domingo, 22 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Duvidar e errar é humano
enho dúvidas muitas vezes, em variadas circunstâncias, e sobre imensas questões, porque decidir e decidir bem não é coisa fácil. Tenho, contudo, alguma relutância em aceitar que se entenda a liberdade como o alibi perfeito para dizer tudo sem limites, ofender sem direito ao contraditório, afirmar sem provar o que se afirma, julgar e condenar na praça pública, antes dos tribunais ou mesmo à revelia dos mesmos.
Como cristão e sacerdote, sei e sinto como a fragilidade, o erro, o pecado, são inerentes à condição humana e, por isso, deveríamos ter sempre muito cuidado com o juízo que fazemos uns dos outros, não aceitando como certo e verdadeiro aquilo que se baseia tão-somente em meras suposições e impressões.
Em plena e luminosa Idade Média, S. Tomás de Aquino legou-nos as três Fontes da Moralidade: Sujeito, Objecto e Circunstâncias. O Sujeito é a pessoa que pensa, age, tem intenções e finalidades. O Objecto, que pode ser bom, mau, neutro ou indiferente, indica a dimensão objectiva da moral. As Circunstâncias são as condicionantes do nosso agir, que, apesar de nunca tornarem bom aquilo que é mau, podem ajudar a redimensionar a responsabilidade do sujeito. É, pois, tão fácil errar quando julgamos a partir exclusivamente da dimensão objectiva, e dessa cátedra emitimos as nossas sentenças, esquecendo a pessoa concreta e as circunstâncias que a rodeiam.
A Bíblia utiliza, entre outras expressões, a palavra Coração, para significar a nossa consciência, o nosso eu mais profundo, e assim nos prevenir da tentação de julgar os outros a partir do que vemos, pois só Deus e nós próprios (nem sempre) somos capazes de saber o que vai no íntimo do nosso coração.
Por tudo o que acabo de afirmar, que sei de antemão não ser fácil de explicar e de entender, creio que temos de ser muito tolerantes e prudentes quando nos pronunciamos sobre os outros, pois, como diz Jesus no Evangelho: “Quem estiver sem pecados, que atire a primeira pedra”.
Como cristão e sacerdote, sei e sinto como a fragilidade, o erro, o pecado, são inerentes à condição humana e, por isso, deveríamos ter sempre muito cuidado com o juízo que fazemos uns dos outros, não aceitando como certo e verdadeiro aquilo que se baseia tão-somente em meras suposições e impressões.
Em plena e luminosa Idade Média, S. Tomás de Aquino legou-nos as três Fontes da Moralidade: Sujeito, Objecto e Circunstâncias. O Sujeito é a pessoa que pensa, age, tem intenções e finalidades. O Objecto, que pode ser bom, mau, neutro ou indiferente, indica a dimensão objectiva da moral. As Circunstâncias são as condicionantes do nosso agir, que, apesar de nunca tornarem bom aquilo que é mau, podem ajudar a redimensionar a responsabilidade do sujeito. É, pois, tão fácil errar quando julgamos a partir exclusivamente da dimensão objectiva, e dessa cátedra emitimos as nossas sentenças, esquecendo a pessoa concreta e as circunstâncias que a rodeiam.
A Bíblia utiliza, entre outras expressões, a palavra Coração, para significar a nossa consciência, o nosso eu mais profundo, e assim nos prevenir da tentação de julgar os outros a partir do que vemos, pois só Deus e nós próprios (nem sempre) somos capazes de saber o que vai no íntimo do nosso coração.
Por tudo o que acabo de afirmar, que sei de antemão não ser fácil de explicar e de entender, creio que temos de ser muito tolerantes e prudentes quando nos pronunciamos sobre os outros, pois, como diz Jesus no Evangelho: “Quem estiver sem pecados, que atire a primeira pedra”.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, nº 1712, 13 de Fevereiro de 2015
As lntolerâncias e Fundamentalismos Hodiernos
Estão bem presentes na nossa memória colectiva os massacres em França, os quais mereceram um repúdio (quase) unânime de todos os confins deste nosso planeta; infelizmente, poucos se referiram aos massacres na Nigéria, que ceifaram a vida a milhares de pessoas, e que continuam semana após semana, a marcar o quotidiano deste grande e sofredor país africano, que necessita também da nossa atenção, preocupação e solidariedade. Muitos outros conflitos e barbaridades continuam também, sem ser notícia, mas a suceder todos os dias, nesta aldeia global, numa cadeia ininterrupta de sofrimentos que clamam desesperadamente no deserto do silêncio, da injustiça e da indiferença.
Espero que o novo ano nos ajude a despertar da letargia e insensibilidade perante o sofrimento alheio, porque, afinal, somos uma única família humana, cada vez mais interdependente e até com a capacidade de acompanhar, através das novas vias de comunicação e das redes sociais, o que vai acontecendo transversalmente neste mundo. Desejo que todas estas potencialidades nos aproximem efectiva e afectivamente e não só virtualmente, nos tomem mais irmãos e não meros conhecidos, ou pior ainda, desconhecidos, apesar de circularmos e de quase nos atropelarmos no ciberespaço.
Gostaria ainda de partilhar com os nossos leitores mais algumas inquietações.
