quarta-feira, 25 de março de 2015

Ofertas





O MIG, através da Arq. Ana Morais, entregou na paróquia alguns alimentos que foram recolhidos entre os seus membros. Estes alimentos foram entregues às Conferências Vicentinas da Paróquia, para serem posteriormente entregues a famílias carenciadas. 


Muito obrigado ao MIG e á Arq. Ana Morais. 

Necessitamos de mais gestos desta natureza: contamos consigo!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Quaresma: Tempo de Frutificar na Caridade


Diz S. Paulo na 1.ª Carta aos Coríntios, no capítulo 13, que há três virtudes fundamentais na vida cristã, a que chamamos virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. Todas são importantes, mas a principal, na opinião dele, é a Caridade.

Estamos num período do ano a que chamamos Quaresma. Para os cristãos é uma ocasião propícia para estar mais atento à voz de Deus, pela oração mais fecunda, pela meditação na Palavra de Deus, pela participação envolvida e disponível nas celebrações tão ricas deste tempo, que nos convida, igualmente, à prática de alguns exercícios a que chamamos jejum e abstinência. Mas, outra das dimensões fundamentais e expressivas da Quaresma é a renúncia ao que não é essencial, e que somos convidados a pôr ao serviço do próximo, mais necessitado do que nós, através da partilha, da caridade em acto.

Multiplicam-se as iniciativas que apelam à nossa generosidade e partilha, e o importante é não ficarmos indiferentes, porque a indiferença é uma ”doença” que atordoa o coração e a sensibilidade, se vai espalhando, atrofiando, paralisando, ao ponto de nos poder fazer perder a noção da realidade, e de como os nossos gestos podem fazer toda a diferença, se multiplicados por muitos outros que, tal como nós, não querem permanecer passivos na indiferença. A Quaresma faz-nos, por isso, pensar em quanto bem pode ser operado pelos pequenos gestos de cada um de nós, e acreditar que todos podemos contribuir para mudar aquilo que considera­mos não estar bem Não basta passarmos a vida a lamentar-nos do que está mal, se não nos empenhamos em fazer qualquer coisa para que algo mude e melhore. O ser humano não é só capaz, infelizmente, de praticar as barbaridades que nos têm entrado ultimamente casa adentro, trazidos pela comunicação social, mas tem igualmente em si as potencialidades de ser um agente fantástico de transformação do que está mal, mas pode mudar, e de criação das condições para que este Mundo em que vivemos seja um local onde nos possamos efectivamente sentir como membros de uma só Família Humana, corresponsável por todos os seus membros.

Como já o tenho referido noutras ocasiões, acredito no ser humano, na capacidade de mudança e transformação das pessoas e na força do bem, que é imensamente superior ao mal, embora este faça mais barulho e seja (infelizmente) mais vezes notícia. O bem é difusivo por si mesmo, faz-nos bem a nós fazermos o bem, e há sempre quem beneficie daquilo de bom que podemos fazer. A Moral cristã diz, e parece-me que é claro, que: "quem é bom faz o bem". Jesus diz no Evangelho que: "uma árvore boa dá frutos bons".

Era bom que todos nos colocássemos nesta mesma disponibilidade de querermos ser diferentes e melhores, pois é possível Mas, mesmo sem estarmos nesta atitude, é sempre melhor fazer o bem do que fazer o mal, e isto está ao nosso alcance.

Aproveitemos para pensar naquilo que está nas nossas mãos, e é muito, e que poderá tomar o nosso Mundo um local mais justo, fraterno e solidário. Não nos deixemos anestesiar pela doença da indiferença e por uma das suas consequências, que é o egoísmo, irmão gémeo do individualismo que tanto mal tem feito à Humanidade.

Desejo aos nossos leitores uma Quaresma solidária, fraterna e comprometida. em favor do próximo, porque muito, imenso, está nas nossas mãos. Basta querer e agir!

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 275, 13 de Março de 2015


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Duvidar e errar é humano


enho dúvidas muitas vezes, em variadas circunstâncias, e sobre imensas questões, porque decidir e decidir bem não é coisa fácil. Tenho, contudo, alguma relutância em aceitar que se entenda a liberdade como o alibi perfeito para dizer tudo sem limites, ofender sem direito ao contraditório, afirmar sem provar o que se afirma, julgar e condenar na praça pública, antes dos tribunais ou mesmo à revelia dos mesmos.

Como cristão e sacerdote, sei e sinto como a fragilidade, o erro, o pecado, são inerentes à condição humana e, por isso, deveríamos ter sempre muito cuidado com o juízo que fazemos uns dos outros, não aceitando como certo e verdadeiro aquilo que se baseia tão-somente em meras suposições e impressões.

