domingo, 20 de agosto de 2017

6º aniversário da inauguração do Museu de Arte Sacra de Grândola


O Museu de Arte Sacra de Grândola abriu as portas ao público, a 23 de Agosto de 2011, na igreja de São Sebastião, para apresentar a sua colecção permanente, formada por fundos de pintura, escultura e artes decorativas.

Esta iniciativa, da responsabilidade da Paróquia de Grândola, do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, e da Câmara Municipal de Grândola, integra obras pertencentes às igrejas da sede do concelho, das paróquias de Azinheira dos Barros, Lousal e de Santa Margarida da Serra e da Santa Casa da Misericórdia de Grândola.

Quando completa o seu 6º aniversário não perca a oportunidade de visitá-lo, de quarta-feira a domingo, das 10:30 horas às 13:00 horas e das 14:30 horas às 18:00 horas.




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O importante são as pessoas


Quando se houve falar tanto de números, de projectos, de estruturas e de conjunturas, no fundo, de coisas, cresce, paralelamente em mim, o desejo de centrar esta reflexão sobre as pessoas, quaisquer que elas sejam, porque me parece que, cada vez mais, as pessoas interessam menos, e os exemplos, infelizmente, abundam. Para não me prolongar enuncio apenas alguns casos:
  • Falar em rendimento per capita é uma ilusão que esconde a realidade de tanta gente que não tem o mínimo para viver com dignidade, apesar dos números dizerem o contrário;
  • Listas de espera para consultas e intervenções cirúrgicas. O seu aumento ou diminuição, que tantas vezes os governos, de qualquer cor política, esgrimem uns contra os outros, esconde a realidade de tanto sofrimento que não vem nos números, do desespero em que vivem tantas pessoas e famílias;
  • O aumento dos salários e das pensões, argumento tantas vezes utilizados pelos governos, como sinal do seu compromisso em melhorar a situação dos cidadãos, esconde a realidade de quem recebe tão pouco, que mais um cêntimo ou dois pouca diferença faz. Entretanto, a nível europeu e internacional, somos considerados um dos países mais desequilibrados, pelo fosso que existe entre os mais ricos e os mais pobres.
Poderia continuar a fazer desfilar alguns exemplos de como as pessoas importam pouco, quando outros interesses, se sobrepõem e marcam a agenda dos partidos e de tantas instituições, que deveriam fazer mais pelas pessoas, sobretudo, pelos mais frágeis, que tantas vezes não se podem defender, nem tão pouco fazer ouvir a sua voz.

E claro que o Estado não tem toda a responsabilidade, não pode, nem deve fazer tudo, mas deveria, e poderia, apoiar mais as pessoas e as instituições que, no terreno, estão mais próximas e procuram ser a resposta imediata e eficaz, para tantas necessidades básicas de pessoas concretas que são, exactamente iguais em dignidade, direitos e deveres, a todos os outros cidadãos que vivem com mais desafogo e condições de vida.

Uma sociedade, qualquer sociedade, a nossa sociedade portuguesa, não deveria descansar enquanto não vencesse a batalha da desigualdade e da injustiça, para a qual deveríamos estar todos mobilizados como causa nacional, enquanto existir uma só pessoa nestas condições. Talvez isto possa soar a utopia, mas as utopias também se podem realizar, se conseguirem acordar e mobilizar as pessoas e as forças vivas. Às vezes basta alguém começar, com pequenos gestos, concretos, para que a mudança aconteça. Não é necessário que seja o Estado a tomar a dianteira, ou aguardar que "os outros façam", podemos ser nós, cada um de nós. Está nas nossas mãos e ao nosso alcance, já amanhã, se quisermos.

Evitemos o "síndroma dos Velhos do Restelo" que anestesia e paralisa e não leva a lado nenhum, e assumamos a atitude da ousadia, da criatividade e do compromisso no concreto.

in Ecos de Grândola, nº 304, 11 de Agosto de 2017



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Apostar numa mudança de paradigma


Nestes últimos dias, talvez fruto da tragédia dos incêndios, tenho cogitado sobre a oportunidade e necessidade de instaurar entre nós, uma cultura que privilegie a competência, e que aposte decididamente na prevenção, transversalmente, para que não seja necessário tomar decisões apressadas, e não raro atabalhoadas, como diz a sabedoria popular: "depois da casa arrombada".

Esta minha constatação creio que poderá ter aplicações em sectores variados da nossa vida colectiva, para benefício de todos e para que possamos construir e legar um futuro mais consistente e melhor às gerações que nos sucederão.

Penso já ter, noutras ocasiões, dado umas pinceladas sobre estas temáticas, mas gostaria de voltar novamente a elas, porque os casos repetem-se, as marcas profundas vão permanecendo e os estragos, tantas vezes, perduram e são impossíveis de apagar.

Passo a deixar algumas questões que me interrogam e incomodam:
Porque é que sempre que muda um Governo, qualquer que seja a sua cor política, se assiste "à dança das cadeiras"?

Que critérios são tidos em conta nestas e noutras nomeações? São baseados na competência e no rigor, ou são meros cargos de nomeação política?

Porque não se consegue chegar a consensos alargados, no espectro político-partidário, sobre questões essenciais, em áreas prioritárias, tendo em conta um horizonte que não se esgote numa legislatura?

Porque se insiste em manter arredada da praça pública uma cultura permanente da programação e da avaliação, quando está provado que a nossa capacidade não se esgota no improviso, que deverá ser sempre a excepção e nunca a regra?

Estas minhas interrogações não são sinal de descrença ou de desvalorização das nossas capacidades, antes pelo contrário, e, como já referi em anteriores ocasiões, vivi na primeira pessoa, em vários países, e escutando testemunhos dos quatro Continentes, a marca positiva que caracterizou a portugalidade. É bom não esquecer o passado, a nossa história e a nossa memória, que bem nos podem inspirar a voos mais altos e consistentes, sempre conscientes da nossa realidade e das mudanças que, entretanto, se deram no xadrez internacional.

