segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Visita Pastoral à Paróquia de Santa Margarida da Serra

Aos fiéis cristãos e a todos os que habitam na Paróquia
de Santa Margarida da Serra, Arciprestado de Santiago do Cacém

A graça e a paz de Cristo Nosso Senhor estejam com todos vós!

Queridos irmãos e irmãs:

Saúdo-vos cordialmente no início deste novo ano em que o Senhor nos vai oferecer, a vós e a mim, a graça de uma Visita Pastoral.

A Visita Pastoral é um ponto alto na vida de cada comunidade cristã. Mais que uma visita do novo bispo, é o próprio Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor que vos visita, cheio de amor. Sim, Ele quer encontrar-se convosco para reavivar a vossa fé e relançar a vossa esperança de filhos de Deus, e para que, como membros da Igreja, cultiveis aquela caridade que fará de vós presença do Seu amor no meio do mundo, caridade que sendo fruto, é também semente da vida cristã. Ele vem ao vosso encontro e convida-vos a ir ter com Ele todos vós que andais sobrecarregados, todos vós para quem a vida é um fardo insuportável, para encontrardes n’Ele descanso para as vossas almas (Cf.Mt.11,28s). Ele aproxima-Se humildemente da vossa porta pedindo que O deixeis entrar: se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo! (Cf. Ap.3,20).

Nesta paróquia de Santa Margarida da Serra, a Visita Pastoral será nos dias 27 do mês de Janeiro.

Não desperdiceis, queridos irmãos, esta graça que marcará o ano de 2017 na vossa paróquia. Convido-vos a prepará-la bem, sobretudo com oração mais intensa, para que possa produzir fruto abundante em vossas vidas e comunidades cristãs.

Espero com entusiasmo esses momentos em que nos conheceremos mais de perto, em que o Senhor, pelo Seu Espírito, Se manifestará no meio de nós e em que nos alegraremos juntos celebrando os Seus louvores e convivendo como irmãos e amigos. Tenho-vos muito presentes na minha oração e no meu coração. Rezai pelos vossos pastores, rezai também por mim. O Senhor vos abençoe!

Beja,1 de Janeiro de 2017

+ J. Marcos
Bispo de Beja






Visita Pastoral à Paróquia de Grândola

Aos fiéis cristãos e a todos os que habitam na Paróquia
de Nossa Senhora da Assunção, Grândola, Arciprestado de Santiago do Cacém

A graça e a paz de Cristo Nosso Senhor estejam com todos vós!

Queridos irmãos e irmãs:

Saúdo-vos cordialmente no início deste novo ano em que o Senhor nos vai oferecer, a vós e a mim, a graça de uma Visita Pastoral.

A Visita Pastoral é um ponto alto na vida de cada comunidade cristã. Mais que uma visita do novo bispo, é o próprio Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor que vos visita, cheio de amor. Sim, Ele quer encontrar-se convosco para reavivar a vossa fé e relançar a vossa esperança de filhos de Deus, e para que, como membros da Igreja, cultiveis aquela caridade que fará de vós presença do Seu amor no meio do mundo, caridade que sendo fruto, é também semente da vida cristã. Ele vem ao vosso encontro e convida-vos a ir ter com Ele todos vós que andais sobrecarregados, todos vós para quem a vida é um fardo insuportável, para encontrardes n’Ele descanso para as vossas almas (Cf.Mt.11,28s). Ele aproxima-Se humildemente da vossa porta pedindo que O deixeis entrar: se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo! (Cf. Ap.3,20).

Nesta paróquia de Grândola, a Visita Pastoral será nos dias 26 a 29 do mês de Janeiro.

Não desperdiceis, queridos irmãos, esta graça que marcará o ano de 2017 na vossa paróquia. Convido-vos a prepará-la bem, sobretudo com oração mais intensa, para que possa produzir fruto abundante em vossas vidas e comunidades cristãs.

Espero com entusiasmo esses momentos em que nos conheceremos mais de perto, em que o Senhor, pelo Seu Espírito, Se manifestará no meio de nós e em que nos alegraremos juntos celebrando os Seus louvores e convivendo como irmãos e amigos. Tenho-vos muito presentes na minha oração e no meu coração. Rezai pelos vossos pastores, rezai também por mim. O Senhor vos abençoe!

Beja,1 de Janeiro de 2017

+ J. Marcos
Bispo de Beja



Os escuteiros no nosso concelho aprendem, na activa participação com os outros


No espírito de Baden Powell, grande homem, grande pensador e sobretudo um grande educador, o escutismo é um sistema de auto-educação progressiva em que as crianças e jovens fazem um compromisso pessoal de adesão a um simples código de vida: a Promessa e a Lei do Escuteiro. Também é nesse espírito que o Agrupamento 670 em Grândola funciona. Daí propormos a entrevista que registamos em seguida.

