segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
domingo, 25 de novembro de 2018
A força da verdade
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| Agência Ecclesia |
Esta
afirmação reflete a convicção da Igreja de que ninguém
está acima da verdade, que todos a devemos procurar
e a ela aderir, pois,
como diz o apóstolo e evangelista S. João: "Só a verdade liberta. Só nela, com efeito, é possível construir solidamente, não devendo, pois, ser mascarada, adocicada e, muito menos, escondida. Isto
serve para todos,
Igreja incluída.
A
adesão à verdade
desafia a Igreja
permanentemente a renovar-se, pelo regresso às fontes, ao evangelho de Jesus, que veio "para servir e não para ser servido", e para
salvar cada homem
real, concreto, histórico
(João Paulo II, Encíclica Redemptor
Hominis).
Longe vão, pois, os tempos do provérbio: "Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz, mas não faças o que ele faz". Hoje,
graças a Deus, temos uma Igreja mais próxima, acolhedora, "em saída", ao encontro das "periferias",
qual "tenda de campanha" no meio do sofrimento humano, que condena o pecado mas é misericordiosa com o pecador,
propondo a utopia
de caminhos novos para todos quantos
aspirem a uma vida melhor, que é possível
e que Deus quer.
Como cristão,
apoio sem reservas
o papa Francisco neste
seu esforço, por
uma Igreja mais simples, transparente, despretensiosa. Ele dá o exemplo: não só fala de pobreza, mas vive-a; reside
na Casa de Santa Marta
e não nos palácios
apostólicos; veste e calça
com simplicidade; desloca-se em viaturas comuns;
protagoniza gestos, às vezes desconcertantes para um papa,
mas profundamente humanos, etc..
Uma Igreja
que não encarne
nas realidades deste
mundo,
que não ame esta humanidade, que
não faça suas
as justas aspirações dos homens e mulheres do nosso tempo,
é uma Igreja condenada a tomar-se seita,
fechada sobre si própria, qual
peça de museu,
carcomida, cheia de pó e teias
de aranha, condenada a desaparecer.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, 23 de Novembro de 2018
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Diálogo, a "arma" que vence os fundamentalismos
Os tempos que vivemos são marcados por uma mudança acelerada, de contornos imprevisíveis, mesmo a nível ambiental, e por uma globalização que entra em nossa cas a sem bater à porta e que não é possível inverter, por ser irreversível e em torrente caudalosa.
Esta constatação traz-me à memória uma frase de Santo Agostinho, um dos maiores vultos da Igreja de todos os tempos e Bispo de Hipona, no Norte de África, que depois da queda do Império Romano do Ocidente, e perante a incapacidade de parar as Invasões Bárbaras, aos que afirmam: "é o Mundo que acaba” ele responde: “não, é um Velho Mundo que acaba e é um Mundo Novo que começa”.
Apesar dos cenários que se vão traçando, a verdade é que hoje é quase impossível prever como será o Mundo dentro de alguns anos, pois as variantes podem alterar-se, as previsões traçadas simplificarem-se ou complexificarem-se, e surgirem ou manifestarem-se novos personagens, factos, circunstâncias, e acontecimentos, que podem vir a alterar o curso da História.
Perante a mudança e o desconhecido, é natural a apreensão de alguns e podem surgir atitudes mais extremistas de recusa e até hostilização da novidade. Basta olhar à nossa volta e não será difícil encontrar sinais destas atitudes.
Consciente de que não há uma única resposta e as perspectivas de olhar a realidade podem ser diferentes, gostaria de deixar claro que me limito apenas a transmitir a minha opinião, sem a pretensão de que ela seja “é resposta”; não, é uma resposta, e como tal, pode ser justamente discutível e questionável.
Penso que o medo e a insegurança perante o novo convidam-nos a um conhecimento "do outro", porque o desconhecimento gera desconfiança, preconceitos, dúvidas e a partir destes, pode construir-se um edifício cujas bases são de duvidosa consistência.
O diálogo parece-me, por isso, ser um caminho a seguir, pois é ele que nos permitirá conhecermo-nos melhor, respeitarmo-nos e procurar encontrar aquilo que nos pode unir, e a partir do qual importa construir consensos, e tentar ainda superar aquilo que nos pode separar, e que não deve, por amor à verdade, ser escamoteado ou aligeirado.