Acredito nas potencialidades do Portugal hodierno e dos portugueses, mas não penso que o caminho passe pela pequena política, refém de interesses particulares e de clube, pelos oportunismos, pelo chicoespertismo, antes exige a coragem de romper com os atavismos do "sempre foi assim", e a aposta em pessoas e projectos que se concretizem num real desenvolvimento, como diria o Papa Paulo VI" do homem todo e de todo o homem", que tenha como objectivo promover o bem comum de todos os portugueses e, se quisermos alargar os horizontes, contribuir para um bem comum global.

Apetece-me lembrar, e deste modo terminar, com uma frase do Papa João Paulo II: "não nos contentemos com a mediocridade, mas aspiremos à santidade".

in Ecos de Grândola, nº 303, 14 de Julho de 2017



domingo, 25 de junho de 2017

D. João Marcos e o Clero do nosso Arciprestado no concelho de Grândola


O nosso Bispo, D. João Marcos e o Clero do nosso Arciprestado vão passar o dia 30 de Junho, no nosso Concelho e iniciarão o dia com a Eucaristia na nossa Igreja Matriz às 09:00 horas.

Vamos estar presentes nesse momento.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Verdade e Objectividade


Já há algum tempo que não reflectia sobre um tema que me é particularmente caro: a verdade e a objectividade.

Quando olho para a realidade que nos envolve, no nosso País e fora dele, fico apreensivo perante as formas, tantas vezes imperfeitas e parciais, de se apresentarem alguns acontecimentos: dá a impressão que eles são transmitidos segundo aquilo que convém a quem transmite a notícia, ou a desenha, sem a preocupação de a apresentar sem leituras, mas com objectividade, para que essa missão fique do lado da opinião pública, do leitor, do ouvinte, do telespectador, do internauta. Parece que há uma prévia definição de objectivos e a realidade transmitida já está previamente domesticada, para dizer aquilo que "nós queremos'', não deixando que os acontecimentos tenham a força que lhes é inerente e deles dimana com toda a sua autenticidade.

É verdade que a nossa subjectividade tem sempre uma quota-parte na nossa apreensão da realidade e na sua transmissão, mas não ao ponto de a deturpar, retirando o que não convém e transmitindo só aquilo que possa vir confirmar o que se pretende transmitir. Nesta linha, recordo-me um texto da Bíblia que diz: "Deus não existe." Mas, depois, o texto continua: "diz o ímpio no seu coração". Se eu retirar esta segunda parte, também poderei afirmar que a Bíblia diz que Deus não existe. Este é apenas um simples exemplo daquilo que não deve ser, sobretudo, quando se tem a missão de informar e se pretende contribuir para a formação de uma opinião pública crítica e reflexiva.

A verdade vale por si própria, venha de quem vier, e como tal deve ser reconhecida e respeitada. Equilibrar a nossa subjectividade com uma boa dose de objectividade parece-me ser uma necessidade nos tempos que correm, sob pena de cairmos no subjectivismo, no individualismo e, pior ainda, no "vale tudo", quando se definem objectivos a cumprir a qualquer preço. Há também uma norma, nesta linha, que todos devemos conhecer e que creio ser igualmente necessária: os fins não justificam os meios.

O que acabo de afirmar creio não ser apenas evidente para quem é cristão, mas, penso eu, para qualquer pessoa que procure viver segundo os desígnios da sua consciência e na fidelidade a valores partilhados universalmente, pelo menos, por grande parte da humanidade.

Como tenho referido muitas vezes, apesar destas observações, algumas vezes críticas sobre a realidade que me rodeia, continuo a ser uma pessoa positiva e optimista: acredito nas pessoas e na mudança das mesmas e acho que é necessário ir lançando sementes positivas no coração, em particular, das novas gerações, para contrabalançar tanta negatividade, pessimismo e egoísmo que circula por este mundo real e virtual.

Também é importante ser paciente e não imediatista, porque a formação de uma pessoa humana é um projecto para uma vida, e nem é sempre linear, e, por isso, é preciso ir semeando com paciência e perseverança.

Termino com uma frase que me é muito querida: acredito que há mais bem do que mal neste Mundo, só que o mal faz mais barulho!

in Ecos de Grândola, nº 302, 09 de Junho de 2017



sábado, 10 de junho de 2017

Festas em Honra de Nossa Senhora da Penha 2017 pelo Facebook


De 05 de Maio de 2017 a 04 de Junho de 2017, decorreram as Festas em Honra de Nossa Senhora da Penha.

Todos os eventos das Festas foram alvo de reportagens, de acordo com os meios disponíveis no momento, publicados no Meo Kanal da Paróquia e no blogue Paróquia em Movimento, sendo as publicações no blogue divulgadas em simultâneo na página da Paróquia no Facebook e no Google+.

Este é o TOP de visualizações dos eventos no Facebook:

Evento
Visualizações
Gostos
Missa no Jardim 1º de Maio
2316
20
Visita à Santa Casa da Misericórdia
1634
27
Visita à Aldeia do Futuro
1044
27
Procissão automóvel
770
25
Procissão das rosas
638
19
Concerto com Carlos Guilherme
601
21
Visita Bairros Esperança, Liberdade, Amoreiras, Tirana e Paragem Nova
551
6
Espectáculo musical, fogo de artificio e baile
461
18
Visita à Aldeia do Pico
424
13
10º
Vigília Mariana
409
17
11º
Missa Vespertina
366
11
12º
Visita ao Canal Caveira e Bairro do Arneiro
362
11
13º
Visita ao Breijinho d’Água, Bicas, Muda e Vale da Cobra
302
7
14º
Espectáculo Musical Cine Granadeiro
280
8
15º
Regresso da imagem à Capela
255
11
16º
Visita à Aldeia da Justa/Cadoços
213
7
17º
Corrida Solidária
213
4
18º
Noite de fados
201
3
19º
Missa dominical
187
8
20º
Procissão das Velas
172
6
21º
Visita ao Bairro do Isaías
150
3
22º
Procissão das Velas no Bairro S João
146
3
23º
Visita a Água Derramada e Silha do Pascoal
134
1



sexta-feira, 9 de junho de 2017

9ª Edição do "Amar à Tona"


O Prof. Jorge Neves veio entregar o resultado da Campanha Solidária: Amar à Tona 2017, fruto da solidariedade da Comunidade Escolar da E B D. Jorge de Lencastre.

