domingo, 10 de novembro de 2019

Igreja de Santa Margarida em Chocolate


Há 10 anos a Organização da Feira do Chocolate e o Município de Grândola entregaram à nossa Paróquia, como obra elaborada durante esse certame, a Capela da Penha. Esta obra encontra-se na entrada da Casa Paroquial e está em perfeitas condições.


Hoje, final da Feira do Chocolate foi entregue outra “Obra Prima”, feita com todo o rigor e arte, pelos Mestres Chocolateiros, a Igreja de Santa Margarida da Serra.


Muito obrigado. Vamos procurar que ela seja tão cuidada como tem sido a Capela da Penha, e em local onde possa ser vista e usufruída por quem o desejar.



sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Uma esperança para além da esperança



lugar-comum dizer que a esperança é a última coisa que se perde”. Será assim? Creio que esta é uma forma simples, pragmática, de dizer que ela nos move, estimula, ajuda a não desistir perante as dificuldades. Há, contudo, situações que a põem à prova e uma delas chama-se: morte!

Será que tudo termina com a morte? Há vida eterna? Que provas ou sinais existem?
Vou falar apenas do que conheço e acredito, pois, decerto, haverá quem pense de forma diferente, e tenha outras respostas.

A esperança cristã supera a morte, pois, nós cristãos acreditamos, e é uma das verdades fundamentais da nossa fé, que Jesus ressuscitou da morte, apareceu aos discípulos durante 40 dias, venceu a sua incredulidade, e deu-lhes a garantia de que, se Ele ressuscitou, nós também ressuscitaremos.

Que Jesus historicamente existiu é um facto que se pode comprovar. Que Ele é Filho de Deus, e Deus, é uma questão de e de cristã, pois outras fés, que O encaram como profeta, líder carismático, homem extraordinário, mas isso. Nós, cristãos, como o próprio nome indica, nascemos de Jesus, o Cristo, e dois mil anos que acreditamos e transmitimos esta fé e esta esperança, que estão no coração do Cristianismo, são a sua razão de ser, e fazem-nos olhar a vida e a morte com um olhar diferente. Na verdade, estamos conscientes de que, enquanto cidadãos das duas cidades (a terrena e a celeste), estamos aqui de passagem, embora com a missão de transformar e humanizar este mundo, amado por Deus, mas sabemos que o nosso horizonte final é a vida eterna, contemplação de Deus, o Céu.

Estes dias são, pois, ocasião propícia para a introspeção, para nos centrarmos no essencial que, como dizia Saint-Exupéry: É invisível aos olhos”. Movido por esta fé e esta esperança, S. Francisco de Assis, o irmão universal, numa das mais belas orações, dirigiu-se à morte chamando-lhe: “ir morte.

Para quem acredita, a vida não acaba, apenas se transforma!



Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
in Diário do Alentejo, 08 de Novembro de 2019