terça-feira, 19 de dezembro de 2023
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
sexta-feira, 13 de outubro de 2023
Peregrinação a Fátima
Peregrinação a Fátima
28 de Outubro de 2023
06:00 horas - Partida junto à Câmara Municipal
07:30 horas - Paragem no caminho
09:30 horas - Via-Sacra em Fátima
11:30 horas - Visita a Aljustrel - Casas dos Pastorinhos
12:30 horas - Eucaristia na Capelinha das Aparições
13:15 horas - Almoço partilhado no Santuário
14:00 horas - Rosário na Capelinha das Aparições
15:00 horas - Visitas ao Santuário e às Basílica da Santíssima Trindade e de Nossa Senhora do Rosário. Tempo livre
17:00 horas - Partida para Grândola
18:00 horas - Paragem no caminho
19:30 horas - Chegada a Grândola
sábado, 17 de junho de 2023
terça-feira, 4 de abril de 2023
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
Globalizar a solidariedade
Homem, apesar de não ser nem anjo nem demónio, é, porém, capaz de obras extraordinárias e de atrocidades aterradoras, basta olhar para os crimes praticados por seres humanos contra os seus semelhantes na Ucrânia!O título deste artigo evoca uma afirmação do papa João Paulo II, aquando do tsunami que, em 2004, ceifou a vida a centenas de milhares de pessoas, em vários países banhados pelo oceano Índico. Face às proporções dantescas dessa hecatombe, o papa lançou um desafio para que a solidariedade da comunidade internacional e da própria Igreja se globalizasse rapidamente.
Creio que um apelo similar se poderia aplicar ao drama que enfrentam Turquia e Síria, atingidos pelo violento tremor de terra, que provocou um elevadíssimo número de vítimas, que continua a subir, e efeitos devastadores, ainda impossíveis de quantificar.
As consequências foram mais graves na Turquia, um país que, contudo, possui maiores capacidades de resposta. Quanto à Síria, os recursos são exíguos e, além do mais, a guerra civil provocou centenas de milhares de mortos, milhões de deslocados internos e um sem número de refugiados.
Estamos, pois, perante um cenário que nos desafia a não permanecer na insensibilidade e no comodismo, mas, a manifestar uma solidariedade operativa.
A lista de países onde o sofrimento marca o dia a dia de milhões de pessoas é, porém, enorme e, para não recuar muito no tempo, lembro a República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, recentemente visitados pelo papa Francisco, e que mereceram durante alguns dias apenas a atenção da opinião pública. Nestes países o cortejo de horrores é tremendo: fome, guerra, cobiça e destruição de recursos, violações, etc.
Pouco se fala deles, e de tantos outros que (já) não são notícia.
Como diz o adágio: “Good news, no news”. Era bom que assim não fosse, e que o ser humano não despertasse apenas para as “bad news”. Afinal, há, e poderá, haver muitas “good news”, se nós quisermos. Basta agir!
Manuel António Guerreiro do Rosário, Padre
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
O Natal e a nova Humanidade
tempo de Natal, que se prolonga até à Epifania ou Reis, convida-nos, sobre tudo a nós cristãos, a recordar e a celebrar a vinda há cerca de 2000 anos ao Mundo, de Jesus, o Filho de Deus que assumiu a nossa natureza humana.
Os Crentes de outras Religiões, os Agnósticos, os Ateus ou os Indiferentes, poderão encará-lo talvez como profeta, líder carismático, homem perfeito, ilustre desconhecido…
Para além de tudo o que se possa dizer sobre a influência de Cristo e do Cristianismo, que são inegáveis a muitos níveis, há, contudo, uma dimensão, que me é particularmente cara e que ecoa no coração do Evangelho: somos todos iguais, temos a mesma dignidade, e em Jesus podemos dirigir-nos ao único Deus chamar-lhe Pai Nosso, reconhecendo assim a nossa condição de irmãos.
A afirmação da igual dignidade de todo o ser humano é um dos maiores valores que o Cristianismo propõe ao Mundo. Este tesouro é intemporal e urge proclamá-lo em cada época, e na nossa em particular, quando persistem tantos atentados contra a vida humana: guerras, fome, injustiças, violência, migrações, alterações climáticas, aborto, eutanásia, pedofilia, etc.
Em Cristo nós seres humanos descobrimos ainda a Lei que tudo pode transformar: o mandamento novo do amor, a Deus e ao próximo. À luz da fé amar o nosso próximo, que é nosso irmão, é condição
para se amar a Deus, e o nosso próximo pode ser qualquer pessoa, mesmo os nossos inimigos; um desafio decerto difícil mas não impossível, para quem acredita!
O mandamento do amor convida-nos, pois, à conversão, à comunhão, à reconciliação, à Paz, outro valor tão necessário no nosso tempo. Se é verdade que nem tudo depende de nós, não é menos verdade que
também está nas nossas mãos trabalharmos na transformação deste Mundo, a partir de pequenos gestos e atitudes. Afinal Jesus não nasceu na sumptuosidade de um Palácio, mas na simplicidade de uma manjedoura, na singela cidade de Belém.
Um Santo Natal e um Abençoado Ano de 2023.
Manuel António Guerreiro do Rosário, Padre
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