Muito obrigado a todos. Estes alimentos serão encaminhados  para as famílias mais carenciadas de Grândola, assistidas pela Paróquia, através das Conferências Vicentinas.




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Desporto: É Urgente Mudar de Paradigma


Hesitei bastante sobre o tema desta minha crónica mas, finalmente, decidi-me por falar um pouco, até por me considerar um leigo nestas questões, sobre o ambiente que se respira no mundo do desporto, no nosso país.

Com efeito, fico deveras incomodado, perplexo até, com as notícias sobre adeptos de clubes escoltados por forças de segurança, aparentemente, para evitar males maiores; agressões, físicas e/ou verbais entre claques; debates quase incandescentes entre comentadores desportivos e dirigentes de clubes.

Creio que há demasiada violência dentro do coração humano, pelo que, com extrema facilidade, se cometem excessos e, uma das suas consequências, é a banalização da vida humana e o desrespeito pela dignidade que cada pessoa merece, o que é um paradoxo, porquanto estamos num tempo de grande respeito pela natureza, pelo equilíbrio ecológico, pelos animais. Confesso que também me sinto incomodado quando ouço falar em somas tão avultadas nos contratos, nas transferências, e em tantos negócios ligados ao desporto, quando, por outro lado, há tantos portugueses a viverem com ordenados e pensões tão magras. É uma contradição que em nada contribui para anular o fosso que existe entre seres humanos, iguais em dignidade e direitos, ou será que há cidadãos de primeira e de segunda?

Perante tudo isto, dou comigo a pensar:

- O que é que se ganha e quem é que ganha com este ambiente e as permanentes polémicas que envolvem o desporto português?

- Como é possível passar uma mensagem positiva e construtiva, especialmente para as novas gerações, quando são, tantas vezes, os mais responsáveis dos clubes a exaltarem os ânimos e a criarem focos de conflito?

- Não será isto os antípodas do que deve ser o desporto?

- Não será necessário mudar de paradigma e relançar a discussão sobre as grandes virtualidades do desporto?

Como atrás referi, não me sinto muito habilitado para aprofundar estas questões, apenas deixo aqui as preocupações de alguém que se sente, cada vez mais desiludido com as sementes de joio que vão crescendo e desvirtuando o desporto, e que importa, por isso, combater e encontrar caminhos alternativos, para bem das nossas comunidades, sobretudo, das novas gerações.

Atrevo-me a lembrar alguns dos valores inatos ao desporto e que importa recuperar e semear com firmeza e continuidade: o direito à diferença, o respeito pelo outro, o altruísmo, a solidariedade, a comunhão, a fraternidade e a verdade.

Penso que ainda estamos a tempo de inverter caminhos e os exageros que têm tido lugar nestes últimos tempos são bem uma chamada de atenção, ou será necessário haver ainda mais incidentes, com mais mortes, para se mudar de atitude e procedimentos?

Apesar de tudo, acredito no ser humano e, como cristão, atrevo-me a dizer que Deus também acredita em nós!

in Ecos de Grândola, nº 301, 12 de Maio de 2017



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Novo horário da Corrida Solidária para a Penha


A Corrida Solidária para a Penha, no dia 20 de Maio de 2017, tem nova hora de partida, agora será às 17:00 horas.

domingo, 23 de abril de 2017

Liberdade, reciprocidade e intolerância


Nos tempos que vão correndo vejo, com alguma apreensão, não apenas nas ainda resistentes ditaduras, mas também em alguns países democráticos, sintomas de uma crescente falta de liberdade e de certas expressões de intolerância, quando se trata de questões consideradas fracturantes, ou quando estão em causa matérias que tocam a liberdade religiosa, nomeadamente dos cristãos.

A título de exemplo, apresento apenas algumas situações que me têm chamado particularmente a atenção:

- Como é possível, em nome de uma certa ideia de liberdade religiosa, proibirem-se símbolos religiosos, quando se trata de símbolos, sobretudo, cristãos e não de outras confissões religiosas?

- Como entender que, em nome da liberdade de expressão, se ridicularizem os cristãos e as suas manifestações de fé, desvalorizando e condenando as respostas que, os cristãos vão dando, também em nome da liberdade de expressão, acusando-os de intolerantes, retrógrados e ultras?

- Como se compreende o protagonismo que certas iniciativas vindas de algumas "agendas" têm, quando, pelo contrário, tantos acontecimentos de grande amplitude, muitos deles de carácter religioso, são pura e simplesmente secundarizados, esquecidos, ou tratados de forma inadequada?

- Como é possível que se fale de assuntos de carácter religioso, sem entender a sua especificidade e a necessidade de alguma preparação séria, para se poderem abordar estes temas?

- Como entender o silêncio a nível europeu e global, quando se fala das perseguições de que os cristãos são vítimas em diferentes contextos, como se não fosse uma questão real e de contornos dramáticos nalgumas regiões do globo?

Sem esgotar este tema, naturalmente, gostaria de recordar que a autêntica liberdade supõe a reciprocidade e igual tratamento, ou seja, não deve ser só para aquilo que "nos convém", na medida em podemos resvalar facilmente para o pântano do subjectivismo e da pura arbitrariedade.