Colocámos as seguintes questões: 1 - Em que ano foi criado ou reaberto o agrupamento?/ 2 – Como é organizada a estrutura orgânica?/ 3 – Com quantos elementos é formado e em que idades?/ 4 - Quais os objectivos a que se propõe?/ 5 – Que actividades tem desenvolvido?/ 6 - Têm-se deslocado ao estrangeiro? Onde?/ 7- Com que meios têm podido contar?/ 8 – No próximo ano quais as actividades que pensam desenvolver?/ 9 - Como se envolvem os pais dos jovens nas vossas tarefas?/ 10 - Que contributo tem dado a paróquia para a vossa dinâmica?


1 - O agrupamento 670 Grândola foi criado em 1982, tendo tido alguns interregnos na sua atividade, foi reaberto em 2009.

2 – A estrutura base do Corpo Nacional de Escutas (CNE) é o Agrupamento Local, a comunidade local, normalmente integrada numa paróquia, composta pelos diferentes grupos etários em que se repartem, quanto à idade e desenvolvimento. O Agrupamento divide-se em quatro secções são elas: os Lobitos (miúdos com idades entre os 6 e os 10 anos-), os Exploradores (miúdos com idade entre os 10 e os 14 anos, os Pioneiros (miúdos entre os 14 e os 18 anos) e os Caminheiros (jovens entre os 18 e os 22 anos).O Agrupamento é liderado por um elemento eleito, o Chefe de Agrupamento, que constitui uma equipa executiva, a Direcção do Agrupamento, aprovando o seu plano e relatório anual em Conselho de Agrupamento, o órgão deliberativo do Agrupamento. Cada Agrupamento integra-se numa Região Escutista, com uma equipa de coordenação regional eleita, a Junta Regional, uma equipa de acompanhamento e fiscalização eleita, o Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional, tendo como órgão deliberativo o Conselho Regional. Algumas regiões, pela sua dimensão, possuem ainda uma estrutura intermédia, o Núcleo, com Junta de Núcleo eleita e Conselho de Núcleo.

A nível nacional, a função executiva é exercida por uma equipa eleita, a Junta. Central, a função fiscalizadora pelo Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional, sendo o órgão deliberativo o Conselho Nacional (Plenário ou de Representantes).

3 - O agrupamento 670 Grândola é composto por cerca de 60 elementos, sendo que temos cerca de 50 crianças e jovens entre os 6 e os 22 anos, e 10 dirigentes (adultos).·

4 - O Método Escutista consiste num sistema de autoeducação progressiva. As crianças e jovens fazem um compromisso pessoal de adesão a um simples código de vida: a Promessa e a Lei do Escuteiro. Aprendem fazendo em ativa participação com os outros. Trabalham em grupos pequenos, através do Sistema de Patrulhas, onde cada jovem assume uma função numa "micro-sociedade" onde todos são chamados a participar. Nestes pequenos grupos (5-8 elementos) os jovens desenvolvem a liderança as capacidades do grupo e a responsabilidade individual.
 
São estimulados programas de atividades progressivas baseadas nos interesses dos jovens. Atividades que envolvem o contacto com a natureza, um rico ambiente de aprendizagem onde a simplicidade, a criatividade e o descobrimento estão aliados para proporcionar aventura e desafio.

5 - Ao longo de cada ano escutista são várias as atividades promovidas, temos reuniões semanais nas quais preparamos as nossas atividades. Estas atividades ocorrem nas mais diversas formas, mas privilegiamos sempre o contacto com a natureza. Normalmente as nossas actividades são de dois a três dias em regime de acampamento ou acantonamento (em que pernoitamos debaixo de telha). As atividades tanto são de secção, como de agrupamento, ou regionais, no nosso agrupamento também acontece muitas vezes prepararmos actividades em conjunto com os nossos agrupamentos "vizinhos". Também temos as atividades nacionais ou internacionais que acontecem em determinadas alturas.


6 - Infelizmente o nosso agrupamento ainda não conseguiu realizar nenhuma atividade fora do país. Ainda sofremos de vários constrangimentos para tal ser possível.

7 - Nós cobramos uma quota anual aos miúdos, que em parte é encaminhada para o CNE, nomeadamente para pagar o seguro que todos os jovens têm de ter ativo, a partir do momento que fazem parte do CNE, para alem disso, porque as necessidades são muitas, normalmente realizamos algumas ações com vista a angariação de fundos para podermos ter o material necessário assim como subsidiar algumas das nossas actividades. Mesmo assim, por vezes temos ainda de nos socorrer dos pais para podermos fazer face às despesas de participação nas diversas atividades.

Também temos algumas doações feitas por particulares e empresas do nosso concelho. Contamos ainda com o apoio do Município de Grândola, algumas vezes a nível do transporte, assim como a nível de logística, e instalações para as nossas atividades.

8 - No próximo ano a grande atividade em que iremos participar será no XXIIIº ACANAC em Idanha-a-Nova que se realiza entre os dias 30 de Julho e 6 de Agosto, este é um Acampamento Nacional que este ano espera juntar cerca de 20.000 participantes em campo. Contamos participar com as quatro secções, ao contrário do que aconteceu há quatro anos atrás, que só levámos duas secções: exploradores e pioneiros. Já estamos a trabalhar nesta atividade por­ que ela acarreta acima de tudo muitas despesas.