Há 50 anos, com o Concílio Vaticano II, a Igreja também enveredou por, este caminho, procurando abrir-se ao diálogo com as demais Igrejas e Confissões Cristãs, com as outras Religiões, especialmente Judaísmo e Islamismo, e com os "Homens e Mulheres de boa vontade”. Não creio que haja alternativa ao diálogo, diante de um mundo irreversivelmente em mudança, pelo que, os saudosismos, os fundamentalismos e outros "ismos", além de não resolverem nenhum dos problemas que nos afectam, podem conduzir-nos a uma espécie de gueto, isolando-nos, e fazendo-nos esquecer a essência do que é ser cristão, ou seja, ser "sal, luz e fermento" no Mundo. É fundamental estabelecer e fortalecer laços com toda a Humanidade e, fundamentalmente, com tantos homens e mulheres que lutam para tornar melhor o Mundo em que vivemos. Já o afirmei várias vezes nas páginas deste Jornal: O bem é sempre bem, venha de onde vier.
O Papa Francisco creio ser um bom exemplo vivo da postura que a Igreja deve ter e que cada um dos cristãos, sobretudo católicos, deve seguir. Imitemo-lo!
in Ecos de Grândola, nº 319, 09 de Novembro de 2018
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Só a Verdade liberta
Esta afirmação, que pode ser encontrada na 1ª Carta do Apóstolo
e Evangelista S. João, é de grande importância e nunca perde a sua actualidade.
Ao pensar nela, vêm-me à memória tantas situações em que se aplica.
É possível até encontrar um sem número de expressões, algumas
de cariz popular, que a confirmam e reforçam. Dou apenas alguns exemplos: "a verdade é como o azeite, vem sempre ao
de cima". "A mentira tem perna
curta", etc. Não vou alongar-me, pois, queria tão só reforçar que a sua
aplicação se pode fazer em muitos âmbitos, porque nada nem ninguém dela fica isento,
mesmo dentro da Igreja Lembro a este propósito, um Documento do Concílio Vaticano
II, sobre a Liberdade Religiosa, onde se afirma que a verdade não se impõe, ou melhor,
impõe-se pela sua própria força.
Não é fácil hoje entendermos a força e as consequências desta
afirmação, se desvalorizarmos a dimensão da objectividade nos nossos juízos, e nos
centrarmos apenas na nossa subjectividade, ou pior ainda, no nosso subjectivismo.
Aqui tudo é desculpável e justificável e, no fundo, nada muda, porque o único critério
para aferir a verdade somos nós e a nossa consciência, e esta pode enganar-se e
engana-se tantas vezes.
A verdade pode provocar dor e sofrimento, porque nos coloca
diante da realidade do que somos e nem sempre queremos aceitar, tornando-se mais
fácil procurar subterfúgios e justificações, que nada resolvem e que só contribuem
para avolumar problemas. Depois do sofrimento, o alívio, a paz, e a tranquilidade
são o sinal evidente de que este é o caminho e é por ele que devemos seguir. Este
processo supõe a disponibilidade interior para irmos formando a consciência, para
que ela seja o nosso despertador, antes, durante e depois, e nos vá conduzindo pelos
caminhos que nos ajudam a construir sobre a solidez da rocha e não sobre a insegurança
da areia (Jesus).
Só a verdade nos permite ainda criar relações sólidas, verdadeiras
e desinteressadas uns com os outros, que, por sua vez, podem gerar autênticas amizades,
e é ela que nos pode levar também à descoberta de Deus e à relação com Ele. A mentira,
pelo contrário, afasta-nos uns dos outros e de Deus, e leva-nos por caminhos aparentemente
mais fáceis, e que com o seu brilho (falso) nos podem iludir. Ela aparece ainda,
muitas vezes, mascarada de verdade: estejamos atentos.
Evitemos também o reducionismo da “nossa verdade”. Somos nós
que nos devemos conformar com ela e não o contrário, por muito que nos custe. Não
somos donos da verdade, ela é que deve ser a luz, o farol, que guia e orienta a
nossa existência.
in Ecos de Grândola, nº 318, 12 de Outubro de 2018
terça-feira, 9 de outubro de 2018
domingo, 30 de setembro de 2018
Peregrinação ao Santuário de Fátima
27 de Outubro
de 2018
Programa
06:00 horas – Concentração junto à Câmara Municipal e partida
07:30 horas – Paragem
09:30 horas – Via
Sacra em Fátima
11:00 horas – Eucaristia
na Capela de Santo Estêvão
12:00 horas – Visita
a Aljustrel e às Casas dos Pastorinhos
13:00 horas – Almoço
partilhado no Santuário
14:00 horas –
Participação no Rosário (C. das Aparições).Oferta de flores
14:30 horas – Divisão em grupos e visitas organizadas. Tempo livre.
16:00 horas – Partida para Grândola
17:00 horas –
Paragem. Visita a um Monumento.
20:00 horas – Chegada a Grândola.
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