O respeito que devemos ter para com os outros, exige igual tratamento para connosco. Não podemos cair no despotismo de pensar que nós é que temos razão, sempre, e, por isso, quem não pensa como nós está errado. A atitude mais sensata, verdadeira e democrática, consiste em aceitar os outros e as suas opiniões, sem deixar de manifestar também as nossas, que devem, de igual modo, ser respeitadas, como é óbvio. Há a este propósito uma máxima do Antigo Testamento que tem duas versões: "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti"; e, "faz aos outros o que queres que te façam a ti."

Nesta mesma linha, é de repudiar a tentativa de privatização da consciência, na medida em que os cidadãos têm o legítimo direito de se manifestarem, dentro das regras e limites do Estado de Direito. As manifestações que se vão sentindo, de relegar a Religião, nomeadamente o Cristianismo, para a "Sacristia", são uma forma eufemística de ditadura, de despotismo e autoritarismo, ao cercearem o direito à liberdade, e à liberdade religiosa em especial.

Se a Democracia é o governo do povo, então é necessário que todos os cidadãos tenham igual tratamento, e que não haja cidadãos de primeira e de segunda categorias; uns a quem tudo é permitido, e outros que estão sempre debaixo de suspeição, e sujeitos, nalguns casos, a formas inquisitoriais de controlo da opinião e da manifestação. Se todos os seres humanos são iguais, com dignidade e direitos que devem ser respeitados, não podem existir seres humanos "mais iguais" do que outros.

in Ecos de Grândola, nº 300, 14 de Abril de 2017



sexta-feira, 10 de março de 2017

Visita Pastoral de D. João Marcos, Bispo de Beja à Freguesia de Melides


A Freguesia de Melides, teve a honra de receber a visita de sua Excelência o Bispo da Diocese de Beja, Reverendíssimo D. João Marcos e do seu secretário Padre Miguel. Acompanhados pelo Padre José Bravo, visitaram vários locais nos dias 16 e 19 de Fevereiro. No primeiro dia o destaque foi para as visitas ao Centro escolar de Melides, à Lagoa de Melides, Vale de Figueira, com passagem pelos Monumentos Megalíticos. Por todos os lugares onde passou o Sr. Bispo deixou palavras de conforto e muita simpatia, tanto aos mais novos, como aos mais idosos. De destacar o almoço oferecido pela Casa do Povo de Melides, onde se trocaram palavras de alento aos utentes e elementos que compõem a Instituição. Neste dia a missa realizou­-se às 12h na Igreja de S. Pedro. As 19h o Sr. Bispo esteve no Auditório da Junta e confraternizou com a população, que marcou presença. Pelas 20.30 teve lugar um agradável jantar convívio no Snack Bar "O Fadista". No domingo, pelas 9.30, teve lugar o encontro do Sr. Bispo com os Catequistas e às 10.30 com os catequisandos e os crismandos da Paróquia. As 12h realizou-se a Eucaristia Dominical com os Crismas, momento que contou com a presença do Grupo Musical Falta Um, a animar a Missa. Seguiu-se o almoço para os intervenientes nas cerimónias eclesiásticas e familiares no restaurante a Quinta do Lourenço. A despedida aconteceu na Sede do Grupo de Dança Típica da Queimada, os quais receberam a comitiva Pastoral e convidados, que se fizeram representar em nome de várias Instituições da região, nomeadamente, o Presidente da Assembleia da Municipal de Grândola, o Vereador das Obras Publicas Municipais, Ambiente e Serviços Urbanos da Câmara de Grândola, o Presidente da Junta de Freguesia de Melides, o Presidente da Casa do Povo de Melides. Também marcaram presença os representantes da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e Junta de Freguesia de Santo André. Para além das palavras de agradecimento por parte de todos os que mais diretamente estiveram ligados à visita do Sr. Bispo também ele, deixou ficar o seu contentamento pela forma como foi recebido por toda a comunidade em geral. De referir que o Grupo de Dança Típica da Queimada assinalou o acontecimento com uma atuação, que D. João Marcos enalteceu e valorizou o trabalho desempenhado pelos folcloristas e, por mais um momento de excelente convívio proporcionado por um lanche oferecido pela direção do Rancho.

in Ecos de Grândola, nº 299, 10 de Março de 2017


Visita Pastoral de D. João Marcos Bispo de Beja à Freguesia do Carvalhal



Nos dias 17 e 18 de fevereiro a Freguesia do Carvalhal e Vicariato Paroquial recebeu a visita do Sr. Bispo da Diocese de Beja D. João Marcos.

A visita iniciou-se dia 17 no Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, onde visitou o Núcleo Escolar e Espaço Oficial, Ala 1 e 3.

Continuando com a celebração da Palavra, com os reclusos em regime comum.

A Eucaristia Presidida pelo Sr. Bispo teve lugar na Igreja exterior, com os reclusos de regime aberto e funcionários do E.P.P.C.

No Carvalhal foi recebido no Centro Escolar do Carvalhal, pelo Presidente da Freguesia, Pessoal Docente e não Docente, crianças e pais.

As crianças interpretaram dois cânticos de cariz religioso e ofereceram duas lembranças ao Sr. Bispo.

Seguiu-se a visita ao Centro Comunitário do Carvalhal, à Creche "Os Ursitos", visita às crianças da Instituição e também ás novas instalações da Creche.

No dia 18, pela manhã o Sr. Presidente da Freguesia acompanhou o Sr. Bispo numa visita guiada pela Freguesia.

O almoço deste dia foi no Centro Comunitário do Carvalhal, em convívio com os utentes, Direção e funcionários da Instituição.

