domingo, 9 de outubro de 2016

Peregrinação da Paróquia de Grândola ao Santuário de Fátima


Peregrinação da Paróquia de Grândola 
23 DE OUTUBRO DE 2016 
Santuário de Fátima



No dia 23 de Outubro, irá realizar-se a Peregrinação da nossa Paróquia ao Santuário de Fátima.


PROGRAMA DA PEREGRINAÇÃO



6h - Partida junto à Câmara Municipal. Paragem no caminho.
10h – Recitação do Rosário na Capelinha. Entrega de um ramo de flores a Nossa Senhora.
11h – Participação na Eucaristia no Santuário de Fátima
13h - Almoço partilhado num dos Parques do Santuário.
14h – Tempo livre no Santuário.
15.30h – Via Sacra nos Valinhos. Visita às Casas dos Pastorinhos em Aljustrel.
17h – Partida para Grândola.
18.30h - Paragem no caminho para lanche ajantarado.
20.30h - Chegada a Grândola.
 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Boas notícias e más notícias


Quando nos anos 90 me encontrava em Itália a estudar, recordo-me que a minha atenção foi desperta para uma música, de um grupo musical chamado GenRosso, grupo internacional de mensagem cristã, na qual se fazia uma crítica pertinente e acutilante à comunicação social que só transmitia notícias negativas, "a crónica negra", como se mais nada existisse, ou fosse digno de ser noticiado.

Imagino que não deve ser tarefa fácil elaborar permanentemente notícias interessantes e apelativas, mas talvez valha a pena tentar diversificar as temáticas, de modo a incluir também aquilo que o grupo atrás mencionado chamava "a crónica branca", ou seja, aquilo que de bom, de positivo e até extraordinário, vai acontecendo neste vasto, rico e complexo Mundo que é o nosso.

De facto, com tanta notícia negativa que diariamente nos entra pela casa dentro, se não formos capazes de equilibrar os pratos da balança, ficamos seriamente limitados no nosso capital de esperança, pois parece não haver motivos para estarmos alegres e felizes neste Mundo, que apesar de todo o mal que nele existe, nos oferece também milhentas razões para acharmos que vale a pena viver e trabalhar nesta Casa Comum, tentando semear boas notícias, para que algo vá mudando, de facto, e não apenas plástica e superficialmente.

É verdade que as redes sociais e os novos canais de comunicação vieram democratizar o acesso à informação e criar alternativas às notícias que outrora dependiam quase exclusivamente dos grandes mass media; o que é um bem. A dificuldade que se nos coloca é que, perante o aumento exponencial de "material" informativo, se toma manifesta a nossa incapacidade de "digerir" tanta informação e de exercermos eficazmente a nossa capacidade de discernimento.

Como cristão, lembro aquilo que já muitas vezes tenho afirmado nas páginas do "Ecos": acredito nas pessoas, no que elas são capazes de construir, e na mudança de mentalidades e atitudes que podem acontecer e nos transformar em pessoas renovadas e melhores. Para Deus não há casos perdidos, nem pessoas totalmente irrecuperáveis; o arrependimento e a conversão são sempre possíveis. Creio que quem quiser aprofundar a mensagem de Jesus, nela irá encontrar razões para a esperança, para a alegria, para a paz e verdadeira comunhão entre pessoas.

Conheço imensos casos e na Página que a Paróquia de Grândola tem na Internet e nos meios complementares nela incluídos, procuramos transmitir testemunhos vivos disto mesmo, mostrando os pequenos e grandes milagres que todos os dias acontecem e que, apesar de não serem notícia na grande comunicação social, o são na de menor dimensão e, qual grão de mostarda, vão dando frutos e abrindo sulcos de vida, em vidas tantas vezes cansadas e desesperadas por não encontrarem respostas às suas inquietações profundas.

Tenho-o referido várias vezes e não me canso de o afirmar: o bem embora faça menos barulho, é superior e está mais disseminado do que o mal, e todos os dias acontecem coisas boas, maravilhosas que, se lhes fosse dada a devida importância, contribuiriam decisivamente para vivermos todos melhor, com mais qualidade devida, menos doenças, nomeadamente depressões e doenças do foro psicológico e psiquiátrico.

Que o período das férias ajude a despertar a nossa consciência para a necessidade de irmos semeando alternativas, que nos ajudem a despertar para o bem, para o bom e para o belo. Nesta missão todos somos responsáveis, cada um nos seus âmbitos...

in Ecos de Grândola, nº 293, 09 de Setembro de 2016


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Visitantes do Museu de Arte Sacra de Grândola


Inaugurado em Agosto de 2011 o Museu de Arte Sacra de Grândola tem registado ao longo dos anos um número contínuo de visitas:

Agosto de 2011 (inauguração) a Agosto de 2012 – 5.591 visitantes

Agosto de 2012 a Agosto de 2013 – 4.721 visitantes

Agosto de 2013 a Agosto de 2014 – 3.758 visitantes

Agosto de 2014 a Agosto de 2015 – 4.018 visitantes

Agosto de 2015 a Agosto de 2016 – 3.391 visitantes

TOTAL – 21.479 visitantes


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Religião e Humanismo


O fundamentalismo, venha ele donde vier, é um dos grandes perigos dos tempos modernos, porque facilmente e sem escrúpulos, subverte prioridades, secundarizando o essencial e sobrevalorizando o acessório; e o essencial são as pessoas: é o HOMEM.