Em plena e luminosa Idade Média, S. Tomás de Aquino legou-nos as três Fontes da Moralidade: Sujeito, Objecto e Circunstâncias. O Sujeito é a pessoa que pensa, age, tem intenções e finalidades. O Objecto, que pode ser bom, mau, neutro ou indiferente, indica a dimensão objectiva da moral. As Circunstâncias são as condicionantes do nosso agir, que, apesar de nunca tornarem bom aquilo que é mau, podem ajudar a redimensionar a responsabilidade do sujeito. É, pois, tão fácil errar quando julgamos a partir exclusivamente da dimensão objectiva, e dessa cátedra emitimos as nossas sentenças, esquecendo a pessoa concreta e as circunstâncias que a rodeiam.

A Bíblia utiliza, entre outras expressões, a palavra Coração, para significar a nossa consciência, o nosso eu mais profundo, e assim nos prevenir da tentação de julgar os outros a partir do que vemos, pois só Deus e nós próprios (nem sempre) somos capazes de saber o que vai no íntimo do nosso coração.

Por tudo o que acabo de afirmar, que sei de antemão não ser fácil de explicar e de entender, creio que temos de ser muito tolerantes e prudentes quando nos pronunciamos sobre os outros, pois, como diz Jesus no Evangelho: “Quem estiver sem pecados, que atire a primeira pedra”.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, nº 1712, 13 de Fevereiro de 2015



As lntolerâncias e Fundamentalismos Hodiernos


Estão bem presentes na nossa memória colectiva os massacres em França, os quais mereceram um repúdio (quase) unânime de todos os confins deste nosso planeta; infelizmente, poucos se referiram aos massacres na Nigéria, que ceifaram a vida a milhares de pessoas, e que continuam semana após semana, a marcar o quotidiano deste grande e sofredor país africano, que necessita também da nossa atenção, preocupação e solidariedade. Muitos outros conflitos e barbaridades continuam também, sem ser notícia, mas a suceder todos os dias, nesta aldeia global, numa cadeia ininterrupta de sofrimentos que clamam desesperadamente no deserto do silêncio, da injustiça e da indiferença.

Espero que o novo ano nos ajude a despertar da letargia e insensibilidade perante o sofrimento alheio, porque, afinal, somos uma única família humana, cada vez mais interdependente e até com a capacidade de acompanhar, através das novas vias de comunicação e das redes sociais, o que vai acontecendo transversalmente neste mundo. Desejo que todas estas potencialidades nos aproximem efectiva e afectivamente e não só virtualmente, nos tomem mais irmãos e não meros conhecidos, ou pior ainda, desconhecidos, apesar de circularmos e de quase nos atropelarmos no ciberespaço.

Gostaria ainda de partilhar com os nossos leitores mais algumas inquietações.

Hoje é comum, ao falar-se de fundamentalismo, dar-lhe uma carga religiosa que, porém, me parece não ser a única. Deixo apenas alguns exemplos que, na minha opinião, me parecem bem elucidativos do que pretendo transmitir:

  • Há quem, em nome da liberdade de expressão, se sinta no direito de ofender quem bem entender, quase sem limites;
  • Há quem se considere detentor e representante único da verdade, não reconhecendo aos outros o direito de pensarem e se exprimirem diversamente;
  • Há quem, por ter acesso aos grandes meios de comunicação social ou a muita riqueza, se sinta no direito de impor as suas opiniões como as únicas válidas, desconsiderando e procurando destruir os que pensam de forma diferente;
  • Há quem em nome da liberdade de expressão minta, omita, distorça a realidade, para que a mentira que se quer fazer passar, apareça pintada com as cores da verdade;
  • Há quem em nome duma liberdade questionável continue a afirmar que alguns seres humanos têm direito a viver e outros não;
  • Há quem continue a olhar para o Mundo pelo prisma dos números, das conjunturas e das estruturas, e não da realidade concreta das pessoas;
  • Há quem continue mais preocupado em acumular riqueza, numa lógica do vale tudo, do que em pensar nas vidas que se fragilizam, marginalizam e destroem;
  • Há quem procure servir-se e servir interesses corporativos, quando o objectivo primário deveria ser o bem comum;
  • Etc.
A lista dos fundamentalismos é infindável, bem como as suas manifestações e consequências, pelo que, é urgente estarmos mais atentos e não nos esquecermos que a igualdade e a liberdade não têm um só sentido, nem uma só interpretação.

Desejo aos nossos leitores um novo ano de 2015 cheio de bons projectos e de uma vontade firme de darmos o nosso contributo para tornar mais justo e fraterno o nosso Portugal e o nosso Mundo.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 274, 13 de Fevereiro de 2015


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Espectáculo de Solidariedade

No dia 13 de Março de 2015, realiza-se nos Pavilhões da Feira um Espectáculo de Solidariedade com Baile, a favor do Movimento Pequeno-almoço.