Seguiu-se a visita à Sede da Juventude Desportiva do Carvalhal, Associação Recreativa Desportiva Cultural Lagoas e Praias, praias do Pego e Carvalhal.

Foi em clima de festa e oração que o D. João Marcos terminou a sua visita, com a celebração de Missa Vespertina no polivalente da Freguesia, onde participaram cerca de 75 pessoas.

Apesar de ainda não existir Igreja "edifício", estivemos à altura em termos de acolhimento humano, retribuindo toda a simpatia e simplicidade que nosso Bispo aqui demonstrou cativando-nos a todos.

in Ecos de Grândola, nº 299, 10 de Março de 2017


Criatividade, Iniciativa, Protagonismo


Esta temática, com diferentes abordagens, já foi objecto da minha reflexão nas páginas do Ecos, porque, me sinto injustamente in­comodado e desafiado, quando nos acusam a nós portugueses de sermos fatalistas, passivos, amorfos, pessimistas, etc, etc, etc.

Não comungo, de igual modo, da opinião daqueles que se limitam a criticar negativamente e a não propor nada de positivo, porque, como argumentam falaciosamente: não vale a pena! Por todo o lado só vislumbram problemas, intrigas, interesses ocultos, dificuldades, duvidando de tudo e de todos.

Como é óbvio, não posso concordar com este tipo de discurso e estou profundamente convencido que é imperioso mudar "de música", e deixar de ser meros atores secundários e de segundo plano, se quisermos que os outros deixem de nos considerar como um povo periférico de "coitadinhos", que se arrastam, sem rumo, esperando que os outros "tenham compaixão de nós" e resolvam os nossos problemas, porque, no fundo, a culpa é do "sistema".

Mas será que é mesmo assim? Não será possível reverter e inverter a linguagem e a práxis, que tomam estes discursos cassetes fastidiosas, capazes que gerarem quase uma autêntica lavagem cerebral, retirando-nos ainda a força anímica para lutarmos e mudarmos o que não está bem, ou pode ainda ser melhor?

Quando reflicto sobre estas questões gosto sempre de regressar ao nosso passado, à nossa história, porque ela pode ser para nós uma verdadeira fonte inspiradora e uma mola que nos pode impulsionar e comprometer na construção de algo novo, diferente e melhor. Não nos esqueçamos que os nossos antepassados, em condições verdadeiramente precárias, "deram novos mundos ao Mundo" e fizeram com que um pequeno país, pouco povoado, no extremo da Europa, se tornasse, como muitos hoje justamente consideram, o pioneiro da globalização.

Bem sei que não podemos viver saudosisticamente agarrados aos louros do passado, mas, o passado pode ajudar-nos a construir o presente e a prever e projectar o futuro. Como diz o provérbio: um grande caminho começa com o primeiro passo. Não fiquemos parados, sentados no sofá do comodismo e da instalação, mas sejamos antes audazes, acreditando que é possível, que somos capazes, que vale a pena, e que tudo se pode modificar se, antes de mais, nós também mudarmos, porque a primeira mudança tem se operar em nós, para que o agir seja a consequência do ser e de um ser diferente, empreendedor, positivo.

Já tive ocasião de o afirmar várias vezes, que a descoberta da fé cristã confirmou e consolidou em mim uma forma de vida que poderei designar como optimista realista. Com o passar do tempo, esta convicção foi criando raízes e consistência em mim e tem vindo a moldar as diversas realidades em que me integro e nas quais me envolvo e entrego.

Quem tem uma ideia "cinzenta" repetidora e ritualista da fé, talvez não entenda o que estou a dizer; mas, o que acabo de afirmar mais não é do que aquilo que se pode encontrar nas páginas do Evangelho e nos demais escritos do Novo Testamento. A fé cristã traz consigo uma dimensão de positividade, e de esperança, que não nos deixa cair na letargia, mas nos desafia à novidade, à criatividade, e ao compromisso perseverante.

Olhemos para o testemunho interpelador do Papa Francisco e acolhamos os desafios que quotidianamente nos coloca, sem medo, mas com esperança e desassombro.

in Ecos de Grândola, nº 299, 10 de Março de 2017


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

12h para o Senhor: Exposição do Santíssimo Sacramento


03 e 04 de Março de 2017

21:00 horas - Celebração e Oração Comunitária. Importância da Oração.

22:00 às 08:00 horas - Oração com a presença de vários movimentos da paróquia.


22:00 horas – Por todos os que não têm fé e estão afastados do Senhor.

23:00 horas – Pela conversão e santificação da Comunidade Cristã.


00:00 horas – Pelos idosos e pelos doentes.

01:00 horas – Pelas vocações e pela santificação dos sacerdotes.

02:00 horas
Pela paz e entendimento entre os povos e nações.

03:00 horas – Pelas Famílias e Pessoas desavindas, divididas e sem paz.

04:00 horas – Pelo descanso eterno de todos os que nos deixaram.

05:00 horas
Por todos os que sofrem física, psicológica e espiritualmente.

06:00 horas
Pela unidade dos cristãos e dos crentes.

07:00 horas
Pelas crianças, adolescentes e jovens.

08:00 horas – Celebração da Eucaristia e fim da Oração.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Visita Pastoral de D. João Marcos


Entre os dias 26 e 29 de Janeiro D. João Marcos, o novo Bispo Residencial de Beja, iniciou as Visitas Pastorais no Arciprestado de Santiago do Cacém pelas Comunidades Paroquiais de Grândola, Santa Margarida Serra, Azinheira dos Barros e Lousal, confiadas ao Pe. Manuel António do Rosário.

Faz parte da missão do Bispo acompanhar de perto e conhecer a realidade da Diocese, nas suas diversidades, riquezas e desafios. Apesar de já ter estado em Grândola algumas vezes, desta vez o Senhor Bispo "assentou arraiais" entre nós e visitou quer as comunidades cristãs destas localidades, quer algumas das instituições, associações e entidades que mais contribuem para o seu desenvolvimento e são autênticos sinais de esperança.

