segunda-feira, 25 de novembro de 2019
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
domingo, 10 de novembro de 2019
Igreja de Santa Margarida em Chocolate
Há 10 anos a Organização da
Feira do Chocolate e o Município de Grândola entregaram à nossa Paróquia, como
obra elaborada durante esse certame, a Capela da Penha. Esta obra encontra-se
na entrada da Casa Paroquial e está em perfeitas condições.
Hoje, final da
Feira do Chocolate foi entregue outra “Obra Prima”, feita com todo o rigor e
arte, pelos Mestres Chocolateiros, a Igreja de Santa Margarida da Serra.
Muito
obrigado. Vamos procurar que ela seja tão cuidada como tem sido a Capela da
Penha, e em local onde possa ser vista e usufruída por quem o desejar.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Uma esperança para além da esperança
lugar-comum dizer que “a esperança é a última coisa que se perde”. Será assim?
Creio que esta é uma forma simples, pragmática, de dizer que ela nos move, estimula, ajuda a não desistir perante as dificuldades. Há, contudo, situações que a põem à prova e uma delas chama-se: morte!
Será que tudo termina com a morte? Há vida eterna? Que provas ou sinais existem?
Vou falar apenas do que conheço e acredito, pois, decerto,
haverá quem pense de forma diferente, e tenha outras respostas.
A esperança cristã supera a morte, pois, nós cristãos acreditamos, e é uma das verdades fundamentais da nossa fé, que Jesus ressuscitou da morte, apareceu aos discípulos durante 40 dias, venceu a sua incredulidade, e deu-lhes a garantia de que, se Ele ressuscitou, nós também ressuscitaremos.
Que Jesus historicamente existiu é um facto que se pode comprovar. Que Ele é Filho de Deus, e Deus, é uma questão de fé e
de fé cristã, pois há outras
fés, que O encaram como profeta, líder carismático, homem extraordinário, mas só isso. Nós, cristãos, como o próprio nome indica, “nascemos” de Jesus, o
Cristo, e há dois mil anos que acreditamos e transmitimos esta fé e esta esperança, que estão no coração do Cristianismo, são a sua razão de ser, e fazem-nos olhar a vida e a morte com um olhar diferente. Na verdade, estamos conscientes de que, enquanto cidadãos das “duas cidades” (a terrena e a celeste), estamos aqui de passagem, embora com a missão de transformar e humanizar este mundo, amado por Deus, mas sabemos que o nosso horizonte
final é a vida eterna,
a contemplação de Deus, o Céu.
Estes dias são, pois, ocasião propícia para a introspeção, para nos centrarmos no essencial que, como dizia Saint-Exupéry: “É invisível aos olhos”. Movido por esta fé e esta esperança, S. Francisco de Assis, o irmão
universal, numa das mais belas orações, dirigiu-se
à morte chamando-lhe: “irmã morte”.
Para quem acredita, a vida não acaba, apenas se transforma!
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, 08 de Novembro de 2019
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Distinguir a Verdade da minha verdade
A proximidade das Eleições
estimula-me a escrever algumas
linhas sobre este tema, visto ser este um
tempo fértil em noticias, muitas promessas e compromissos (ou pseudo), e as inevitáveis sondagens, nem sempre
isentas e criteriosas, e algumas vezes encomendadas.
A Democracia foi de facto, uma grande conquista da Humanidade e, apesar de vivermos no Século XXI, continua a ser ainda
miragem para muitos povos,
talvez a maior parte da família Humana
A realidade das democracias é muito diferente, de Continente para Continente
e, às vezes, até de País para País. A simples transposição de modelos, sem que haja um esforço
de conhecimento e encarnação
nas distintas realidades, é um erro que deve
ser evitado, pelas falsas expectativas geradas
e consequentes desilusões, e pelos efeitos
perversos que daí podem advir.
A Democracia é um fruto que deve amadurecer, não apressadamente, mas gradual e naturalmente.
A titulo de exemplo, lembremo-nos da mais jovem
Nação do Mundo: o Sudão do Sul. Logo após ter conquistado a independência o País
resvalou para uma luta fratricida, que já dura há vários anos, com consequências dramáticas' para milhões de pessoas. Olhemos também para a realidade de alguns Países em que, sem experiência democrática, a maioria vencedora permitiu ou mesmo fomentou
manifestações de hostilidade, marginalização e perseguição contra os vencidos e as minorias. Em largas zonas do Mundo, a porta que a Democracia
abriu para muitos povos, pode
vir a ser consecutivamente fechada por aqueles
que pretendem servir-se
dela apenas para o acesso ao poder. A Democracia pode, pois, tomar-se,
em vários contextos geopolíticos, apenas um meio e porventura nunca um fim. Temos disso vários exemplos
na cena política
internacional.
Ao olhar para o nosso
País nestes dias de campanha eleitoral, sinto dentro
de mim o apelo a dizer
a todos os cidadãos que não se esqueçam de exercer, com verdade e respeito, a missão de participar e escolher
aqueles que melhor poderão essa nobre
missão. Sim, a Política não pode ser mera opção profissional, "tacho" ou bóia salva-vidas para quem não tem mais nada que fazer; pelo contrário, ela deve ser uma vocação, uma opção de vida, para quem pretende
estar ao serviço da comunidade e, no serviço, contribuir efectivamente para melhorar
a vida das pessoas
e transformar as sociedades. O Papa Francisco
insiste muito na importância do discernimento, o qual nos permitirá separar o trigo
do joio, a Verdade da
minha verdade, o essencial do acessório. A Democracia precisa e agradece a participação de todos os cidadãos, pois todos somos importantes e fazemos falta na edificação de melhores sociedades.
Nesta linha de pensamento, a abstenção é uma forma de
não as-sumir como a tarefa de mudar o que achamos estar mal ou menos bem e, as altas taxas de abstenção, só contribuem para minar a credibilidade da Política e dos Políticos,
levando ao afastamento das pessoas e entregando de bandeja o poder a minorias, tantas
vezes demagogas e populistas, para quem vale
tudo para tomar de assalto
o poder.
Proponho a quem quiser, sobretudo, aos que optaram
pela Política, que leiam a Carta que o
Papa João Paulo ll escreveu para
o Jubileu dos Políticos, no ano 2000, e que conheçam o Padroeiro que lhes propôs: S. Tomás Moro. Em tempos de implantação do Anglicanismo como Religião de Estado, ele preferiu sacrificar a própria vida, às suas convicções e à fidelidade à sua consciência e, por isso, mereceu o título de "Homem para a eternidade".
in Ecos de Grândola, nº 330, 11 de Outubro de 2019
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