Hoje é comum, ao falar-se de fundamentalismo, dar-lhe uma carga religiosa que, porém, me parece não ser a única. Deixo apenas alguns exemplos que, na minha opinião, me parecem bem elucidativos do que pretendo transmitir:
Espero que o novo ano nos ajude a despertar da letargia e insensibilidade perante o sofrimento alheio, porque, afinal, somos uma única família humana, cada vez mais interdependente e até com a capacidade de acompanhar, através das novas vias de comunicação e das redes sociais, o que vai acontecendo transversalmente neste mundo. Desejo que todas estas potencialidades nos aproximem efectiva e afectivamente e não só virtualmente, nos tomem mais irmãos e não meros conhecidos, ou pior ainda, desconhecidos, apesar de circularmos e de quase nos atropelarmos no ciberespaço.
Gostaria ainda de partilhar com os nossos leitores mais algumas inquietações.
Hoje é comum, ao falar-se de fundamentalismo, dar-lhe uma carga religiosa que, porém, me parece não ser a única. Deixo apenas alguns exemplos que, na minha opinião, me parecem bem elucidativos do que pretendo transmitir:
- Há quem, em nome da liberdade de expressão, se sinta no direito de ofender quem bem entender, quase sem limites;
- Há quem se considere detentor e representante único da verdade, não reconhecendo aos outros o direito de pensarem e se exprimirem diversamente;
- Há quem, por ter acesso aos grandes meios de comunicação social ou a muita riqueza, se sinta no direito de impor as suas opiniões como as únicas válidas, desconsiderando e procurando destruir os que pensam de forma diferente;
- Há quem em nome da liberdade de expressão minta, omita, distorça a realidade, para que a mentira que se quer fazer passar, apareça pintada com as cores da verdade;
- Há quem em nome duma liberdade questionável continue a afirmar que alguns seres humanos têm direito a viver e outros não;
- Há quem continue a olhar para o Mundo pelo prisma dos números, das conjunturas e das estruturas, e não da realidade concreta das pessoas;
- Há quem continue mais preocupado em acumular riqueza, numa lógica do vale tudo, do que em pensar nas vidas que se fragilizam, marginalizam e destroem;
- Há quem procure servir-se e servir interesses corporativos, quando o objectivo primário deveria ser o bem comum;
- Etc.
A lista dos fundamentalismos é infindável, bem como as suas manifestações e consequências, pelo que, é urgente estarmos mais atentos e não nos esquecermos que a igualdade e a liberdade não têm um só sentido, nem uma só interpretação.
Desejo aos nossos leitores um novo ano de 2015 cheio de bons projectos e de uma vontade firme de darmos o nosso contributo para tornar mais justo e fraterno o nosso Portugal e o nosso Mundo.
Desejo aos nossos leitores um novo ano de 2015 cheio de bons projectos e de uma vontade firme de darmos o nosso contributo para tornar mais justo e fraterno o nosso Portugal e o nosso Mundo.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 274, 13 de Fevereiro de 2015
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Espectáculo de Solidariedade
No dia 13 de Março de 2015, realiza-se nos Pavilhões da Feira um Espectáculo de Solidariedade com Baile, a favor do Movimento Pequeno-almoço.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
sábado, 31 de janeiro de 2015
Sob o signo da esperança
ada ano que se inicia traz consigo um sem número de interrogações e de esperanças. O futuro não está escrito, o destino é uma utopia que acorrenta, e o livre arbítrio deve ser o horizonte em que nós seres humanos nos movemos e agimos, e as mudanças, podem acontecer de forma desconcertante.
Para mim, um dos sinais positivos que iluminou o ano de 2014 foi a aproximação entre Cuba e os Estados Unidos, depois de décadas de tensões, ameaças e um quase conflito nuclear de consequências catastróficas. É claro que há outros sinais de sentido inverso, como o atentado em Paris, mas é esta a realidade do nosso Mundo…
Como já tive ocasião de afirmar, sou um espírito optimista e creio que a fé me tem consolidado nesta convicção, que me leva a nunca baixar os braços. Muitas vezes recordo este pensamento: “Faz mais barulho uma árvore a cair do que uma floresta a crescer.” Necessitamos de muitas mais vontades que se comprometam em “plantar árvores”, para que o ambiente do nosso Mundo se transforme, se torne mais saudável, e a esperança frutifique.
O início de um novo ano é, por isso, uma ocasião propícia para que cada um de nós se interrogue, não sobre aquilo que esperamos que os outros façam, mas sobre aquilo que eu posso e quero realizar, para não permanecer apenas como uma mera intenção, mas dê origem a algo concreto.
Creio ainda que há um género de “árvores” que o Mundo e o nosso Portugal em particular têm necessidade: crianças! As estatísticas referem que houve um aumento tímido do número de nascimentos. A vida humana, não o esqueçamos, é um dom maravilhoso, e cada nova vida é um livro aberto e disponível para ser escrito. Não esperemos que seja apenas o Estado a agir (tem obrigação disso), mas que as empresas, as famílias e todas as instituições da nossa sociedade assumam a sua responsabilidade neste desígnio nacional. A maior riqueza de uma nação são precisamente as pessoas, assim nos ensina a nossa história secular.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, nº 1710, 30 de Janeiro de 2015
Acção de Formação de Visitadores de Idosos e Doentes
No sábado, dia 07 de Fevereiro de 2015, realiza-se no Salão Paroquial, sito na Travessa das Baptistas, uma Acção de Formação de Visitadores de Idosos e Doentes, integrada no programa +Próximo da Cáritas.
A acção que decorrerá entre as 10:00 e as 16:30 horas, com almoço partilhado no Salão Paroquial, será orientada pela Cáritas Diocesana de Beja.
A participação é livre, não sendo necessário efectuar qualquer inscrição.
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