Em todas as localidades e instituições o acolhimento foi fraterno, caloroso e o Senhor Bispo, nas muitas intervenções que fez, não se cansou de o afirmar.

Depois destes dias intensos o Senhor Bispo fez questão de dizer que passaremos a estar mais presentes, deforma concreta, na sua oração, convidando-nos a todos a rezar por ele, para que possa ser o Pastor que Jesus quer que ele seja, no serviço a esta Igreja.

Em várias ocasiões o Senhor D. João salientou a sua satisfação por ver a Igreja a crescer e a consolidar-se entre nós e não se cansou de enaltecer a boa relação que foi descobrindo entre as Paróquias, o Pároco e as forças vivas locais. É assim que deve ser, pois é essa a missão da Igreja, que lhe foi confiada por Jesus.

O Senhor Bispo voltará ao nosso Concelho entre os dias 16 e·19 de Fevereiro para visitar as Comunidades de Melides, Carvalhal e Pinheiro da Cruz, confiadas ao Pe. José Bravo.

Que a semente do Evangelho que ele veio consolidar em nós dê fruto abundante.

in Ecos de Grândola, nº 298, 10 de Fevereiro de 2017




Bispo de Beja visitou a freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra


O Bispo da Diocese de Beja, realizou entre os dias 26 a 29 de Janeiro, uma visita às paróquias de Grândola e Santa Margarida da Serra.

No âmbito da Visita Pastoral, sua Excelência Reverendíssima Bispo de Beja D. João Marcos realizou uma visita à sede da Junta de Freguesia de Grândola, no passado dia 26 de Janeiro, que contou com a presença do Padre Miguel de Barrancos e do Sr. Padre Manuel António do Rosário. Recebeu a comitiva a Presidente da Junta de Freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra, Fátima Luzia restante executivo e Presidente da Assembleia de Freguesia, Maria João Quaresma. D. João Marcos visitou ainda a Ludoteca, a Ermida da Penha, a Junta de Santa Margarida da Serra, a Igreja de Santa Margarida da Serra e o Centro de Dia de Santa Margarida da Serra. No último dia de visita D. João Marcos marcou presença na localidade de Água Derramada.

in Ecos de Grândola, nº 298, 10 de Fevereiro de 2017


Vê-se Melhor a Partir da Periferia


Não sei se esta expressão é familiar aos nossos leitores, mas, para aqueles que não a conhecem, direi apenas, que ela faz parte do vocabulário e da prática do Papa Francisco.

No dia da sua eleição, ele afirmou que os Cardeais tinham escolhido "um Papa vindo do fim do Mundo". Deste modo, introduziu um olhar novo, vivo e refrescado, sobre a forma de olhar o Mundo e a própria Igreja, de encarar e resolver os problemas, convidando-nos a centrarmo-nos naquilo que é essencial, e o essencial são as pessoas, independentemente da sua língua, raça, sexo, cor da pele ou religião. E assim, surpresa atrás surpresa, o Papa foi traçando as linhas de uma nova forma de exercer a sua missão d Pastor e sucessor de Pedro.

A sua visão de muitas realidades é diferente, não é do Centro, mas do Sul e do Sul profundo, extremo, com toda a sua riqueza, esperança e incomodidade. Como ele dizia há dias, a sua preocupação é, sobretudo, dar corpo ao Evangelho, para que Ele não seja letra morta, nem uma mera peça de museu, mas uma doutrina, uma pessoa viva, Jesus, que também procurou, sem fugir ao "centro'', actuar a partir das periferias, e, por isso, iniciou o seu ministério na Galileia e não em Jerusalém.

Sem fugir às suas responsabilidades no Vaticano, convidou­-nos a acompanhá-lo até Lampedusa, para nos apercebermos do drama dos refugiados; até Lesbos, para nos fazer perceber que não podemos ficar indiferentes e é preciso agir; até Bangui, na República Centro Africana, onde abriu a Porta Santa, antes de o fazer em Roma; optou por celebrar o Lava-pés em prisões; por dispensar muitas das apertadas medidas de segurança a que é sujeito; por actuar sempre movido por uma grande liberdade e por um desejo enorme de nos "abanar" da sonolência, indiferença e passividade em que tantas vezes deambulamos. São tantos os seus gestos...

Nesta sua atitude o Papa lança-nos a todos nós o desafio do compromisso e do envolvimento, nas grandes causas deste Mundo, que devem ser as causas dos cristãos e de todos aqueles que procuram reger a sua vida pelo amor e serviço ao próximo, e não se mantêm subservientes aos poderes deste mundo, tantas vezes ocultos, desumanos, egoístas e materialistas nos seus interesses e estratégias.

O Papa desafia-nos com a sua postura evangélica e simples a descer das nossas seguranças e certezas, tantas vezes frágeis e duvidosas, para nos tentarmos colocar no lugar "do outro", para que ele deixe de ser cada vez mais alguém distante, indiferente, e se torne um próximo, um irmão e possamos, então, falar de "nós". E assim, para muita gente, renasceu a esperança de que é possível um Mundo diferente, melhor, mais justo.

O "efeito Francisco", como alguns já lhe chamam, é eficaz por ser autêntico, espontâneo, por não trazer consigo o peso da visão europeia da Igreja, coisa que alguns têm dificuldade em aceitar, até porque a Europa representa apenas uma pequena percentagem dos Católicos no Mundo, neste momento. Com esta sua prática o Papa está a ajudar a Igreja a redescobrir com realismo a sua própria essência, cada vez mais universal, rica e plural nas suas expressões.

