo para conjecturas, gerando assim a possibilidade de venderem mais umas obras e manter em suspenso a opinião pública. Albino Luciani, de seu nome, deixou um breve legado que não permanecerá, contudo, no anonimato, na medida em que ele emergirá e permanecerá justamente como o Papa do sorriso, da simplicidade e da bondade, que encheu a Igreja de alegria e de esperança, e fez despertar alguns adormecidos "homens e mulheres de boa vontade" (João XXIII).

De Francisco, em tão pouco tempo há já tanto a dizer; e que mais surpresas ele nos fará? Para mim e para muitos, ele é uma autêntica surpresa de Deus, pois não constava nas listas dos "Papabili", é um verdadeiro "furacão" que veio confirmar o Concílio Vaticano II como bússola para o caminho que a Igreja deve trilhar decididamente, e que insiste em que, ela (Igreja) para ser credível junto dos homens e mulheres deste tempo, não precisa de estar sempre à procura de "inimigos" para se justificar nas suas posições, mas, antes pelo contrário, necessita de se envolver no meio do Mundo, qual fermento e sal, sem ter medo de se aproximar das "periferias", nem de dizer o que pensa de forma destemida, mesmo que seja contra aqueles que, como diz Jesus no Evangelho: "não entram nem deixam entrar". Já o Papa Bento XVI, aliás, quando esteve em Portugal (2010), disse, para quem o quis ouvir que: "muitos dos problemas da Igreja não estão fora, mas dentro dela." Espero e desejo que o "Efeito Francisco" continue a cumprir a sua missão de acordar, interpelar e conduzir pelos caminhos da conversão e da renovação, as pessoas, instituições e estruturas da Igreja, sobretudo, as mais cristalizadas, profissionalizadas e superficializadas…


Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 267, 11 de Julho de 2014


sábado, 5 de julho de 2014

Critérios dos homens e critérios de Deus


escobri o Papa João XXIII nas leituras que fui fazendo ao longo dos anos. Segundo critérios humanos, pela sua avançada idade, ele seria um “Papa de transição”, e afinal foi o homem da renovação e da abertura da Igreja ao Mundo, ao diálogo com crentes e não crentes. Devemos-lhe a intuição do Concílio Vaticano II (1962-1965), o mais importante acontecimento eclesial dos nossos tempos.

Sucedeu-lhe um homem extraordinário e não menos providencial, Paulo VI. Dotado de uma clarividência, de intuições proféticas, de um estilo claro e profundo, conduziu a “barca de Pedro” por entre as tormentas de um Mundo em mutação e de uma Igreja em crise de identidade, e de deserção de clero. A seguir, tivemos um brevíssimo pontificado de João Paulo I, que, com o seu sorriso e palavras, conquistou o Mundo.

Sucedeu um dos mais longos pontificados, o de João Paulo II, também ele declarado recentemente Santo. Recordo-o como o Papa da minha juventude. Assistiu à queda de duas ditaduras, e foi obreiro de “Uma Europa do Atlântico aos Urais”. Como primeiro “Papa global”, levou a mensagem de Cristo a todo o Mundo, instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude e contribuiu para a renovação da Igreja.

Bento XVI teve a ingrata missão de suceder a um “gigante da Fé”, mas a História lhe fará justiça, pela aposta clara que fez no diálogo com cristãos e crentes de outras Religiões, com o Mundo da Cultura e da Ciência. A sua craveira intelectual permanecerá na Igreja como um precioso legado do “essencial cristão”.

Todos somos neste momento testemunhas da acção deste autêntico “furacão de Deus” que é o Papa Francisco. Sobre ele muito mais haverá a dizer, mas os dados não mentem. O “Efeito Francisco” como muitos já lhe chamam, está a despertar a Igreja, convidando-a a renovar-se, a chegar às “periferias”, para que ninguém fique excluído do amor de Deus. Para um cristão a eleição de um Papa não é um mero exercício de contabilidade, de influências ou estratégias; mas sim, um sinal claro da presença de Deus e do Seu Espírito nesta Igreja, “Santa, de pecadores” (João XXIII). Todos eles são diferentes, mas cada um foi e é a resposta de Deus para cada momento da história.


Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, nº 1680, 04 de Julho de 2014