Para além disso, durante todo o ano escutista iremos realizar várias actividades integradas no nosso plano anual. As diferentes secções já estão a trabalhar para podermos incrementar e participar em várias actividades.

9 - Os pais são convidados a participar em alguns momentos vividos pelas nossas crianças e jovens, por vezes fazemos também actividades em conjunto, gostamos de privilegiar a família e promover o relacionamento entre estes e a sua família.

10 - Um dos pilares onde assenta o escutismo é a fé, e nós escuteiros católicos somos convidados a ser parte integrante da comunidade cristã, penso que não deveremos pensar nesta questão só por um lado, e sim numa relação recíproca de acção que deve de existir entre a paróquia e os seus diversos grupos e o nosso agrupamento. No agrupamento, gostamos de promover a relação existente entre o agrupamento de escuteiros e a paróquia como um todo.
 
Lucília Saramago


in Ecos de Grândola, nº 296, 09 de Dezembro de 2016



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Actuação do grupo musical "Quatro V's" na Igreja Matriz de Grândola


No dia 08 de Janeiro de 2017, pelas 10:30 horas, o grupo musical "Quatro V's" (Vozes, Violinos, Violas e Variações), vai actuar na Igreja Matriz de Grândola, apresentando algumas canções de Natal.

Acompanhem-nos neste momento!


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Prosseguir pelas sendas da Misericórdia


Terminou o Ano da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, mas não termina o apelo, o mandato a que sejamos pessoas cada vez mais misericordiosas, porque é assim que Deus faz connosco. Este ano foi, com efeito, demasiado rico e significativo para não deixar a sua marca na Igreja e nos seus membros, mas também neste    Mundo que é o nosso, e no qual, nós cristãos não devemos desistir de dar o nosso humilde contributo, não como quem manda e quer impor, mas antes como quem serve e quer partilhar o que tem de melhor para o bem de todos.

Este ano teve, entre muitos méritos, o de nos chamar a atenção para aquilo que, de facto, é importante, central, na mensagem de Jesus e que, por isso, é preciso descobrir, partilhar e anunciar. Deus é Pai e n'Ele a misericórdia prevalece sobre o juízo. Se esta convicção é clara para nós hoje, e o Papa Francisco fez questão de o afirmar sem margem para dúvidas, talvez não o tenha sido sempre ao longo dos tempos, pelo que, importa recuperar a sua centralidade no anúncio cristão. Boa Nova é isso mesmo: boa notícia, e Jesus é essa boa notícia que urge levar ao Mundo e a toda a Humanidade, para que, na liberdade e sem limitações nem pressões de qualquer ordem, cada um possa decidir-se e fazer o seu caminho, tomar as suas opções e ser respeitado.

Uma das grandes vantagens no grande comunicador que é o Papa é que ele não se limita a dizer, não se reduz à palavra, nem se escuda na importância da sua missão, mas a sua vida é um autêntico testemunho de coerência entre fé e vida, anúncio e existência. Todos temos, por isso, de aprender com ele, sobretudo, os sacerdotes e consagrados, para que a nossa vida seja uma luz que confirme e atraia todos aqueles que, andando insatisfeitos com a sua existência, procuram dar um sentido novo às suas vidas.

O Papa terminou ainda este Ano da Misericórdia deixando-nos mais um documento: a Carta Apostólica Misericordia et Misera, com a qual convida a Igreja a continuar a ser a "Casa da Misericórdia", na qual todos se possam sentir acolhidos, sem discriminações, e convidados a traduzir na vida, em gestos concretos, a misericórdia que há-de mudar a nossa vida e este Mundo, se acreditarmos na sua força e nos comprometermos na transformação dos corações e das estruturas. Mais um dos sinais interpeladores deste Papa foi o anúncio da institucionalização de um dia dedicado aos pobres, no Domingo XXXIII do Tempo Comum, uma semana antes de terminar o Ano Litúrgico, no Domingo de Cristo Rei.

Este Papa não se cansa, pois, de nos deixar interpelações com as suas palavras e com as suas atitudes, para que não nos habituemos a ser cristãos, não nos instalemos nas seguranças dos nossos gabinetes, esquecendo a realidade dos que sofrem, mas, antes e pelo contrário, vivamos constantemente inquietos perante um Deus que gosta de nos surpreender, desinstalar e convidar a confiarmos mais n'Ele e uns nos outros, e menos nas coisas e, particularmente, no dinheiro, que o Papa considera mesmo o "pior inimigo da Igreja". Como diz Jesus no Evangelho: "quem tem ouvidos para ouvir, ouça".

Que estas palavras fortes e interpelativas não caiam em saco roto, mas antes sejam entendidas, assumidas e dêem fruto na vida dos cristãos, sobretudo, naqueles que têm especiais responsabilidades e que, por isso mesmo, não devem cair na tentação do funcionalismo pardo e repetitivo, que mata a alegria, a espontaneidade e a beleza da vida cristã.


in Ecos de Grândola, nº 296, 09 de Dezembro de 2016