Espero que a Igreja, nos seus responsáveis, tenha a capacidade de se deixar envolver e comprometer, efectivamente, nesta renovada forma de viver e testemunhar o Evangelho, num Mundo que já não volta atrás e que está em constante transformação.

in Ecos de Grândola, nº 298, 10 de Fevereiro de 2017



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Natal e a Esperança que Renasce


O Natal é uma época do ano que não deixa ninguém indiferente, mesmo que o seu sentido cristão, para muitos, se tenha perdido, desvanecido, ou nunca se tenha revelado, por razões diversas, às vezes, à margem da vontade pessoal. Basta lembrar, por exemplo, quem vive em países onde não existe liberdade, nem liberdade religiosa, e são tantos actualmente.

Mesmo nestes ambientes, sobretudo em países onde ser cristão é ser candidato à prisão e mesmo ao martírio, há, contudo, sinais na sociedade de que este é um tempo diferente e, os cristãos, mesmo apesar das dificuldades, teimam em não abdicar de celebrar o nascimento de Jesus. Talvez os nossos leitores não saibam, mas os cristãos somos hoje o grupo religioso mais perseguido em todo o Mundo: largas dezenas de milhões de pessoas, duzentos milhões, segundo outros dados. Neste ano de 2016 foram mortos 90.000 cristãos, vítimas de discriminação e perseguição religiosa.

Para quem é cristão, porém, uma missão ingente que não devemos descurar, é, por isso mesmo a revelação do verdadeiro sentido do Natal: a humanidade de Deus, manifestada no Menino nascido em Belém, que nos veio reconciliar com Deus Pai e uns com os outros, fazendo-nos descobrir que somos uma única Família Humana, que habita numa Casa Comum, este nosso planeta azul.

A fé cristã e o Natal dizem-­nos que somos irmãos. Ora, se somos irmãos, somos também responsáveis uns pelos outros e por fazer deste Mundo um local melhor, mais justo, mais humano e fraterno, onde a guerra não seja protagonista, onde as doenças sejam combatidas e vencidas, e onde os sentimentos mais negativos não se sobreponham, antes sejam suplantados e vencidos pela força do amor e do perdão. Ao dizer isto tenho consciência de que há muito mal no Mundo, mas, ser cristão é não baixar os braços, nem colocar-se na posição cómoda de se limitar a constatar o que está mal, sem se comprometer, nem se envolver na transformação dessas mesmas realidades. Esse é, aliás, um dos sentidos do Natal: Deus envolve-se, humaniza-se, corre o risco de se comprometer connosco, pelo que, não podemos ficar indiferentes a este facto, nem ficar-nos pela retórica, pouco evangélica, de que o Mundo é mau e que está tudo perdido, não valendo a pena fazer nada. Natal, pelo contrário, é esperança, é desafio e compromisso de mudar o Mundo e de o tornar como Deus quer e Jesus veio indicar-nos os caminhos que devemos trilhar, se aceitar­ mos o seu desafio.

Outra das riquezas do Natal é a simplicidade e, a humildade. Jesus, o Filho de Deus, segunda pessoa da Santíssima Trindade, assume a condição humana na pobreza de Belém, para nos revelar o amor infinitamente misericordioso de Deus para com toda a Humanidade e partilhar connosco a sua vida, para que a nossa vida ganhe todo o seu sentido.

Viver o espírito do Natal é centrarmo-nos, pois, no essencial, e o essencial não são as coisas, as prendas, o dinheiro. O essencial somos nós, a quem Jesus convida a abrirmos o coração e a fazermos dele uma casa acolhedora onde habitem os verdadeiros sentimentos que caracterizam o Natal e que são a promessa de que o Mundo melhor é possível e depende de nós, de todos e cada um de nós.

É preciso acreditar que o Mundo e nós podemos ser diferentes e melhores se também semearmos estes valores, sobretudo, nas novas gerações, para que a boa semente possa dar fruto, no presente e no futuro. Não esperemos colher onde não for semeado, pelo que, importa ser perseverante na sementeira dos verdadeiros valores e virtudes que podem ajudar a humanizar as nossas sociedades e a fortalecer os laços entre as pessoas, os povos, as religiões. O Natal traz ao de cima o que de melhor existe no coração humano.

Um santo Tempo de Natal e um abençoado Ano de 2017.

in Ecos de Grândola, nº 297, 13 de Janeiro de 2017



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Visita Pastoral de D. João Marcos

De 26 a 29 de Janeiro, D. João Marcos, Bispo da Diocese de Beja, vai realizar a sua Visita Pastoral às paróquias de Grândola, Santa Margarida de Serra e Azinheira dos Barros - Lousal.

A Visita Pastoral tem o seguinte programa:

Programa da Visita Pastoral
26 de Janeiro (quinta-feira)
09:45 horas: Participação no Programa "Tempo de Esperança" no Rádio Clube de Grândola
10:00 horas: Visita ao Agrupamento de Escolas de Grândola. Visita à Escola Profissional
11:30 horas: Eucaristia na Santa Casa da Misericórdia de Grândola
12:30 horas: Visita à Santa Casa da Misericórdia de Grândola
13:00 horas: Almoço na Santa Casa da Misericórdia de Grândola
15:00 horas: Visita à Câmara Municipal de Grândola
16:00 horas: Visita à Junta de Freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra
16:30 horas: Visita aos Bombeiros Mistos de Grândola
17:30 horas: Visita à Guarda Nacional Republicana
21:00 horas: Encontro com os Serviços e Movimentos no Salão Paroquial
27 de Janeiro (sexta-feira)
09:00 horas: Visita à Creche e Jardim de Infância de Grândola
09:45 horas: Visita à Creche "Era uma Vez"
10:30 horas: Visita à Escola Básica nº 1
11:30 horas: Visita à CERCI
14:30 horas: Visita à Capela da Penha
15:00 horas: Visita a Santa Margarida de Serra:
  • Igreja Matriz
  • Delegação da Junta de Freguesia
  • Centro de Dia
17:00 horas: Visita à Capela do Viso
17:30 horas: Visita à Junta de Freguesia e Casa do Povo de Azinheira dos Barros
18:30 horas: Missa na Igreja de Azinheira dos Barros. Participação do Grupo Coral "Cantares da Aldeia" de Azinheira dos Barros. Encontro com a comunidade
20:00 horas: Chegada ao Lousal
  • Visita ao Centro de Ciência Viva
  • Visita à Igreja de São Jorge
  • Visita ao Centro Comunitário
22:30 horas: Visita à Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense
28 de Janeiro (sábado)
10:00 horas: Visita aos grupos de Catequese
11:00 horas: Visita à Unidade de Cuidados Continuados
14:30 horas: Visita ao Agrupamento 670 do Corpo Nacional de Escutas
15:30 horas: Encontro/Diálogo do Bispo com a população na Biblioteca Municipal
18:00 horas: Eucaristia Vespertina
21:00 horas: Momento de Oração e Louvor na Igreja Matriz de Grândola
29 de Janeiro (Domingo)
11:30 horas: Missa dos Jovens e das Crianças: Ofertório Solene para o Senhor Bispo e Casa Episcopal
13:00 horas: Almoço partilhado no Salão Paroquial
15:30 horas: Chegada a Água Derramada
16:00 horas: Eucaristia de Encerramento da Visita Pastoral.
  • Convívio com a comunidade
  • Final da Visita Pastoral



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Visita Pastoral à Paróquia de Azinheira dos Barros

Aos fiéis cristãos e a todos os que habitam na Paróquia
de Azinheira dos Barros - Lousal, Arciprestado de Santiago do Cacém

A graça e a paz de Cristo Nosso Senhor estejam com todos vós!

Queridos irmãos e irmãs:

Saúdo-vos cordialmente no início deste novo ano em que o Senhor nos vai oferecer, a vós e a mim, a graça de uma Visita Pastoral.

A Visita Pastoral é um ponto alto na vida de cada comunidade cristã. Mais que uma visita do novo bispo, é o próprio Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor que vos visita, cheio de amor. Sim, Ele quer encontrar-se convosco para reavivar a vossa fé e relançar a vossa esperança de filhos de Deus, e para que, como membros da Igreja, cultiveis aquela caridade que fará de vós presença do Seu amor no meio do mundo, caridade que sendo fruto, é também semente da vida cristã. Ele vem ao vosso encontro e convida-vos a ir ter com Ele todos vós que andais sobrecarregados, todos vós para quem a vida é um fardo insuportável, para encontrardes n’Ele descanso para as vossas almas (Cf.Mt.11,28s). Ele aproxima-Se humildemente da vossa porta pedindo que O deixeis entrar: se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo! (Cf. Ap.3,20).

Nesta paróquia de Azinheira dos Barros - Lousal, a Visita Pastoral será no dia 27 do mês de Janeiro.

Não desperdiceis, queridos irmãos, esta graça que marcará o ano de 2017 na vossa paróquia. Convido-vos a prepará-la bem, sobretudo com oração mais intensa, para que possa produzir fruto abundante em vossas vidas e comunidades cristãs.

Espero com entusiasmo esses momentos em que nos conheceremos mais de perto, em que o Senhor, pelo Seu Espírito, Se manifestará no meio de nós e em que nos alegraremos juntos celebrando os Seus louvores e convivendo como irmãos e amigos. Tenho-vos muito presentes na minha oração e no meu coração. Rezai pelos vossos pastores, rezai também por mim. O Senhor vos abençoe!
Beja,1 de Janeiro de 2017

+ J. Marcos
Bispo de Beja



Visita Pastoral à Paróquia de Santa Margarida da Serra

Aos fiéis cristãos e a todos os que habitam na Paróquia
de Santa Margarida da Serra, Arciprestado de Santiago do Cacém

A graça e a paz de Cristo Nosso Senhor estejam com todos vós!

Queridos irmãos e irmãs:

Saúdo-vos cordialmente no início deste novo ano em que o Senhor nos vai oferecer, a vós e a mim, a graça de uma Visita Pastoral.

A Visita Pastoral é um ponto alto na vida de cada comunidade cristã. Mais que uma visita do novo bispo, é o próprio Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor que vos visita, cheio de amor. Sim, Ele quer encontrar-se convosco para reavivar a vossa fé e relançar a vossa esperança de filhos de Deus, e para que, como membros da Igreja, cultiveis aquela caridade que fará de vós presença do Seu amor no meio do mundo, caridade que sendo fruto, é também semente da vida cristã. Ele vem ao vosso encontro e convida-vos a ir ter com Ele todos vós que andais sobrecarregados, todos vós para quem a vida é um fardo insuportável, para encontrardes n’Ele descanso para as vossas almas (Cf.Mt.11,28s). Ele aproxima-Se humildemente da vossa porta pedindo que O deixeis entrar: se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo! (Cf. Ap.3,20).

Nesta paróquia de Santa Margarida da Serra, a Visita Pastoral será nos dias 27 do mês de Janeiro.

Não desperdiceis, queridos irmãos, esta graça que marcará o ano de 2017 na vossa paróquia. Convido-vos a prepará-la bem, sobretudo com oração mais intensa, para que possa produzir fruto abundante em vossas vidas e comunidades cristãs.

Espero com entusiasmo esses momentos em que nos conheceremos mais de perto, em que o Senhor, pelo Seu Espírito, Se manifestará no meio de nós e em que nos alegraremos juntos celebrando os Seus louvores e convivendo como irmãos e amigos. Tenho-vos muito presentes na minha oração e no meu coração. Rezai pelos vossos pastores, rezai também por mim. O Senhor vos abençoe!

Beja,1 de Janeiro de 2017

+ J. Marcos
Bispo de Beja