Qualquer cristão que procure imitar Cristo perceberá que, para Ele, as pessoas, sobretudo os mais fragilizados e pobres, foram sempre a Sua prioridade; e, por isso, em sua defesa se comprometeu, ultrapassando preconceitos e preceitos humanos, pretensamente religiosos, na linha do que já antes haviam feito os grandes Profetas do Antigo Testamento. Estes, recorde-se, conscientes da sua missão de consciência crítica no meio do Povo de Israel, não se cansavam de criticar e condenar a religião pseudo-transcendente, que abandonando os caminhos da justiça e da misericórdia, se fixava em rituais superficiais e desumanizadores.

O Cristianismo, pois, para ser fiel a Cristo, deve ser um verdadeiro humanismo, aberto à transcendência (dirá o Papa Bento XVI) ou não será Cristianismo. Quem quiser conhecer Cristo e seguir o caminho que Ele nos propõe, de verdade, não tem alternativa ao humanismo, ao amor e serviço ao próximo, pois o amor a Deus confirma-se, prova-se no amor ao irmão. S. Tiago e S. João são concordes em afirmar isto mesmo ao dizerem que uma fé autêntica se vive e manifesta na complementaridade entre o amor a Deus e o amor ao próximo.

Este apelo é acolhido e vivido, sem margem para dúvidas, de forma extraordinária e desassombrada pelo nosso Papa Francisco, que constantemente nos incomoda e interpela, desafiando-nos a prosseguir, sem hesitação nem temor, por este caminho, que é afinal o caminho das obras de misericórdia.

Neste Ano Jubilar da Misericórdia, correndo o risco de repetir o que outros já disseram, não resisto em lembrar aos nossos leitores quais são as Obras de Misericórdia, este rico património secular, belo e desafiante programa de vida, que a Igreja propõe a quem quer dar sentido e conteúdo à sua existência, mesmo não sendo cristão ou católico. Qualquer homem ou mulher de "boa vontade" compreenderá a sua verdade, grandeza e beleza:

Obras de Misericórdia Corporais
1 - Dar de comer a quem tem fome;
2 - Dar de beber a quem tem sede;
3 - Vestir os nus;
4 - Visitar os doentes;
5 - Visitar os presos;
6 - Acolher os peregrinos;
7 - Enterrar os mortos.

Obras de Misericórdia Espirituais
1 – Dar bom conselho;
2 - Corrigir os que erram;
3 - Ensinar os ignorantes;
4 - Suportar com paciência as fraquezas do próximo;
5 - Consolar os aflitos;
6 - Perdoar os que nos ofenderam;
7 - Rezar pelos vivos e pelos mortos.

Há tanto bem a fazer e tanta gente carente, lá longe ou ao nosso lado; basta querer e agir!


Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Ecos de Grândola, nº 292, 12 de Agosto de 2016





segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Em nome de Deus! Mas que Deus?


ão entendo e estou em profundo desacordo com uma certa retórica que coloca Deus quase exclusivamente como juiz, como polícia, que vigia, que pune, que faz sofrer o Homem.

Esta postura pode ter origem em diferentes âmbitos religiosos ou filosóficos, mesmo no Cristianismo, o que considero ser um erro colossal, e o resultado, quiçá, de um sincretismo, que projeta sentimentos e atitudes humanas em Deus, uma espécie de teomorfismo, que não tem qualquer suporte no Evangelho.

Como cristão acredito, com S. Paulo, que Jesus “é a imagem visível de Deus invisível” e, por isso, ao olhar para Ele e para a sua mensagem, descubro com admiração e encanto a magnanimidade de um autêntico e extraordinário humanismo, aberto à transcendência, e que pretende preencher e dar sentido à vida do Homem, este ser criado à imagem e semelhança de Deus, dirá o Livro dos Génesis, e desafiado em Cristo a tornar-se filho de Deus, dirá S. Paulo.

Jesus revela-nos e eu vou descobrindo este Deus Pai, que ama, que admoesta por amor, e que está sempre disposto a acolher aqueles que se afastam do redil, porque o seu amor é infinitamente misericordioso e o seu perdão um permanente Hoje, com efeitos retroativos.

Este Deus é incompatível com o mal, embora nem sempre seja fácil responder a todas as situações com que nos deparamos no nosso quotidiano; só sei e acredito e tenho disso a experiência, que Ele não se pode divertir fazendo-nos sofrer. Não, esse não é o Deus que Jesus veio revelar. Mas haverá outro Deus para além deste? Não creio, embora respeite, obviamente, quem pensa de forma diferente.

Neste Ano da Misericórdia, é deste Deus que nós, cristãos, somos chamados a dar testemunho, para que, quem quiser fazer a experiência, comprove como isto é verdade, e como o Seu amor pode transformar quem O encontra ou se deixa encontrar por Ele. Se não somos capazes de o transmitir a culpa é nossa, não d´Ele, e, por isso, mudemos!

Como diria o Papa João Paulo II: não tenham medo!


Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, nº 1788, 29 de Julho de 2016


Dia de São Pedro em Melides



Dia 29 de Junho de 2016, celebrámos a Santa Missa e a Procissão do nosso Padroeiro, o S. Pedro. Obrigado a todos quantos colaboraram connosco e que vieram participar na Celebração da Missa e da Procissão unindo-se a nós. Obrigado à Banda SMOF, pois, graças à sua preciosa ajuda quase tocámos o Céu! Graças a Deus foram momentos de grande profundidade e oração. Cantámos e louvámos o Senhor!



in Ecos de Grândola, nº 291, 08 de Julho de 2016